domingo, 26 de dezembro de 2010

Natal de 2010



(Pe. Edvaldo Nascimento, Santuário Nossa Senhora dos Prazeres)

eu te louvo, ó Pai, por teres transformado tragédia em alegria e felicidade.....

domingo, 19 de dezembro de 2010

MADRE OLIVA MARIA DE JESUS



 

MADRE OLIVA MARIA DE JESUS

a italianinha que saiu de Piracicaba para reformar e aperfeiçoar o obra do Santo Frei Galvão


Oliva Maria Grespan, seu nome civil, nasceu em Treviso, na pequena comune de São Martinho, Itália, em 04 de abril de 1879. Foi a segunda dos oito filhos de Giovanni e Joana Vicentin .
Com oito anos imigrou para o Brasil com sua família, pois seu pai havia recebido um proposta de trabalho na indústria de tecelagem. A proposta de trabalho na capital não prosperou e a família veio residir em Piracicaba.

Aqui viveu até os 15 anos, aprendeu as primeiras letras e fez a primeira comunhão. Desde muito cedo manifestava o desejo de ser religiosa e este seu desejo foi acompanhado pelos frades capuchinhos e de modo especial, pelo Frei Felix, seu orientador espiritual.
O mais natural teria sido seu ingresso numa congregação presente na cidade, como as Irmãs de São José, do Colégio Assunção, mas seu desejo era de clausura. Conhecendo este seu desejo Frei Felix a levou para São Paulo e Oliva ingressa no Mosteiro da Luz, em 1894.

Mesmo sendo muito simples e com pouco estudo, foi uma religiosa exemplar e tornou-se abadessa deste mosteiro, cargo que ocupou por 33 anos.
Sua atuação neste mosteiro é considerada o complemento do trabalho iniciado por Frei Galvão, pois completou e aperfeiçoou sua obra. De simples recolhimento de religiosas, o Mosteiro da Luz agregou-se á Ordem das Monjas Concepcionistas de Santa Beatriz, com todas as honras e obrigações inerentes á esta elevação á Mosteiro de Direito Pontifício. Com isto as Irmãs puderam professar votos solenes e perpétuos e trajar o hábito branco, preto e azul das Concepcionitas.

Foi um trabalho imenso que causou muitos sofrimentos á Madre Oliva, pois houve muita resistência de algumas das antigas irmãs, que não quiseram se adaptar ás novas regras.
Mesmo com a saúde extremamente frágil ainda arrumou meios e fundou o Mosteiro da Imaculada Conceição de Guaratinguetá, cidade onde nasceu o Santo Frei Galvão e fez a mesma reforma iniciada na Luz, no Mosteiro da Imaculada Conceição e Santa Clara, de Sorocaba. Não media esforços para divulgar a devoção á Imaculada Conceição, a Santa Beatriz, fundadora da Ordem, e a Frei Galvão, que na época estava em processo de beatificação.

Mesmo com todos os limites culturais aprendeu todo o ofício divino em latim e formulou todos os estatutos do Mosteiro, na mesma língua. Em 1928 publicou a 1ª. Biografia completa de Frei Galvão e em 1936 , a 2ª. edição ampliada. Esta obra, hoje rara, constitui um dos mais completos documentos da vida e da obra deste franciscano que se tornou recentemente o primeiro santo brasileiro. Madre Oliva foi uma das testemunhas ouvidas no 1º. Processo de Beatificação, iniciado em 1938. É dela os relatos que atestam fatos extraordinários que aconteciam com Frei Galvão, como a levitação.

Muito amada e venerada pelas irmãs da Luz e por toda a comunidade católica da época, morreu com fama de santidade em 1948, com 70 anos. Relatos das irmãs presentes neste último momento são fascinantes e atestam até mesmo o êxtase final, quando Madre Oliva pode ver a figura de Maria, Nossa Senhora.

Sua sepultura foi aberta oito anos após sua morte e seu corpo encontrado incorruptível. Irmãs e autoridades que estiveram presentes á exumação atestam que seu corpo estava inteiro conservado, seu semblante era sereno e sua pele macia e perfeita. Documento assinado pelo Prof. Dr. Alberto de Oliveira Santiago, prova este fato com os seguintes termos: “ em 19 de julho de 1956 foi seu corpo exumado, verificando-se que o mesmo estava intacto, sem signaes de decomposição... fato extraordinário!” A Irmã Maria Antonia, do Mosteiro de Piracicaba, estava presente á esta exumação e pode tocar o corpo intacto.

