domingo, 26 de dezembro de 2010

Natal de 2010



(Pe. Edvaldo Nascimento, Santuário Nossa Senhora dos Prazeres)

eu te louvo, ó Pai, por teres transformado tragédia em alegria e felicidade.....

domingo, 19 de dezembro de 2010

MADRE OLIVA MARIA DE JESUS



 

MADRE OLIVA MARIA DE JESUS

a italianinha que saiu de Piracicaba para reformar e aperfeiçoar o obra do Santo Frei Galvão


Oliva Maria Grespan, seu nome civil, nasceu em Treviso, na pequena comune de São Martinho, Itália, em 04 de abril de 1879. Foi a segunda dos oito filhos de Giovanni e Joana Vicentin .
Com oito anos imigrou para o Brasil com sua família, pois seu pai havia recebido um proposta de trabalho na indústria de tecelagem. A proposta de trabalho na capital não prosperou e a família veio residir em Piracicaba.

Aqui viveu até os 15 anos, aprendeu as primeiras letras e fez a primeira comunhão. Desde muito cedo manifestava o desejo de ser religiosa e este seu desejo foi acompanhado pelos frades capuchinhos e de modo especial, pelo Frei Felix, seu orientador espiritual.
O mais natural teria sido seu ingresso numa congregação presente na cidade, como as Irmãs de São José, do Colégio Assunção, mas seu desejo era de clausura. Conhecendo este seu desejo Frei Felix a levou para São Paulo e Oliva ingressa no Mosteiro da Luz, em 1894.

Mesmo sendo muito simples e com pouco estudo, foi uma religiosa exemplar e tornou-se abadessa deste mosteiro, cargo que ocupou por 33 anos.
Sua atuação neste mosteiro é considerada o complemento do trabalho iniciado por Frei Galvão, pois completou e aperfeiçoou sua obra. De simples recolhimento de religiosas, o Mosteiro da Luz agregou-se á Ordem das Monjas Concepcionistas de Santa Beatriz, com todas as honras e obrigações inerentes á esta elevação á Mosteiro de Direito Pontifício. Com isto as Irmãs puderam professar votos solenes e perpétuos e trajar o hábito branco, preto e azul das Concepcionitas.

Foi um trabalho imenso que causou muitos sofrimentos á Madre Oliva, pois houve muita resistência de algumas das antigas irmãs, que não quiseram se adaptar ás novas regras.
Mesmo com a saúde extremamente frágil ainda arrumou meios e fundou o Mosteiro da Imaculada Conceição de Guaratinguetá, cidade onde nasceu o Santo Frei Galvão e fez a mesma reforma iniciada na Luz, no Mosteiro da Imaculada Conceição e Santa Clara, de Sorocaba. Não media esforços para divulgar a devoção á Imaculada Conceição, a Santa Beatriz, fundadora da Ordem, e a Frei Galvão, que na época estava em processo de beatificação.

Mesmo com todos os limites culturais aprendeu todo o ofício divino em latim e formulou todos os estatutos do Mosteiro, na mesma língua. Em 1928 publicou a 1ª. Biografia completa de Frei Galvão e em 1936 , a 2ª. edição ampliada. Esta obra, hoje rara, constitui um dos mais completos documentos da vida e da obra deste franciscano que se tornou recentemente o primeiro santo brasileiro. Madre Oliva foi uma das testemunhas ouvidas no 1º. Processo de Beatificação, iniciado em 1938. É dela os relatos que atestam fatos extraordinários que aconteciam com Frei Galvão, como a levitação.

Muito amada e venerada pelas irmãs da Luz e por toda a comunidade católica da época, morreu com fama de santidade em 1948, com 70 anos. Relatos das irmãs presentes neste último momento são fascinantes e atestam até mesmo o êxtase final, quando Madre Oliva pode ver a figura de Maria, Nossa Senhora.

Sua sepultura foi aberta oito anos após sua morte e seu corpo encontrado incorruptível. Irmãs e autoridades que estiveram presentes á exumação atestam que seu corpo estava inteiro conservado, seu semblante era sereno e sua pele macia e perfeita. Documento assinado pelo Prof. Dr. Alberto de Oliveira Santiago, prova este fato com os seguintes termos: “ em 19 de julho de 1956 foi seu corpo exumado, verificando-se que o mesmo estava intacto, sem signaes de decomposição... fato extraordinário!” A Irmã Maria Antonia, do Mosteiro de Piracicaba, estava presente á esta exumação e pode tocar o corpo intacto.

