sábado, 31 de março de 2012

HISTÓRICO DA DEVOÇÃO AO CORAÇÃO DE MARIA EM PIRACICABA - II



HISTÓRICO DA DEVOÇÃO AO CORAÇÃO DE MARIA EM PIRACICABA
Parte II

Sr. João Nardin e D. Carmelina Franco Nardin













(Capelinha do Imaculado Coração de Maria, sendo substituída pela nova matriz, 1957)


Na década de 1930 o Sr. João Nardin, que era provedor da Irmandade do Santíssimo da Catedral de Santo Antonio, contagiado pelas pregações de Frei Luiz Maria de São Tiago, de quem foi contemporâneo, constrói a Capela do Coração de Maria, na Paulicéia, então periferia distante do centro da cidade. Este gesto generoso ajuda a manter a devoção viva, além de proporcionar à população humilde do bairro distante o privilégio de se ter uma capela para suas rezas, celebrações e reuniões do bairro.
Sr. João Nardin morava no centro da cidade, nas imediações do Mercado Municipal, onde também ficava sua oficina de carpintaria. E, aos domingos, tomava o bonde, com sua família e amigos e iam todos á capelinha da Paulicéia. Desciam do bonde na Paulista e faziam o restante do percurso á pé, conforme relato de sua filha, Cecilia.
Sr. João morreu jovem, com 45 anos, e não teve o privilégio de ver dois de seus filhos tornarem-se parte da história daquela capelinha, pela qual ele nutria tanto carinho: Eugenio Nardin, o “Neno” foi o idealizador do planta e do projeto artístico da nova matriz e fez os entalhes em madeira das portas e do altar; Mons. José Nardin foi coadjutor e depois pároco desta igreja, logo após a morte do Pe. João de Echevarria.
Carinhosamente chamada de “Capelinha”, pertencia à Paróquia da Catedral e tornou-se Paróquia em 1953, por determinação de Dom Ernesto de Paula, primeiro bispo de Piracicaba. Seu primeiro pároco foi o Pe. Oscar Ferraz do Amaral.
Em 1953, Dom Ernesto de Paula, primeiro bispo da Diocese, transforma aquela capelinha em paróquia e nomeia o Pe. Oscar Ferraz do Amaral como seu primeiro pároco.

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HISTÓRICO DA DEVOÇÃO AO CORAÇÃO DE MARIA EM PIRACICABA - I

HISTÓRICO DA DEVOÇÃO AO CORAÇÃO DE MARIA EM PIRACICABA
Parte I





Frei Luiz Maria de São Tiago






A devoção ao Coração de Maria nasceu junto com a devoção ao Coração de Jesus na Europa do sec. XIX. Com as aparições de Nossa Senhora em Fátima, em 1917, atinge seu auge e propaga-se pelo mundo todo. Atualmente os “Arautos do Evangelho”, associação religiosa nascida no Brasil, é a grande responsável pela propagação ao Imaculado Coração, sem mencionar aqui os milhares de devotos que conheceram esta invocação tornaram-se divulgadores anônimos.
Os piracicabanos conheceram esta devoção mariana em 1899, com a chegada do missionário italiano, frei Luiz Maria de São Tiago. Frei Luiz fez parte do primeiro grupo de franciscanos capuchinhos que fundaram aqui a Igreja do Coração de Jesus, conhecida como “a Igreja dos Frades”, além do Seminário Seráfico São Fidélis.
Este grupo de religiosos franciscanos capuchinhos veio incumbido pela congregação de fundar em Piracicaba uma Província Franciscana e, pelo Papa Leão XIII, de propagar a devoção ao Coração de Jesus. Frei Luiz Maria de São Tiago, paralela a estas obrigações, tinha também o propósito íntimo de propagar a devoção ao Imaculado Coração de Maria, sua devoção particular, tanto que trouxe de Roma uma imagem com esta invocação e que se conserva ainda hoje com as irmãs franciscanas do lar escola.
Levou este propósito adiante, de forma admirável, pois em pouco tempo contagiou a comunidade católica de Piracicaba com esta bela devoção, transformando a apatia reinante na comunidade local. Aqui instituiu a devoção a Virgem Santíssima na Magnífica Promessa dos Cinco Primeiros Sábados e propagou a entronização da imagem do Coração de Maria nos lares. Fundou a Pia União do Coração de Maria, o Lar Escola Coração de Maria, nossa Mãe, que depois viria a ser o berço da Congregação das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria (da qual é seu co-fundador, cedendo o título de fundadora á Mamãe Cecilia), e consagrou a cidade de Piracicaba ao Coração de Maria em 25 de março de 1893.
Vale registrar que esta consagração da cidade foi renovada em 25 de agosto de 1928 com a presença de Dom Francisco de Campos Barreto, bispo diocesano de Campinas. E em 1942, a humanidade toda foi consagrada pelo Papa Pio XII ao Coração de Maria, em plena 2ª Guerra Mundial.
O apostolado incansável deste missionário italiano encontrou terreno fértil nos corações de Madre Cecilia, fundadora da Congregação das Franciscanas do Coração de Maria; Sr. João Nardin e sua esposa, D. Carmelina Franco Nardin e Pe. João de Echevarria Torre. Cada um á seu tempo e com suas particularidades são os responsáveis por sermos hoje uma cidade devota e próxima do Imaculado Coração de Maria.
Todas estas ações firmaram a devoção nos corações piracicabanos, transformando e animando a comunidade católica.
A passagem de Frei Luiz por aqui foi curta, pois em 1902 volta para Itália, e lá faleceu com apenas 48 anos. Nutria por Piracicaba verdadeira paixão e manteve correspondência frequente com as irmãs franciscanas e seus antigos paroquianos. Na Itália tornou-se formador de futuros religiosos e contava com riqueza de detalhes sua passagem pela missão em Piracicaba, despertando nestes estudantes o ardor missionário e a vontade também serem enviados ao Brasil.
Após sua partida, seu apostolado em Piracicaba ficou sob a responsabilidade de suas filhas espirituais, as Irmãs Franciscanas do Coração de Maria, que tinham na fundadora, Mamãe Cecilia, um porto seguro de santidade e devoção. Foi na pessoa de Frei Luiz que Mamãe Cecilia viu a possibilidade de realizar seu desejo de tonar-se religiosa, apesar de viúva e mãe de três filhos. E frei Luiz viu que naquela senhora havia o desejo sincero de tornar-se religiosa. A sintonia entre Frei Luiz e Madre Cecilia produziu frutos de santidade, caridade e devoção, tanto que, Mamãe Cecilia hoje está em processo de beatificação e deverá ser a primeira santa piracicabana, elevada á honra dos altares. Santidade esta, fruto da devoção ao Imaculado Coração de Maria.