Sua vida está intimamente ligada á cidade de Piracicaba, pois ela viveu aqui sua adolescência, freqüentou a igreja e a escola elementar, aqui discerniu sua vocação e daqui partiu rumo á clausura do Mosteiro da Luz, em 1894, optando por deixar os pais e os irmãos, á quem tanto amava.

Com a fundação do Mosteiro das Concepcionistas de Piracicaba em 1956, junto com as irmãs veio a veneração pela figura e vida de santidade de Madre Oliva, pois a 1ª. Abadessa de Piracicaba, Madre Maria Helena e a Irmã Maria Celina, pioneiras desta fundação, conviveram com Madre Oliva e receberam dela os mais belos exemplos e trouxeram as mais belas lembranças daquela á quem todos chamavam de “Mãezinha”.

Em 2009 seu nome foi colocado numa praça da Vila Rezende no Jardim Witter. Foi uma solicitação feita pelos moradores do bairro e pelas irmãs do mosteiro ao vereador José Aparecido Longatto, que apresentou o projeto na Câmara de Vereadores.

Mais que uma simples homenagem esta pracinha lembra a vida de uma mocinha italiana que saiu de Piracicaba para tornar-se a reformadora e 1ª. Abadessa do Mosteiro da Luz, em São Paulo. Apesar de todas as limitações físicas e intelectuais tornou-se grande aos olhos de Deus.

Suas filhas espirituais aspiram pelo dia em que Madre Oliva Maria de Jesus receberá as honras dos altares.

(autoria: Irmã Maria Antonia, concepcionista e Claudinei Pollesel, do I.H.G.P.)

domingo, 12 de dezembro de 2010

IRMÃS CONCEPCIONISTAS DE PIRACICABA


Claudinei Pollesel e Irmã Maria Antonia, carinho e amizade que vem de Deus!


IRMÃS CONCEPCIONISTAS DE PIRACICABA
“deixamos o mundo, não para o rejeitar, mas para melhor ajudar.”

O Mosteiro da Imaculada Conceição de Piracicaba, das monjas concepcionistas de Santa Beatriz da Silva, é habitado por cinco irmãs. São religiosas que dedicam suas vidas á oração.
Coincidentemente todas são descendentes de imigrantes europeus, portugueses, espanhóis e italianos. São duas paulistanas, duas piracicabanas e uma charqueadense.