Sua vida está intimamente ligada á cidade de Piracicaba, pois ela viveu aqui sua adolescência, freqüentou a igreja e a escola elementar, aqui discerniu sua vocação e daqui partiu rumo á clausura do Mosteiro da Luz, em 1894, optando por deixar os pais e os irmãos, á quem tanto amava.

Com a fundação do Mosteiro das Concepcionistas de Piracicaba em 1956, junto com as irmãs veio a veneração pela figura e vida de santidade de Madre Oliva, pois a 1ª. Abadessa de Piracicaba, Madre Maria Helena e a Irmã Maria Celina, pioneiras desta fundação, conviveram com Madre Oliva e receberam dela os mais belos exemplos e trouxeram as mais belas lembranças daquela á quem todos chamavam de “Mãezinha”.

Em 2009 seu nome foi colocado numa praça da Vila Rezende no Jardim Witter. Foi uma solicitação feita pelos moradores do bairro e pelas irmãs do mosteiro ao vereador José Aparecido Longatto, que apresentou o projeto na Câmara de Vereadores.

Mais que uma simples homenagem esta pracinha lembra a vida de uma mocinha italiana que saiu de Piracicaba para tornar-se a reformadora e 1ª. Abadessa do Mosteiro da Luz, em São Paulo. Apesar de todas as limitações físicas e intelectuais tornou-se grande aos olhos de Deus.

Suas filhas espirituais aspiram pelo dia em que Madre Oliva Maria de Jesus receberá as honras dos altares.

(autoria: Irmã Maria Antonia, concepcionista e Claudinei Pollesel, do I.H.G.P.)

domingo, 12 de dezembro de 2010

IRMÃS CONCEPCIONISTAS DE PIRACICABA


Claudinei Pollesel e Irmã Maria Antonia, carinho e amizade que vem de Deus!


IRMÃS CONCEPCIONISTAS DE PIRACICABA
“deixamos o mundo, não para o rejeitar, mas para melhor ajudar.”

O Mosteiro da Imaculada Conceição de Piracicaba, das monjas concepcionistas de Santa Beatriz da Silva, é habitado por cinco irmãs. São religiosas que dedicam suas vidas á oração.
Coincidentemente todas são descendentes de imigrantes europeus, portugueses, espanhóis e italianos. São duas paulistanas, duas piracicabanas e uma charqueadense.

- MADRE MARIA CELINA DA IMACULADA CONCEIÇÃO, (Maria da Conceição de Souza), filha de pais portugueses da cidade de Chaves, nasceu em São Paulo, no bairro do Belém, em 13 de fevereiro de 1926. Aos 15 anos começou a trabalhar como pespontadeira de calçados para ajudar nas despesas da casa.
Aos 23 anos entrou para o Mosteiro da Luz. Lá permaceu até 1956 quando veio para Piracicaba para a fundação do novo Mosteiro. Aqui foi mestra de noviças, restauradora e pintora de imagens sacras e cozinheira. Para ajudar na construção do novo mosteiro trabalhou dois anos para duas lojas de calçados, exercendo sua antiga profissão de pespontadeira. Era ajudada por suas noviças.
Com a morte da primeira Abadessa, Madre Maria Helena, foi eleita para este cargo em 1979 e permaneceu até 1991. Em 2003 foi reeleita como abadessa e exerce o cargo até hoje.
- IRMÃ MARIA ANTONIA DE SANTANA GALVÃO, (Maria das Dores Valente Paraíso), nasceu em 02 de maio de 1935 no bairro de Campos Elíseos, em São Paulo/SP. Estudou o primário com as irmãs vicentinas e o ginásio com as irmãs salesianas, em Guaratinguetá. Entrou para o Mosteiro da Luz com apenas 16 anos em 1952. Não havia ainda professado os votos perpétuos quando foi designada para a fundação do Mosteiro de Piracicaba. Aqui exerceu o ofício de rouperia, isto é, confeccionava o hábito das irmãs e secretária. Escreve muito bem e publica seus artigos no jornal de São Manuel, cidade de origem de sua família e na imprensa católica. Foi abadessa em duas ocasiões: de 1991 a 1993 e de 2000 á 2003. Atualmente é vigária, suplente da abadessa e secretária.
- IRMÃ MARIA LUCIA DA ASSUNÇÃO, (Marilene Vitti Mosna) piracicabana, descendente de tiroleses, nasceu em Santana em 16 de novembro de 1941. Estudou no colégio Assunção das Irmãs de São José. Entrou para o Mosteiro com 15 anos de idade. Foi a primeira á ingressar quando o mosteiro ainda estava na rua treze de maio, centro de piracicaba. Cuidava dos canteiros, cultivando flores para a capela, depois foi ajudante da Madre Maria Helena na cozinha. Conserta e pinta imagens sacras com perfeição. É a 2ª. Conselheira do Mosteiro.
- IRMÃ MARIA CELESTE DE SÃO JOSÉ, (Aida Cristina Moretti), nasceu em Piracicaba no dia 12 de novembro de 1935. Estudou no colégio Assunção e formou-se no magistério. Entrou para o mosteiro com 24 anos. Exerceu o cargo de Ostiaria e especializou-se em pintura e bordados.
- IRMÃ MARIA BEATRIZ DE JESUS HÓSTIA, (Conceição Aparecida Davanzo), nasceu em Charqueada em 27 de janeiro de 1955. Descendente de italianos e pelo lado materno, parente do Santo Papa Pio X. Entrou no Mosteiro com 19 anos em 1974. Excelente bordadeira, já fez várias toalhas de altar. Atualmente se dedica á cozinha e á pintura de peças sacras. Foi á primeira á ingressar no mosteiro já instalado em sua sede própria, na Vila Rezende.