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sábado, 24 de março de 2012

A DEVOÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA NA HISTÓRIA DE PIRACICABA

Frei Luiz Maria de São Tiago












Pe. João de Ecehevarria Torre










A devoção ao Imaculado Coração de Maria na história de Piracicaba


A devoção ao Coração de Maria nasceu junto com a devoção ao Coração de Jesus na Europa do sec. XIX. Com as aparições de Nossa Senhora em Fátima, em 1917, atinge seu auge e propaga-se pelo mundo todo. Atualmente os “Arautos do Evangelho”, associação religiosa nascida no Brasil, é a grande responsável pela propagação ao Imaculado Coração.
Os piracicabanos conheceram esta devoção mariana em 1899, com a chegada do missionário italiano, frei Luiz Maria de São Tiago. Frei Luiz fez parte do primeiro grupo de franciscanos capuchinhos que fundaram aqui a Igreja do Coração de Jesus, a Igreja dos Frades, além do Seminário Seráfico São Fidélis.
Este grupo de religiosos vieram incumbidos pela congregação de fundar aqui uma Província Franciscana e, pelo Papa Leão XIII, de propagar a devoção ao Coração de Jesus. Frei Luiz Maria de São Tiago, paralela á estas obrigações, tinha também o propósito íntimo de propagar a devoção ao Imaculado Coração de Maria, sua devoção particular, tanto que trouxe de Roma estampas e imagens com esta invocação. A história registra que estas primeiras imagens foram compradas pelo frei numa lojinha do Vaticano logo após o término da audiência com o Papa.
Levou este propósito adiante, de forma admirável, pois em pouco tempo contagiou a comunidade católica de Piracicaba com esta bela devoção. Aqui instituiu a devoção dos primeiros sábados e propagou a entronização da imagem do Coração de Maria nos lares; fundou a Pia União do Coração de Maria; o Lar Escola Coração de Maria, nossa Mãe, que depois viria a ser o berço da Congregação das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria, da qual é seu co-fundador e consagrou a cidade de Piracicaba ao Coração de Maria em 25 de março de 1893.
Esta consagração da cidade foi renovada em 25 de agosto de 1928 com a presença de Dom Francisco de Campos Barreto, bispo diocesano de Campinas. E em 1942 a humanidade toda foi consagrada pelo Papa Pio XII ao Coração de Maria, em plena 2ª. Guerra mundial.
Todas estas ações firmaram a devoção nos corações piracicabanos, transformando e animando a comunidade católica.
A passagem de Frei Luiz por aqui foi curta, pois em 1902 volta para Itália e lá faleceu com apenas 48 anos.
Na década de 30 o sr. João Nardin, filho de imigrantes austríacos, provavelmente ainda contagiado pelas pregações de Frei Luiz, com quem conviveu quando este aqui esteve, constrói a Capela do Coração de Maria, na Paulicéia, então periferia distante do centro da cidade. O gesto ajuda a manter a devoção viva, além de proporcionar ao povo pobre do bairro distante o privilégio de se ter uma capela para suas rezas, celebrações e reuniões do bairro. Carinhosamente chamada de “Capélinha”, pertencia á Paróquia da Catedral e tornou-se Paróquia em 1953, por determinação de Dom Ernesto de Paula, primeiro bispo de Piracicaba. Seu primeiro pároco foi o Pe. Oscar Ferraz do Amaral.