- MADRE MARIA CELINA DA IMACULADA CONCEIÇÃO, (Maria da Conceição de Souza), filha de pais portugueses da cidade de Chaves, nasceu em São Paulo, no bairro do Belém, em 13 de fevereiro de 1926. Aos 15 anos começou a trabalhar como pespontadeira de calçados para ajudar nas despesas da casa.
Aos 23 anos entrou para o Mosteiro da Luz. Lá permaceu até 1956 quando veio para Piracicaba para a fundação do novo Mosteiro. Aqui foi mestra de noviças, restauradora e pintora de imagens sacras e cozinheira. Para ajudar na construção do novo mosteiro trabalhou dois anos para duas lojas de calçados, exercendo sua antiga profissão de pespontadeira. Era ajudada por suas noviças.
Com a morte da primeira Abadessa, Madre Maria Helena, foi eleita para este cargo em 1979 e permaneceu até 1991. Em 2003 foi reeleita como abadessa e exerce o cargo até hoje.
- IRMÃ MARIA ANTONIA DE SANTANA GALVÃO, (Maria das Dores Valente Paraíso), nasceu em 02 de maio de 1935 no bairro de Campos Elíseos, em São Paulo/SP. Estudou o primário com as irmãs vicentinas e o ginásio com as irmãs salesianas, em Guaratinguetá. Entrou para o Mosteiro da Luz com apenas 16 anos em 1952. Não havia ainda professado os votos perpétuos quando foi designada para a fundação do Mosteiro de Piracicaba. Aqui exerceu o ofício de rouperia, isto é, confeccionava o hábito das irmãs e secretária. Escreve muito bem e publica seus artigos no jornal de São Manuel, cidade de origem de sua família e na imprensa católica. Foi abadessa em duas ocasiões: de 1991 a 1993 e de 2000 á 2003. Atualmente é vigária, suplente da abadessa e secretária.
- IRMÃ MARIA LUCIA DA ASSUNÇÃO, (Marilene Vitti Mosna) piracicabana, descendente de tiroleses, nasceu em Santana em 16 de novembro de 1941. Estudou no colégio Assunção das Irmãs de São José. Entrou para o Mosteiro com 15 anos de idade. Foi a primeira á ingressar quando o mosteiro ainda estava na rua treze de maio, centro de piracicaba. Cuidava dos canteiros, cultivando flores para a capela, depois foi ajudante da Madre Maria Helena na cozinha. Conserta e pinta imagens sacras com perfeição. É a 2ª. Conselheira do Mosteiro.
- IRMÃ MARIA CELESTE DE SÃO JOSÉ, (Aida Cristina Moretti), nasceu em Piracicaba no dia 12 de novembro de 1935. Estudou no colégio Assunção e formou-se no magistério. Entrou para o mosteiro com 24 anos. Exerceu o cargo de Ostiaria e especializou-se em pintura e bordados.
- IRMÃ MARIA BEATRIZ DE JESUS HÓSTIA, (Conceição Aparecida Davanzo), nasceu em Charqueada em 27 de janeiro de 1955. Descendente de italianos e pelo lado materno, parente do Santo Papa Pio X. Entrou no Mosteiro com 19 anos em 1974. Excelente bordadeira, já fez várias toalhas de altar. Atualmente se dedica á cozinha e á pintura de peças sacras. Foi á primeira á ingressar no mosteiro já instalado em sua sede própria, na Vila Rezende.

Sãs elas que fazem todo o serviço doméstico, costuram e pintam toalhas para as igrejas, restauram imagens sacras e até recentemente faziam as hóstias utilizadas nas celebrações da missa.
O dia das irmãs tem 16 horas úteis, pois levantam ás 5 horas e vão dormir ás 21 horas. Seu dia é bem organizado e repartido entre o trabalho e a oração, de modo que, em média rezam seis horas por dia em comunidade. Mas nas demais horas estão em clima de oração, assim não deixam nunca de rezar.
As informações externas que recebem através da televisão, de cartas, jornais e visitas dão um sentido apostólico e missionário á vida de clausura das irmãs, tornando-as bem informadas.
Não visitam nem mesmo a família mas recebem a visita de familiares, amigos e benfeitores.
Usam hábito longo, branco, com manto azul e véu preto. O branco representa a pureza Imaculada de Nossa Senhora, o azul exprime que sua alma foi sempre um céu habitado por Deus

São estas cinco irmãs que mantém em ordem a bela construção do Mosteiro e ainda arrumam tempo para orientar, ouvir e aconselhar os que necessitam de auxilio.

(autoria: Irmã Maria Antonia, concepcionista e Claudinei Pollesel, do I.H.G.P.)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cruz sem os braços.....


A HISTÓRIA DESTA CRUZ

Em 1987 eu cursava o primeiro de filosofia na PUC de Campinas e era seminarista na Diocese de Piracicaba. Morava no Seminário São José, em Santa Barbara d'Oeste/SP.
Eu e um grupo de seminaristas fomos até o Seminário da Nova Suiça arrumar os pertences de Dom Aniger, que havia falecido em 1985. No final desta tarefa Pe. Boteon, que nos acompanhava, sugeriu que cada um de nós ficasse com uma pequena lembrança do bispo falecido e eu escolhi esta CRUZ, que já estava sem os braços e sem o pedestal, que mandei fazer depois.
Além desta cruz fiquei tambem com um caderno de anotações de Padre Vicente Melillo, que descobri depois ser o seu diário (alguns anos depois encaminhei á familia Melillo).