Sãs elas que fazem todo o serviço doméstico, costuram e pintam toalhas para as igrejas, restauram imagens sacras e até recentemente faziam as hóstias utilizadas nas celebrações da missa.
O dia das irmãs tem 16 horas úteis, pois levantam ás 5 horas e vão dormir ás 21 horas. Seu dia é bem organizado e repartido entre o trabalho e a oração, de modo que, em média rezam seis horas por dia em comunidade. Mas nas demais horas estão em clima de oração, assim não deixam nunca de rezar.
As informações externas que recebem através da televisão, de cartas, jornais e visitas dão um sentido apostólico e missionário á vida de clausura das irmãs, tornando-as bem informadas.
Não visitam nem mesmo a família mas recebem a visita de familiares, amigos e benfeitores.
Usam hábito longo, branco, com manto azul e véu preto. O branco representa a pureza Imaculada de Nossa Senhora, o azul exprime que sua alma foi sempre um céu habitado por Deus

São estas cinco irmãs que mantém em ordem a bela construção do Mosteiro e ainda arrumam tempo para orientar, ouvir e aconselhar os que necessitam de auxilio.

(autoria: Irmã Maria Antonia, concepcionista e Claudinei Pollesel, do I.H.G.P.)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cruz sem os braços.....


A HISTÓRIA DESTA CRUZ

Em 1987 eu cursava o primeiro de filosofia na PUC de Campinas e era seminarista na Diocese de Piracicaba. Morava no Seminário São José, em Santa Barbara d'Oeste/SP.
Eu e um grupo de seminaristas fomos até o Seminário da Nova Suiça arrumar os pertences de Dom Aniger, que havia falecido em 1985. No final desta tarefa Pe. Boteon, que nos acompanhava, sugeriu que cada um de nós ficasse com uma pequena lembrança do bispo falecido e eu escolhi esta CRUZ, que já estava sem os braços e sem o pedestal, que mandei fazer depois.
Além desta cruz fiquei tambem com um caderno de anotações de Padre Vicente Melillo, que descobri depois ser o seu diário (alguns anos depois encaminhei á familia Melillo).

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

IRMÃS CONCEPCIONISTAS FALECIDAS

Madre Maria Helena do Espirito Santo



Capela Imaculada ConceiçãoMosteiro das Monjas Concepcionistas
Av. Armando Cesare Dedini, 891 Nova Piracicaba – CEP 13.405-150 Fone: (19) 3421-0319
HORÁRIO DE MISSAS: 2ª a 6ª: às 7hSábado, às 17h Domingo, às 10h30


MOSTEIRO DA IMACULADA CONCEIÇÃO – PIRACICABA/SP

IRMÃS CONCEPCIONISTAS FALECIDAS

Este mosteiro foi fundado aqui em Piracicaba no dia 15 de agosto de 1956, á pedido do 1º. Bispo Diocesano, Dom Ernesto de Paula, pelas monjas concepcionistas do Mosteiro da Luz.
Foram cinco pioneiras: Madre Maria Helena do Espírito Santo, Madre Oliva de Jesus, Irmã Maria Celina da Imaculada Conceição, Irmã Maria Cecília do Menino Jesus e Irmã Maria Antonia de Santana Galvão.

