terça-feira, 30 de novembro de 2010

RUA PADRE VICENTE TONETTO - PIRACICABA/SP



Homenagem em dose dupla na Camara Municipal de Piracicaba: Praça e Rua Padre Vicente Tonetto....
Projeto do querido verador Laércio Trevisan Jr., á quem agradecemos de coração, em nome de todos os amigos do Missionários Xaverianos e do Padre Vicentão.

PRAÇA PADRE VICENTE TONETTO - PIRACICABA/SP


Vereador Laércio trevisan Jr. autor dos dois projetos em homenagem ao Padre Vicente Tonetto: "PRAÇA PADRE VICENTE TONETTO" E "RUA PADRE VICENTE TONETTO"

É só um projeto mas até o final deste ano será realidade: a PRAÇA PADRE VICENTE TONETTO, em frente á Matriz de São Francisco Xavier, no Itapuã.


domingo, 28 de novembro de 2010

MADRE MARIA CELINA DA IMACULADA CONCEIÇÃO




MADRE MARIA CELINA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

60 anos de vida religiosa

O dia 09 de janeiro de 2011 será um domingo de grande festa e alegria para toda a comunidade católica de Piracicaba e de modo muito especial para a pequena comunidade de cinco irmãs que vivem na clausura do Mosteiro da Imaculada Conceição, na Vila Rezende.
O motivo desta grande festa é que a Madre Celina, Abadessa do Mosteiro, completará 60 anos de vida religiosa e estará celebrando este momento com todos os amigos, benfeitores e fiéis.
Natural de São Paulo onde nasceu em 13 de fevereiro de 1926 e recebeu o nome de Maria da Conceição de Souza. De família católica, teve nove irmãos, sendo que uma de suas irmãs também optou pela vida religiosa, tornando-se irmã na congregação salesiana.
Madre Celina ingressou no Mosteiro da Luz em São Paulo em 1949, com apenas 23 anos. Em 1951 emitiu os votos religiosos. Com bom humor e alegria contagiantes, apoiada num andador ortopédico e auxiliada carinhosamente pela Irmã Beatriz, enfatiza que “nunca me arrependi da escolha que fiz e pretendo viver ao menos 120 anos!”.
Fez parte do grupo das cinco irmãs pioneiras que, atendendo ao apelo de Dom Ernesto de Paula, vieram do Mosteiro da Luz para fundar o Mosteiro de Piracicaba, em 15 de agosto de 1956. Além de Madre Celina vieram naquela ocasião: Madre Maria Helena do Espírito Santo, Madre Oliva de Jesus, Irmã Maria Cecília do menino Jesus, falecidas e Irmã Maria Antonia de Santana Galvão, ainda em plena atividade.
Já em Piracicaba foi Vigária e Mestra de Noviças. Lutou de forma incansável ao lado da Madre Maria Helena, para que o Mosteiro fosse construído em terreno próprio, o que ocorreu anos depois graças á generosidade do prefeito da época, Dr. Salgot Castillon, que cedeu o terreno na Av. Armando Cesare Dedini, 891. Com muitos sacrifícios e doações surge o majestoso Mosteiro da Imaculada Conceição, das Monjas Concepcionistas.
Madre Celina tornou-se a Madre Abadessa (superiora e responsável pelo mosteiro)em 09 de janeiro de 1979 após a morte da Madre Maria Helena do Espírito Santo, cargo que ocupa até hoje, no alto de seus 84 anos.

A vida em clausura nunca foi desculpa para ficar alheia ás necessidades do povo mais sofrido e necessitado. Em parceria com os Missionários Xaverianos, que atendiam o Mosteiro como capelães, e com a colaboração de inúmeros benfeitores, proporcionou muitos benefícios e melhorias aos moradores do bairro Novo Horizonte, na periferia da cidade, distribuindo milhares de cestas de natal, construindo a escolinha “Menino Jesus” e o “Centro Comunitário Santa Beatriz”, onde a comunidade se reúne e recebe tratamento dentário.
Madre Celina e sua pequena comunidade de irmãs dedicam suas vidas á oração, a vida em comunidade e á confecção de trabalhos domésticos e manuais. A opção pela vida em clausura causa espanto e admiração e torna inevitável o questionamento: “PORQUE?”
Mas se você estiver passando em frente ao mosteiro, entre e passe alguns momentos na companhia das irmãs e da Madre Celina. Você será invadido por uma paz tão grande que voltará outras vezes para “beber na mesma fonte” que bebem estas queridas religiosas. Aproveite e leve para casa as famosas “pílulas” do Frei Galvão, primeiro santo brasileiro.