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

IRMÃS CONCEPCIONISTAS FALECIDAS

Madre Maria Helena do Espirito Santo



Capela Imaculada ConceiçãoMosteiro das Monjas Concepcionistas
Av. Armando Cesare Dedini, 891 Nova Piracicaba – CEP 13.405-150 Fone: (19) 3421-0319
HORÁRIO DE MISSAS: 2ª a 6ª: às 7hSábado, às 17h Domingo, às 10h30


MOSTEIRO DA IMACULADA CONCEIÇÃO – PIRACICABA/SP

IRMÃS CONCEPCIONISTAS FALECIDAS

Este mosteiro foi fundado aqui em Piracicaba no dia 15 de agosto de 1956, á pedido do 1º. Bispo Diocesano, Dom Ernesto de Paula, pelas monjas concepcionistas do Mosteiro da Luz.
Foram cinco pioneiras: Madre Maria Helena do Espírito Santo, Madre Oliva de Jesus, Irmã Maria Celina da Imaculada Conceição, Irmã Maria Cecília do Menino Jesus e Irmã Maria Antonia de Santana Galvão.

Como parte das comemorações dos 60 anos de vida religiosa da atual Abadessa, Madre Maria Celina da Imaculada Conceição, apresento um pequeno resumo biográfico da vida das irmãs que passaram por este mosteiro e já faleceram, deixando muitas lembranças entre os piracicabanos e aqueles que são amigos e admiradores destas queridas religiosas de vida contemplativa.



* MADRE MARIA HELENA DO ESPIRITO SANTO, piracicabana nascida em 4 de outubro de 1921, recebeu o nome de Carmine Chiapare. Entrou para o Mosteiro da Luz ocupando o cardo de mestra de noviças. Foi eleita Abadessa da fundação em Piracicaba e exerceu o cargo por 22 anos. Faleceu em 9 de dezembro de 1978.
Foi uma madre exemplar que tinha prazer em ajudar os pobres que batiam na porta do mosteiro. É nome de Rua em Piracicaba.

* MADRE MARIA OLIVA DE JESUS, natural de Pouso Alegre/MG, recebeu o nome de Ruth Baggio. Veio para Piracicaba com as primeiras irmãs e aqui exerceu o ofício de Vigária. Ficou apenas dois anos e retornou para o Mosteiro da Luz em 1958 devido á uma grave doença. Curada de sua enfermidade tornou-se abadessa em faleceu em 1992.

* IRMÃ MARIA CECILIA DO MENINO JESUS, natural de Santa Maria do Suassui/MG, nasceu em 17 de setembro de 1932 e recebeu o nome de Maria Lucia de Oliveira Rocha. Ingressou no Mosteiro da Luz em 15 de maio de 1950. Veio para Piracicaba com as pioneiras e aqui exerceu o cargo de pintora de imagens e quadros, sendo uma artista muito talentosa. Após alguns anos voltou para São Paulo, desligou-se da ordem das concepcionistas e ingressou na Congregação das Irmãs Vicentinas. Faleceu tragicamente em um acidente de carro.

* IRMÃ MARIA ANGELA DA SANTA FACE, nasceu em Itajubá/MG e recebeu o nome de Luzia Ferreira da Silva. Veio para a cidade de Aparecida do Norte/SP e trabalho alguns anos no hospital desta cidade. Foi apresentada ao Mosteiro de Piracicaba pela Madre Maria do Cenáculo, fundadora da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Cenáculo. Permaneceu 49 anos na clausura e exerceu os cargos de cozinheira e hostiaria, tendo falecido em 05 de maio de 2009.

* IRMÃ TERESINHA DO MENINO JESUS, veio do Mosteiro de Itu em 1974 e ficou em Piracicaba por alguns anos, onde exerceu o cargo de hostiaria. Por motivo de saúde voltou para Itu e lá faleceu em 1994.

* IRMÃ MARGARIDA DO CORAÇÃO DE JESUS, nasceu em São Paulo em 03 de março de 1914 e recebeu o nome de Ofélia Braga. Veio do Mosteiro de Itu e aqui exerceu os ofícios de roupeira e Hostiaria. Faleceu em 16 de dezembro de 1997.

Todas estas irmãs deixaram o brilho de suas ações e nos mostraram um modo alternativo de vida: a vida em clausura. Marcaram a vida da cidade de Piracicaba de uma forma singela e ao mesmo tempo grandiosa, pois intercederam por nós diariamente, elevando á Deus suas preces por um mundo melhor e uma cidade mais justa e feliz.

(Irmã Maria Antonia de Santana Galvão, concepcionista e Claudinei Pollesel, do I.H.G.P.)