Como parte das comemorações dos 60 anos de vida religiosa da atual Abadessa, Madre Maria Celina da Imaculada Conceição, apresento um pequeno resumo biográfico da vida das irmãs que passaram por este mosteiro e já faleceram, deixando muitas lembranças entre os piracicabanos e aqueles que são amigos e admiradores destas queridas religiosas de vida contemplativa.



* MADRE MARIA HELENA DO ESPIRITO SANTO, piracicabana nascida em 4 de outubro de 1921, recebeu o nome de Carmine Chiapare. Entrou para o Mosteiro da Luz ocupando o cardo de mestra de noviças. Foi eleita Abadessa da fundação em Piracicaba e exerceu o cargo por 22 anos. Faleceu em 9 de dezembro de 1978.
Foi uma madre exemplar que tinha prazer em ajudar os pobres que batiam na porta do mosteiro. É nome de Rua em Piracicaba.

* MADRE MARIA OLIVA DE JESUS, natural de Pouso Alegre/MG, recebeu o nome de Ruth Baggio. Veio para Piracicaba com as primeiras irmãs e aqui exerceu o ofício de Vigária. Ficou apenas dois anos e retornou para o Mosteiro da Luz em 1958 devido á uma grave doença. Curada de sua enfermidade tornou-se abadessa em faleceu em 1992.

* IRMÃ MARIA CECILIA DO MENINO JESUS, natural de Santa Maria do Suassui/MG, nasceu em 17 de setembro de 1932 e recebeu o nome de Maria Lucia de Oliveira Rocha. Ingressou no Mosteiro da Luz em 15 de maio de 1950. Veio para Piracicaba com as pioneiras e aqui exerceu o cargo de pintora de imagens e quadros, sendo uma artista muito talentosa. Após alguns anos voltou para São Paulo, desligou-se da ordem das concepcionistas e ingressou na Congregação das Irmãs Vicentinas. Faleceu tragicamente em um acidente de carro.

* IRMÃ MARIA ANGELA DA SANTA FACE, nasceu em Itajubá/MG e recebeu o nome de Luzia Ferreira da Silva. Veio para a cidade de Aparecida do Norte/SP e trabalho alguns anos no hospital desta cidade. Foi apresentada ao Mosteiro de Piracicaba pela Madre Maria do Cenáculo, fundadora da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Cenáculo. Permaneceu 49 anos na clausura e exerceu os cargos de cozinheira e hostiaria, tendo falecido em 05 de maio de 2009.

* IRMÃ TERESINHA DO MENINO JESUS, veio do Mosteiro de Itu em 1974 e ficou em Piracicaba por alguns anos, onde exerceu o cargo de hostiaria. Por motivo de saúde voltou para Itu e lá faleceu em 1994.

* IRMÃ MARGARIDA DO CORAÇÃO DE JESUS, nasceu em São Paulo em 03 de março de 1914 e recebeu o nome de Ofélia Braga. Veio do Mosteiro de Itu e aqui exerceu os ofícios de roupeira e Hostiaria. Faleceu em 16 de dezembro de 1997.

Todas estas irmãs deixaram o brilho de suas ações e nos mostraram um modo alternativo de vida: a vida em clausura. Marcaram a vida da cidade de Piracicaba de uma forma singela e ao mesmo tempo grandiosa, pois intercederam por nós diariamente, elevando á Deus suas preces por um mundo melhor e uma cidade mais justa e feliz.

(Irmã Maria Antonia de Santana Galvão, concepcionista e Claudinei Pollesel, do I.H.G.P.)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

RUA PADRE VICENTE TONETTO - PIRACICABA/SP



Homenagem em dose dupla na Camara Municipal de Piracicaba: Praça e Rua Padre Vicente Tonetto....
Projeto do querido verador Laércio Trevisan Jr., á quem agradecemos de coração, em nome de todos os amigos do Missionários Xaverianos e do Padre Vicentão.

