quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Madre Celina - Tela de Palmiro Romani

"Viva! a Madre Celina já virou contemporânea...!!!!
Foi grande honra participar do projeto "Madre Celina testemunha da alegria" e fazer parte junto destes artistas admiráveis que já a retrataram... Rocco Antonio Caputo , Bruno De Abreu, Dyego Costa e acho que vem mais.... E seus idealizadores... Claudinei Pollesel ... Fabio San Juan.... 
Posso dizer que hoje a Madre Celina faz parte de quase todas a escolas da arte e eu a tornei contemporânea !!!!! viva!!!! 
O resultado deste meu trabalho eu resumo em uma frase ...
Quando a causa é nobre a natureza conspira a favor...
Um beijo para todos os que estão envolvidos neste lindo projeto." Palmiro Romani




segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

irmã Therezinha do Amaral Mello e Padre Luzimar Pereira de Melo


IrmãTherezinha,
minha primeira mãe espiritual.... minha amiga tão querida...
missão cumprida! semana passada falei com Gilda Ribeiro, Irmã cecidiaIrmã Mendes da Silva, Dom Francisco Javier Del Vale Paredes, bispo de Campo Mourão/PR e hoje consegui falar com Pe. Luzimar Pereira de Melo, seu afilhado e amigo, pároco em Alvarenga/MG. Agora descanse em paz... seus amigos e filhos espirituais sabem de sua Páscoa e rezam e agradecem á Deus por sua vida! Um dia todos estaremos juntos, no Paraíso! Um beijo, Therezinha!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

irmã Therezinha do Amaral Mello

Therezinha, minha amiga e primeira mãe espiritual.. hoje te fiz duas homenagens: liguei e escrevi ao Xavier, seu grande amigo, Dom Francisco Javier, bispo de Campo Mourão/PR, contei á ele de sua Páscoa e ele respondeu emocionado que também não sabia, mas estava unido em orações; achei importante falar com ele pois fui eu que os apresentei em 1984, e assim me sentia "responsável" por esta amizade tão linda...
plantei sementinhas de flamboyanzinho e será a sua árvore... sempre que florescer lembrarei ainda mais da sua presença em minha vida.... Descanse em paz! Saudades!....

"Obrigado Claudinei. Quando fui avisado hoje que você estava no telefone estava numa situação muito especial.......Que descanse em paz nossa querida Ir. Terezinha. Feliz dela que já esta experimentando a  misericórdia do Pai. Rezaremos por ela e com ela. Uma vez mais, muito obrigado, eu tb. não sabia. Um abraço fraterno e votos sinceros de feliz natal. D. Javier"




quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

IRMÃ TEREZINHA DO AMARAL MELLO





Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Ts 5,17-18).


Therezinha nasceu em Saltinho, perto de Piracicaba, São Paulo, no dia 31/12/32. Foram seus pais o Sr. Oscar do Amaral Mello e D. Antonia Juliana Ferreira do Amaral Mello. Sua família era profundamente cristã. Therezinha aprendeu com os pais a conhecer e amar a Deus, a louvá-lo em tudo e sempre. Com eles, aprendeu a rezar e a ajudar as pessoas empobrecidas e a ser honesta com Deus e com o próximo. Desde criança, sentia uma atração muito forte por Deus Amor. Cada vez mais, os longos anos de sua vida foram essa procura de Deus Amor.

Therezinha fez seus estudos (Cursos Primário, Ginásio e Magistério) no Sud Mennucci, ótimo Colégio de Piracicaba. Junto com o Magistério, procurou conhecer a Palavra de Deus na Bíblia. Participava de palestras e Cursos Bíblicos com os Frades Capuchinhos. Lia bons livros de espiritualidade e passou a participar diariamente da missa. Procurava pessoas mais experientes para ajudá-la a discernir o Plano de Deus em sua vida. Encaminhava-se para o matrimônio, quando nos seus 21 anos, uma Irmã de São José de Piracicaba a convidou para conhecer o Noviciado, em Itu. Passou uma semana com as jovens vocacionadas e decidiu-se pela VR descobrindo que era onde Deus a queria.  

Therezinha entrou para o Noviciado no dia 17 de julho de 1954. Tomou o hábito no dia 29 de janeiro de 1955. Fez os primeiros votos em 30 de janeiro de 1957 e a Profissão Perpétua a 06 de agosto de 1962. Preparando-se para melhor servir na missão, Therezinha fez vários estudos na Congregação. Em 1965, fez curso de datilografia em Franca. De 1969 a 1972 fez o Serviço Social na PUC de São Paulo. E fez o Curso de Atualização Religiosa (CAR) nas férias de janeiro, nos anos de 1970 a 1972, também em São Paulo.