Neste mesmo ano de 1953, a Diocese de Piracicaba acolhe em seu clero o Pe. João de Echevarria Torre, missionário espanhol, que chegou no Brasil em 1919 e desde então propagou a devoção ao Coração de Maria em várias cidades de São Paulo, pois pertencia á Congregação Claretiana, também chamados “ Missionários filhos do Imaculado Coração de Maria”.
Por coincidência ou providencia divina, D. Ernesto destina o Pe. João de Echevarria á recém-criada Paróquia do Imaculado Coração de Maria, com a incumbência de transformar a capelinha num Santuário á altura da devoção mariana. No mesmo ano de sua posse, 1956, constrói a casa paroquial e no ano seguinte inicia a construção da Nova Matriz. Serão 20 anos de presença a atuação marcante do Pe. João na Paulicéia, que transformará o bairro e a vida dos paroquianos.
Pe. João sente-se em casa, pois encontra na Paulicéia o terreno fértil para seu trabalho pastoral e lá permanece até sua morte em 1975. Além do papel de Pároco foi também um líder da comunidade que buscou melhorias para aquela periferia distante e esquecida das autoridades.
Orientava sobre questões de higiene e saúde e utiliza os seus dons de radiestesista para amenizar os males do corpo . Ecumênico , quando ainda nem se falava neste termo, atendia á todos, mesmo os de outras religiões e seitas.
Para defender a moral dos seus paroquianos contra a presença da zona de meretrício no bairro da Paulicéia, foi ao governador do Estado, na época Jânio Quadros e depois Carvalho Pinto, protestar e exigir providencias. Ainda em vida e mesmo agora, após quase 40 anos de sua morte, é lembrado com fama de santidade e amor ao próximo. Era movido pelo amor ao Imaculado Coração de Maria e transparecia este ardor mariano á todo que dele se aproximavam. Era chamado de “Pe. João da Paulicéia”, e “Pe. João do Coração de Maria”. Títulos carinhosos que o enchiam de alegria.
Construiu a nova Matriz, de tamanho majestoso, maior até que a própria Catedral de Santo Antonio, confiando e apelando à Maria, sempre. Construiu nos corações dos piracicabanos verdadeiros templos de amor á Nossa Senhora, na invocação do Imaculado Coração. Quando passava por dificuldades na construção da nova Matriz, que foram inúmeras, por incompreensões, calúnias e desaforos ou por qualquer outro perigo era ao Coração de Maria que solicitava auxilio, e desabafava, como deixou registrado em várias passagens do livro tombo da paróquia.
Aconselhava á todos que o procuravam para que pedissem tudo através de Maria e do seu Imaculado Coração e que Jesus não negaria tais pedidos feitos através de sua Mãe.
Pe. João de Echevarria faleceu em 1975 e está sepultado no Parque da Ressurreição, na cripta da capela e ainda hoje, quase 40 anos de sua morte, mantém a fama de santidade e amor ao Imaculado Coração. Seu epitáfio diz: “... mais do que um templo, construiu nos corações, templos de Deus, como verdadeiro e santo sacerdote”.
Os piracicabanos tiveram na figura destes dois missionários, Frei Luiz Maria de São Tiago e Pe. João de Echevarria, os primeiros e verdadeiros apóstolos da propagação á devoção ao Imaculado Coração de Maria. Suas obras maiores, a Congregação das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria e a Matriz do Imaculado Coração de Maria, da Paulicéia são testemunhos do amor que os impulsionava e da devoção viva e sincera ao coração da Mãe de Deus.

segunda-feira, 19 de março de 2012

email de D. pedro Casaldaliga.... grande homem de Deus!

De: Pedro Casaldaliga < pedro.casaldaliga@uol.com.br >
Para: pollesel@bol.com.br
Assunto: Fotografia e comunhão fraterna
Enviada: 19/03/2012 15:31

Queridos Claudinei, Dalva e filhos,
agradeço de coração seus parabéns como testemunho de comunhão fraterna. Seguiremos unidos nas causas do Reino de Deus.
Estou-lhes enviando, em anexo, a fotografia pedida. Brasão não tenho, mas o Evangelho vivido diariamente será nosso melhor brasão...
Recebam um grande abraço, já e sempre, a caminho da Páscoa.

Pedro Casaldàliga

quarta-feira, 14 de março de 2012

Reportagem da Gazeta de Piracicaba

Reportagem sobre o Padre João de Echebarria e os 60 anos da Paróquia do Coração de Maria da Paulicéia.