PRAÇA PADRE VICENTE TONETTO - PIRACICABA/SP


Vereador Laércio trevisan Jr. autor dos dois projetos em homenagem ao Padre Vicente Tonetto: "PRAÇA PADRE VICENTE TONETTO" E "RUA PADRE VICENTE TONETTO"

É só um projeto mas até o final deste ano será realidade: a PRAÇA PADRE VICENTE TONETTO, em frente á Matriz de São Francisco Xavier, no Itapuã.


domingo, 28 de novembro de 2010

MADRE MARIA CELINA DA IMACULADA CONCEIÇÃO




MADRE MARIA CELINA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

60 anos de vida religiosa

O dia 09 de janeiro de 2011 será um domingo de grande festa e alegria para toda a comunidade católica de Piracicaba e de modo muito especial para a pequena comunidade de cinco irmãs que vivem na clausura do Mosteiro da Imaculada Conceição, na Vila Rezende.
O motivo desta grande festa é que a Madre Celina, Abadessa do Mosteiro, completará 60 anos de vida religiosa e estará celebrando este momento com todos os amigos, benfeitores e fiéis.
Natural de São Paulo onde nasceu em 13 de fevereiro de 1926 e recebeu o nome de Maria da Conceição de Souza. De família católica, teve nove irmãos, sendo que uma de suas irmãs também optou pela vida religiosa, tornando-se irmã na congregação salesiana.
Madre Celina ingressou no Mosteiro da Luz em São Paulo em 1949, com apenas 23 anos. Em 1951 emitiu os votos religiosos. Com bom humor e alegria contagiantes, apoiada num andador ortopédico e auxiliada carinhosamente pela Irmã Beatriz, enfatiza que “nunca me arrependi da escolha que fiz e pretendo viver ao menos 120 anos!”.
Fez parte do grupo das cinco irmãs pioneiras que, atendendo ao apelo de Dom Ernesto de Paula, vieram do Mosteiro da Luz para fundar o Mosteiro de Piracicaba, em 15 de agosto de 1956. Além de Madre Celina vieram naquela ocasião: Madre Maria Helena do Espírito Santo, Madre Oliva de Jesus, Irmã Maria Cecília do menino Jesus, falecidas e Irmã Maria Antonia de Santana Galvão, ainda em plena atividade.
Já em Piracicaba foi Vigária e Mestra de Noviças. Lutou de forma incansável ao lado da Madre Maria Helena, para que o Mosteiro fosse construído em terreno próprio, o que ocorreu anos depois graças á generosidade do prefeito da época, Dr. Salgot Castillon, que cedeu o terreno na Av. Armando Cesare Dedini, 891. Com muitos sacrifícios e doações surge o majestoso Mosteiro da Imaculada Conceição, das Monjas Concepcionistas.
Madre Celina tornou-se a Madre Abadessa (superiora e responsável pelo mosteiro)em 09 de janeiro de 1979 após a morte da Madre Maria Helena do Espírito Santo, cargo que ocupa até hoje, no alto de seus 84 anos.

A vida em clausura nunca foi desculpa para ficar alheia ás necessidades do povo mais sofrido e necessitado. Em parceria com os Missionários Xaverianos, que atendiam o Mosteiro como capelães, e com a colaboração de inúmeros benfeitores, proporcionou muitos benefícios e melhorias aos moradores do bairro Novo Horizonte, na periferia da cidade, distribuindo milhares de cestas de natal, construindo a escolinha “Menino Jesus” e o “Centro Comunitário Santa Beatriz”, onde a comunidade se reúne e recebe tratamento dentário.
Madre Celina e sua pequena comunidade de irmãs dedicam suas vidas á oração, a vida em comunidade e á confecção de trabalhos domésticos e manuais. A opção pela vida em clausura causa espanto e admiração e torna inevitável o questionamento: “PORQUE?”
Mas se você estiver passando em frente ao mosteiro, entre e passe alguns momentos na companhia das irmãs e da Madre Celina. Você será invadido por uma paz tão grande que voltará outras vezes para “beber na mesma fonte” que bebem estas queridas religiosas. Aproveite e leve para casa as famosas “pílulas” do Frei Galvão, primeiro santo brasileiro.

Caso ainda tenha dificuldade em entender a opção pela vida em clausura ouça Jesus que diz:
“Marta, Marta andas muito agitada e te preocupas com muitas coisas. Entretanto uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte que não lhe será tirada.” (Lc 10, 41-42)

Claudinei Pollesel, do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SANTA CRUZ DO ALEIXO