Ir. Therezinha exerceu sua missão em várias comunidades, servindo como Assistente Social em São Paulo, em Campinas, em Jaú e em Piracicaba. Lecionou em Taubaté, Ponte Serrada e em Franca. De junho de 1988 a julho de 1989 fez um curso em Roma. Voltando trabalhou como Auxiliar de Biblioteca no Colégio Santana, por um ano e meio. A partir de então, dedicou-se a serviços diversos no Asilo São Francisco, na Comunidade de Campos do Jordão e na Santa Casa de São Paulo.

Na oração comunitária, Irmã Therezinha, rezava com voz cheia e forte, recomendando ao Senhor uma ladainha de intenções para que ninguém ficasse fora de suas preces. A celebração eucarística e a devoção a Maria, com a reza do terço, tinham um lugar especial na sua vida. Nas dificuldades, voltava à sua opção pelo seguimento de Jesus, sabia se retomar e se reconciliar fortalecendo sua caminhada de Irmã de São José. “Orando sem cessar” era seu estribilho preferido e mais repetido. Era assim que acabavam todos os seus e-mails: “Orando sem cessar”.  Usava o acesso à Internet para ajudar as pessoas com boas mensagens e também para conscientizar e contribuir com causas humanitárias. 

“Com Ir. Therezinha, eu tive diferentes experiências de vida, com altos e baixos. Nos últimos anos, éramos boas amigas. Sempre que chegava à Santa Casa, Therezinha me acolhia com simpatia, mas a conversa era pouca... Por isso, estranhei quando agora recente, ela chegou à nossa comunidade do Taboão. Chegou tão amável. Parecia ter encontrado o local perfeito para se recuperar da pneumonia, como dizia. Ficou conosco, apenas dois ou três dias. Sempre muito dócil, aceitava tudo que se lhe dizia e nada rejeitava. Quando lhe propus ir para a Santa Casa disse-me: Você acha que vai ser bom para mim? Agradeceu e aceitou prontamente. Fiquei bem triste quando soube que seu estado era grave e mais ainda quando se foi” (Ir. Selya Fing).

“O que tenho a dizer de Ir. Therezinha é que quando não tinha mais forças, pediu para ser levada ao Pronto Socorro, no dia 12 de setembro. O diagnóstico foi pneumonia, e Therezinha disse que eu era enfermeira e que poderia cuidar dela, na comunidade.  Não querendo desmenti-la, a doutora disse que poderia sim, ser tratada em casa. No dia 13/09, ela pediu para chamar o Padre Luciano para receber a Unção dos Enfermos. No quarto, vi sua pobreza. I. Therezinha tinha bem pouca coisa. Quando o Pe. Luciano chegou para dar-lhe a Unção, ela pediu  que fosse à moda antiga, isto é, queria todas as unções: na cabeça, no peito, nas mãos e nos pés. O que ela mais conservou foram as anotações de retiros e encontros de espiritualidade. Tinha guardados consigo, os cadernos desde o tempo do Noviciado” (Ir. Lurdes Gastin).

Irmã Therezinha estava cada vez mais debilitada. Na noite de 13 para 14/09, precisou da companhia de uma cuidadora. Sendo que Irmã Lurdes Gastin estaria bem ocupada na semana de 14 a 18 de setembro, portanto impossibilitada de cuidar dela, Therezinha foi transferida para Casa de Repouso no Taboão da Serra. Ela aceitou pronta, dizendo que estava nas mãos de Deus e pessoalmente, arrumou suas coisas para ir ao Taboão. Logo precisou retornar à Santa Casa e ficou no Pronto Socorro, com balão de oxigênio. Ainda falava, mas o problema respiratório a deixava sem forças para andar.  Daí passou para e emergência e no dia seguinte foi para o tratamento semi-intensivo. No dia 21/09 foi transferida para a UTI onde permaneceu até 15 de outubro, quando veio a falecer.

O pessoal da enfermagem, que atendeu I. Therezinha no seu último tratamento, foi unânime em comentar o seu exemplo de paciente muito dócil e acolhedora do que lhe era oferecido e medicamentos que devia tomar. 

Ir. Therezinha, descanse em paz no eterno abraço de Deus Amor!







Irmã Therezinha Mello – por I. Rosa Maria Moraes de Andrade.

Ponte Serrada – Santa Catarina
Como professora normalista, Irmã Therezinha, foi enviada a Santa Catarina, onde as Irmãs viviam em duas pequenas cidades, mantendo em cada uma, uma escola primária estadual. Irmã Therezinha foi enviada para Ponte Serrada, habitada por italianos e descendentes. Jovem, alegre, pode expandir-se em amizade com as famílias e dedicar-se a ensinar. Nesse lugar, considerada uma a missão pela dificuldade de viagem, três dias e três noites em trem a lenha, na época. O coração de Therezinha sem demora apegou-se ao povo, às Irmãs da pequena comunidade e à Igreja. Nesta, as Irmãs coordenavam orações e cânticos. Teve um grande sofrimento ao ter que sair, chamada pela Provincial para outra comunidade em São Paulo.