Caso ainda tenha dificuldade em entender a opção pela vida em clausura ouça Jesus que diz:
“Marta, Marta andas muito agitada e te preocupas com muitas coisas. Entretanto uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte que não lhe será tirada.” (Lc 10, 41-42)

Claudinei Pollesel, do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SANTA CRUZ DO ALEIXO

SANTA CRUZ DO ALEIXO

No mes de setembro, dia 14 do anno de 1933, ás 6 horas da tarde, com grande numero de cathólicos, acompanhados pelo Monsenhor Conego Rosa, foi transportada uma grande e histórica santa cruz, da Matriz de Santo Antonio, ao local, onde deveria ser edificada a capella, não menos histórica e vulgarmente conhecida pelo CRUZ DO ALEIXO. Nessa ocasião depois de fincada a cruz, uma pessoa nela prendeu uma nota de 20.000 entregando-a á Monsenhor Rosa. Elle nomeou-me thesoureiro e convidei para fazer parte da commissão, para construirmos a capella as seguintes pessoas:
Maria de Souza Coelho
Capitão Jose Elias Camargo Salles
Antonio da Costa Lordello
Paulo Pecorari
Joaquim Antonio Ferreira

No dia 12 de outubro do mesmo anno, 1933, ás 8 horas da manhã, perante grande multidão de catholicos, foi benta a 1a. pedra, sendo ella assentada pelo digno 1o. magistrado da terra, Dr. Euclydes de Campos, tendo o Revmo. Pe. Frei Jacyntho feito brilhante sermão allusivo á Santa Cruz e a terra de Santa Cruz.
Usando em seguida da palavra muito bem falou o Dr. Juiz de Direito, sobre o preto Aleixo. A banda de musica Capitão Lorena tocou diversas peças entre elas, o nosso Hynno Nacional e por último a todos agradeceu o nosso venerando Cura Monsenhor Rosa.
Foi escripta uma acta juntando-se os jornais, moedas e assignados por vários presentes e posto tudo num tubo de cobre, lacrado e colocado junto ao local apropriado junto á primeira pedra. Presente tambem este o Vigário do Bom Jesus, Pe. Vicente Rizzo.

O sr. Luiz Dias Gonzaga, tendo adquirido um terreno em frente á minha casa e tendo no mesmo terreno diversos alicerces, ladrilhos e pedras de ferro, e como estes servissem para o alicerce da futura capella, eu pedi-lhe e elle muito promptamente deu-me tudo que de lá fosse aproveitável.
No dia 21 do mes de setembro juntei diversos camaradas e carroceiros e arrancamos tudo e tudo transportamos ao local. Calculou-sem em 3500 ou 4000 tijollos o que aproveitamos tendo com elles sido feito todos os alicerses da capella, do ladrilhado todo o corpo da capella e do páteo.

Iniciamos a abertura dos alicerces no dia 8 de outubro; no dia 12 assentamento da 1a.pedra; no dia 26 de outubro foi coberta; no dia 15 de novembro estava tudo terminado e Monsenhor Rosa rezou a 1a. Santa Missa no dia 10 de dezembro do referido anno (1933).

Vou agora passar a limpo a conta dos gastos e recebimentos conforme está marcado e é a expressão da verdade, no começo desta caderneta.

Piracicaba, 1 de janeiro de 1934
Jose de Sousa Gomes Colelho - cidadão
Nhonho Coelho - vulgarmente
Irmão Manoel - na ordem 3a.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

MORREU PADRE RENATO GOTTI


Caro Diego,
Padre Renato Gotti morreu faz 20 minutos no dia de hoje, dia do Fundador.
Ele morreu em paz, amorosamente assistido com a participação de sua irmã Elizabeth.
Certamente está na casa do Senhor, louvando-o com as melodias que ele compõs em sua honra aqui na terra ...
Te mando informações sobre o funeral.
Fraternalmente P. LARCHER RENZO



----- Original Message -----
From: diego pelizzari
To: Undisclosed-Recipient:;
Sent: Friday, November 05, 2010 8:09 AM
Subject: pe. renato gotti
Caro Diego, P.Renato Gotti è morto venti minuti fa. oggi Festa del Fondatore. Si è spento serenamente assistito amorevolmente dalla sorella Elisabetta. Sarà senz'altro nella casa del Signore, per lodarlo con quelle melodie che ha composto qui in terra in suo onore... Ti farò sapere per le esequie. Fraternamente P.RENZO LARCHER

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Padre Roberto Maria Drummond Gonçalves


Padre Roberto Maria Drummond Gonçalves

um dos muitos bilhetihos que recebi do Padre Drummond, que mesmo de cama, com dores e feridas fazia questão de evangelizar.....
"Todos os Santos de 87
O que falei com o seminarista Claudinei, nada saiu da minha pobvre cabeça, pois que, se Tudo vem de Deus que não só tem a verdade, mas é Verdade Infinita. E se alguma cousa, então falei contra a verdade certamente foi mentira. Toda verdade para ser verdade precisa estar unida á Verdade das Verdades - Deus. Pe. Drummond"

DEPOIMENTO DA XAVERIANA, Ir. DINA MANFREDI sobre o Padre Luigi Médici

Ir. Dina, á esquerda

Aaetetuba, 31 de outubro de 2010



... memória que o tempo não apaga...