SANTA CRUZ DO ALEIXO

No mes de setembro, dia 14 do anno de 1933, ás 6 horas da tarde, com grande numero de cathólicos, acompanhados pelo Monsenhor Conego Rosa, foi transportada uma grande e histórica santa cruz, da Matriz de Santo Antonio, ao local, onde deveria ser edificada a capella, não menos histórica e vulgarmente conhecida pelo CRUZ DO ALEIXO. Nessa ocasião depois de fincada a cruz, uma pessoa nela prendeu uma nota de 20.000 entregando-a á Monsenhor Rosa. Elle nomeou-me thesoureiro e convidei para fazer parte da commissão, para construirmos a capella as seguintes pessoas:
Maria de Souza Coelho
Capitão Jose Elias Camargo Salles
Antonio da Costa Lordello
Paulo Pecorari
Joaquim Antonio Ferreira

No dia 12 de outubro do mesmo anno, 1933, ás 8 horas da manhã, perante grande multidão de catholicos, foi benta a 1a. pedra, sendo ella assentada pelo digno 1o. magistrado da terra, Dr. Euclydes de Campos, tendo o Revmo. Pe. Frei Jacyntho feito brilhante sermão allusivo á Santa Cruz e a terra de Santa Cruz.
Usando em seguida da palavra muito bem falou o Dr. Juiz de Direito, sobre o preto Aleixo. A banda de musica Capitão Lorena tocou diversas peças entre elas, o nosso Hynno Nacional e por último a todos agradeceu o nosso venerando Cura Monsenhor Rosa.
Foi escripta uma acta juntando-se os jornais, moedas e assignados por vários presentes e posto tudo num tubo de cobre, lacrado e colocado junto ao local apropriado junto á primeira pedra. Presente tambem este o Vigário do Bom Jesus, Pe. Vicente Rizzo.

O sr. Luiz Dias Gonzaga, tendo adquirido um terreno em frente á minha casa e tendo no mesmo terreno diversos alicerces, ladrilhos e pedras de ferro, e como estes servissem para o alicerce da futura capella, eu pedi-lhe e elle muito promptamente deu-me tudo que de lá fosse aproveitável.
No dia 21 do mes de setembro juntei diversos camaradas e carroceiros e arrancamos tudo e tudo transportamos ao local. Calculou-sem em 3500 ou 4000 tijollos o que aproveitamos tendo com elles sido feito todos os alicerses da capella, do ladrilhado todo o corpo da capella e do páteo.

Iniciamos a abertura dos alicerces no dia 8 de outubro; no dia 12 assentamento da 1a.pedra; no dia 26 de outubro foi coberta; no dia 15 de novembro estava tudo terminado e Monsenhor Rosa rezou a 1a. Santa Missa no dia 10 de dezembro do referido anno (1933).

Vou agora passar a limpo a conta dos gastos e recebimentos conforme está marcado e é a expressão da verdade, no começo desta caderneta.

Piracicaba, 1 de janeiro de 1934
Jose de Sousa Gomes Colelho - cidadão
Nhonho Coelho - vulgarmente
Irmão Manoel - na ordem 3a.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

MORREU PADRE RENATO GOTTI


Caro Diego,
Padre Renato Gotti morreu faz 20 minutos no dia de hoje, dia do Fundador.
Ele morreu em paz, amorosamente assistido com a participação de sua irmã Elizabeth.
Certamente está na casa do Senhor, louvando-o com as melodias que ele compõs em sua honra aqui na terra ...
Te mando informações sobre o funeral.
Fraternalmente P. LARCHER RENZO



----- Original Message -----
From: diego pelizzari
To: Undisclosed-Recipient:;
Sent: Friday, November 05, 2010 8:09 AM
Subject: pe. renato gotti
Caro Diego, P.Renato Gotti è morto venti minuti fa. oggi Festa del Fondatore. Si è spento serenamente assistito amorevolmente dalla sorella Elisabetta. Sarà senz'altro nella casa del Signore, per lodarlo con quelle melodie che ha composto qui in terra in suo onore... Ti farò sapere per le esequie. Fraternamente P.RENZO LARCHER

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Padre Roberto Maria Drummond Gonçalves


Padre Roberto Maria Drummond Gonçalves

um dos muitos bilhetihos que recebi do Padre Drummond, que mesmo de cama, com dores e feridas fazia questão de evangelizar.....
"Todos os Santos de 87
O que falei com o seminarista Claudinei, nada saiu da minha pobvre cabeça, pois que, se Tudo vem de Deus que não só tem a verdade, mas é Verdade Infinita. E se alguma cousa, então falei contra a verdade certamente foi mentira. Toda verdade para ser verdade precisa estar unida á Verdade das Verdades - Deus. Pe. Drummond"

DEPOIMENTO DA XAVERIANA, Ir. DINA MANFREDI sobre o Padre Luigi Médici

Ir. Dina, á esquerda

Aaetetuba, 31 de outubro de 2010



... memória que o tempo não apaga...