Piracicaba
Nesta cidade fora enviada para fazer o curso de Assistente Social. Permanecendo num colégio, pode entremear os estudos a outras pequenas atividades.

Campos de Jordão
Nesta comunidade, na serra da Mantiqueira, teve oportunidade de coordenar por algum tempo as atividades inerentes à vida comunitária, hospedando com satisfação, as Irmãs e familiares que iam descansar, recebendo aquele ar puro e admirando as belezas naturais da cidade. Aí foi eleita para Coordenação das Religiosas, cujas congregações são numerosas em Campos. As reuniões aconteciam com orações e palestras feitas por padres ou outras Irmã que ela chamava para que as religiosas aprofundassem sua espiritualidade apostólica. As reuniões sempre se concluíam com a confraternização o que muito ajudou no crescimento da amizade entre as congregações.

Santa Casa de São Paulo
Transferida para São Paulo, teve que iniciar o penoso tratamento da doença que a atingiu. Parecendo curada, assumiu como missão, a preparação e a ajuda nas celebrações da Santa Missa dominical. Parecia muito feliz e empolgada ao comentar a Liturgia e a estimular a assembleia para os cantos litúrgicos. Inclemente a doença voltou e foi necessária uma internação deixando-a em meio a grande sofrimento, até que o Senhor, por quem ela viveu, veio buscá-la para o gozo da eternidade no dia 15 d outubro de 2015.


Como todas as pessoas nesta terra, sua Vida Religiosa não lhe trouxe só flores e alegrias. Conversando com uma Irmã de sua confiança, I. Therezinha contou das grandes experiências da ação de Deus em sua vida, frente a alguns sofrimentos morais e emocionais. Mas o coração misericordioso do bom Deus esteve sempre atuante para vencer todas as dificuldades. Ela manifestou nesse relato o que se passava em seu coração como ação de graças louvando ao Senhor por cada acontecimento.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

DALVA SEVERO POLLESEL

Dalva,
Nascida, criada e batizada em igreja evangélica; cheia de valores cristãos e de amor ao próximo; na adolescência pensou em ser pastora! filha de mãe santa, evangélica de princípios sólidos e perfeitos... batizada ainda jovenzinha nas águas do Rio Guaraú, pelo saudoso e santo Pastor Salvador Puccio, da Primeira Igreja Evangélica do Cambuci.
Saiu de sua terra, Jacupiranga/SP, bairro rural de Guaraú, no Vale do Ribeira aos 18 anos para trabalhar com D. Luiza B. Laude, proprietária da Churrascaria Beira Rio, de Piracicaba. Logo nos primeiros tempos de sua chegada tive o privilégio de a conhecer, através do João e da Bete.
Eu, recém saído do seminário da Diocese de Piracicaba, de calça social, camiseta e sandálias, com 19 anos. Apaixonado e dislumbrado com a filsofia, lendo Marx, Engels, Nietzche, petista convicto.... Cheio de incertezas, dúvidas, grilos, começando a me adaptar á vida fora do seminário, correndo atrás de sonhos, dividido entre a vida religiosa e a vida nova de um jovem universitário da Unimep.
Deste encontro nasceu carinho, amizade, e amor! Nasceu também um grande conflito religioso, pois éramos diferentes na forma de crer!...
Quis Deus que com o tempo nascesse na Dalva amor e carinho pela Igreja Católica; quis Deus que ela quisesse receber novo batismo, tendo por madrinha a Irmã Cecidia Mendes da Silva, religiosa das Franciscanas do Coração de Maria; quis Deus que nossos filhos fossem, batizados e educados na fé católica; quis Deus que aos poucos ela fosse se aproximado de Maria, a mãe de Jesus; quis Deus que ela passasse á entender que a Igreja é santa e pecadora e que nossa fé não é baseada em pessoas; quis Deus que ela passasse á amar a recitação do Santo Terço, todos os dias; quis Deus que ela passasse á ir á Missa todos os domingos; quis Deus que ela fosse a fundadora e maior incentivadora do Grupo de Mães que oram por seus filhos: Mamãe Cecília... quis Deus que tudo isso acontecesse de forma natural, simples, sem traumas.
E o principal, não fui o causador desta mudança, pelo contrário, penso que meus exemplos seriam suficientes até para afastá-la da Igreja e não para aproximá-la... Assim peço perdão á Deus por ter sido tão falho e rendo todo louvor e glória á Ele, por ter concluído esta obra em nossas vidas, apesar de minha pouca e insignificante ajuda...