Recebi o agradável convite de falar ou dar meu testemunho sobre o conhecimento que tive do Pe. Luiz Médici. O faço com muito prazer, pois guardo dentro de mim grande gratidão a Deus e ao próprio Pe. Luiz pela amizade que mantivemos por longo anos e em diferentes circunstancias, de longe ou por perto.

Conheci o Pe. Luiz Médici em 1975, quando a nossa Congregação das Missionárias Xaverianas abriu uma comunidade em Santa Mariana, Paraná. Ele era o Pároco e nos acolheu com entusiasmo e alegria. Fazia poucos meses que eu tinha chegado ao Brasil e para mim tudo era novo... precisava eu entender muita coisa, descobrir a realidade totalmente nova para mim. Era também a primeira experiência apostólica que estava iniciando, fora da Itália.

Uma primeira característica, ou melhor dito: um primeiro valor que descobri em Pe. Luiz foi sua serenidade, sua alegria. Ele trabalhava muito e sempre ficava sereno, contente. Via e discutia os problemas, sérios e até pesados, mas não perdia a paz. Trabalhamos juntos alguns anos em Santa Mariana, penso três ou quase três, e aprendi muito dele. Foi um verdadeiro mestre para mim. Me ensinou sobretudo a amar o povo brasileiro, a conhecer o coração deste povo que ele também sempre amou! Eram muitas as perguntas que eu lhe fazia, sempre que possível, e sempre recebia uma resposta satisfatória. Naqueles anos ele construiu uma escola para as crianças mais carentes da Vila Santa Rita e no domingo à tarde celebrava a Eucaristia naquela Vila. Antes de iniciar a Missa dava uma volta nas ruas e chagava na Capela segurando três ou quatro crianças em cada mão. Tratava a todos com carinho e gentileza. Gostava das pessoas idosas, das crianças, dos jovens, dos adultos, de todos.
Naqueles anos eu trabalhava em parte também no escritório paroquial e via muitos homens que o procuravam para lhe pedir conselhos. Era muito amado e estimado.
A vida do Pe. Luiz era muito sóbria: pouca roupa já lhe era suficiente; comia o que estava pronto e nunca se queixava... Tinha um só par de sapatos e o usava até que a água da chuva não entrasse por todos os lados.

Planejava as atividades pastorais da paróquia com sabedoria e cuidado. Acompanhava com grande respeito as linhas pastorais e as indicações da CNBB. Amava profundamente a Igreja.
E amava também a Nossa Senhora. Várias vezes me disse que a primeira oração que fazia a cada dia era a reza do terço, logo de manhã cedo, ao acordar. Em Santa Mariana ele fez surgir o Movimento da Legião de Maria e o acompanhava constantemente. Muitos grupos da Legião de Maria visitavam as famílias a cada semana, levavam convites para a Catequese das crianças, visitavam doentes e procuravam soluções para problemas familiares. Uma consistente espiritualidade sustentava o apostolado deste Movimento e esta espiritualidade foi sempre alimentada por Pe. Médici. Fez o mesmo também em Curitiba.

A saúde do Pe. Luiz sempre foi frágil, Parecia homem sadio e forte, mas passou por muitas cirurgias e momentos de doenças. A cirurgia ao coração talvez foi aquela que mais o marcou. Mas eu nunca o vi abatido por causa das doenças. Ele não descuidava da saúde, mas também não fazia tragédias quando essa não era muito boa. Frequentemente ele repetia a frase de São Francisco de Assis em que agradecia a Deus pelo céu sereno e pelo céu nublado...!

Muitos fatos voltam à minha memória, pensando no Pe. Médici. Um dia uma nossa irmã bateu o carro da paróquia. Eu disse o acontecido a ele, que era o pároco. Sua primeira pergunta foi: “A irmã se machucou?” “Não” disse eu. E ele: “Então não te preocupes por nada... carros têm muitos no Brasil” E depois foi ver como consertar tudo.

Pessoalmente fui muito ajudada pelo Pe. Luiz. Em alguns momentos pedia seu parecer o seu conselho, também para minha vida cristã. Nestes longos anos de amizade foram muitos os momentos de troca de pareceres, conversas, confianças... Foram mais os anos que passamos longe, mas quando dava para nos encontrar novamente era como se o tempo da separação não fosse existido. A correspondência escrita alimentou nossa amizade. Tínhamos certeza de rezar um pela outra e isso nos dava alegria.

Uma humanidade muito sadia e cordial transparecia na vida do Pe. Médici: com ele era fácil cantar, saborear um bom sorvete, observar uma obra de arte, contar uma piada e rir de gosto. Gostava de trabalhos bem feitos e de ordem.

Sinto o dever de manifestar minha gratidão a Deus por ter-me dado o presente de conhecer de perto a vida do Pe. Médici e com ele servir e amar melhor o Reino de Deus.
Dina Manfredi