Recebi o agradável convite de falar ou dar meu testemunho sobre o conhecimento que tive do Pe. Luiz Médici. O faço com muito prazer, pois guardo dentro de mim grande gratidão a Deus e ao próprio Pe. Luiz pela amizade que mantivemos por longo anos e em diferentes circunstancias, de longe ou por perto.

Conheci o Pe. Luiz Médici em 1975, quando a nossa Congregação das Missionárias Xaverianas abriu uma comunidade em Santa Mariana, Paraná. Ele era o Pároco e nos acolheu com entusiasmo e alegria. Fazia poucos meses que eu tinha chegado ao Brasil e para mim tudo era novo... precisava eu entender muita coisa, descobrir a realidade totalmente nova para mim. Era também a primeira experiência apostólica que estava iniciando, fora da Itália.

Uma primeira característica, ou melhor dito: um primeiro valor que descobri em Pe. Luiz foi sua serenidade, sua alegria. Ele trabalhava muito e sempre ficava sereno, contente. Via e discutia os problemas, sérios e até pesados, mas não perdia a paz. Trabalhamos juntos alguns anos em Santa Mariana, penso três ou quase três, e aprendi muito dele. Foi um verdadeiro mestre para mim. Me ensinou sobretudo a amar o povo brasileiro, a conhecer o coração deste povo que ele também sempre amou! Eram muitas as perguntas que eu lhe fazia, sempre que possível, e sempre recebia uma resposta satisfatória. Naqueles anos ele construiu uma escola para as crianças mais carentes da Vila Santa Rita e no domingo à tarde celebrava a Eucaristia naquela Vila. Antes de iniciar a Missa dava uma volta nas ruas e chagava na Capela segurando três ou quatro crianças em cada mão. Tratava a todos com carinho e gentileza. Gostava das pessoas idosas, das crianças, dos jovens, dos adultos, de todos.
Naqueles anos eu trabalhava em parte também no escritório paroquial e via muitos homens que o procuravam para lhe pedir conselhos. Era muito amado e estimado.
A vida do Pe. Luiz era muito sóbria: pouca roupa já lhe era suficiente; comia o que estava pronto e nunca se queixava... Tinha um só par de sapatos e o usava até que a água da chuva não entrasse por todos os lados.

Planejava as atividades pastorais da paróquia com sabedoria e cuidado. Acompanhava com grande respeito as linhas pastorais e as indicações da CNBB. Amava profundamente a Igreja.
E amava também a Nossa Senhora. Várias vezes me disse que a primeira oração que fazia a cada dia era a reza do terço, logo de manhã cedo, ao acordar. Em Santa Mariana ele fez surgir o Movimento da Legião de Maria e o acompanhava constantemente. Muitos grupos da Legião de Maria visitavam as famílias a cada semana, levavam convites para a Catequese das crianças, visitavam doentes e procuravam soluções para problemas familiares. Uma consistente espiritualidade sustentava o apostolado deste Movimento e esta espiritualidade foi sempre alimentada por Pe. Médici. Fez o mesmo também em Curitiba.

A saúde do Pe. Luiz sempre foi frágil, Parecia homem sadio e forte, mas passou por muitas cirurgias e momentos de doenças. A cirurgia ao coração talvez foi aquela que mais o marcou. Mas eu nunca o vi abatido por causa das doenças. Ele não descuidava da saúde, mas também não fazia tragédias quando essa não era muito boa. Frequentemente ele repetia a frase de São Francisco de Assis em que agradecia a Deus pelo céu sereno e pelo céu nublado...!

Muitos fatos voltam à minha memória, pensando no Pe. Médici. Um dia uma nossa irmã bateu o carro da paróquia. Eu disse o acontecido a ele, que era o pároco. Sua primeira pergunta foi: “A irmã se machucou?” “Não” disse eu. E ele: “Então não te preocupes por nada... carros têm muitos no Brasil” E depois foi ver como consertar tudo.

Pessoalmente fui muito ajudada pelo Pe. Luiz. Em alguns momentos pedia seu parecer o seu conselho, também para minha vida cristã. Nestes longos anos de amizade foram muitos os momentos de troca de pareceres, conversas, confianças... Foram mais os anos que passamos longe, mas quando dava para nos encontrar novamente era como se o tempo da separação não fosse existido. A correspondência escrita alimentou nossa amizade. Tínhamos certeza de rezar um pela outra e isso nos dava alegria.

Uma humanidade muito sadia e cordial transparecia na vida do Pe. Médici: com ele era fácil cantar, saborear um bom sorvete, observar uma obra de arte, contar uma piada e rir de gosto. Gostava de trabalhos bem feitos e de ordem.

Sinto o dever de manifestar minha gratidão a Deus por ter-me dado o presente de conhecer de perto a vida do Pe. Médici e com ele servir e amar melhor o Reino de Deus.
Dina Manfredi

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ACONTECEU UM MILAGRE HOJE EM MINHA VIDA




Preciso gritar aos quatro ventos que hoje presenciei e vivi um milagre em minha vida. Milagre conseguido por 3 vias:
1. pela poderosa interseção de São José;
2. pela intercessão do Imaculado Coração de Maria, através da novena de Madre Cecília;
3. pelo poder da oração de minhas madrinhas espirituais;

Estava angustiado há alguns dias, muito preocupado com o aluguel de uma casa para nossa familia em Piracicaba. Precisava resolver log esta questão pois no início de dezembro a Dalva e as crianças pretendem vir de "mala e cuia", e o nosso projeto é morar bem, com espaço para nossa familia, amigos e a bicharada que nos acompanha: as poodles, fadinha e joaninha, a gata Adelaide e a labradora Chiara, que está por vir.

Mas o ageravante era o fato de que estou sem registro na carteira profissional e não tenho um fiador. As imobiliárias estão muito exigentes e cheias de burocracias.

Coloquei tudo isso na manhã de hoje, 27 de outubro de 2010, diante de São José e do Coração Imaculado de Maria. Pedi a intercessão de minha querida e santa Mamãe Cecília, bem aventurada piracicabana em processo de beatificação em Roma, através de sua novena.
Repeti durante toda a manhã como a Madre Cecilia fazia e recomendava: "O CORAÇÃO DE MARIA TUDO PROVERÁ!".

Acionei minhas madrinhas e padrinhos de oração de oração, que são vários:
Irmã Terezinha Ferreira do Amaral Mello, das Irmãs de São José;
Padre Giovanni Murazzo, Missionário Xaveriano;
Dom Paulo Panza, Beneditino;
Irmã Cecidia Mendes da Silva, das Franciscanas do Coração de Maria:
Irmã Maria Auxiliadora, Beneditina;
Irmã São José, do Carmelo de Piracicaba;
Irmã Maria Rosalina Pereira Fialho e Irmã Maria do Rosário do Coração de Jesus, Concepcionistas de clausura .

E o milagre aconteceu bem diante de meus olhos.....

As 12.30 hs. recebi uma ligação de um grande e antigo amigo, tio Luiz Copoli, radialista muito amado em Piracicaba. No final da ligação ele me perguntou se eu precisava de alguma coisa e eu respondi: "uma casa para alugar." ao que ele respondeu:

" quer voltar á morar na Rua Dona Eugenia, na casa que voce morou antigamente? Esta casa está vaga desde .... ontem".

Fiquei muito emocionado e com a voz embargado agradeci á Deus e ao meu amigo tio Luiz. Aceitei na hora pois é a melhor casa que já moramos até hoje..... grande, cheia de espaços e ao lado do Santuário Nossa Senhora dos Prazeres e do Mosteiro das Concepcionistas.

Deus tem sido muito bom comigo, apesar de todas as minhas ingratidões....

Na sexta próxima tio Luiz e seu filho Flavinho vem almoçar comigo pra finalizarmos os detalhes

SE ALGUEM PENSAR OU DIZER QUE TUDO COINCIDENCIA, EU OUSO RETRUCAR E GRITAR: " COINCIDÊNCIA NÃO, PROVIDENCIA!"
email n. 01 -
From: gerencia montana steaks
To:
irma iracema vieira
Sent: Thursday, October 21, 2010 7:04 AM
Subject: Re: OS FUNERAIS DO PADRE VICENTÃO

querida irma iracema,
obrigado por suas mensagens!
eu poderia pedir que a senhora se tornasse minha madrinha de orações?
seria uma benção na minha vida ter uma concepcionista rezando por mim e estou precisando muito....
peço que reze por meu novo trabalho e pela mudança de minha familia de São Paulo para Piracicaba.
posso mer considerar seu filho espiritual?
sua benção,
Claudinei
email n. 02 -
From: irma iracema vieira
To:
pollesel@bol.com.br
Sent: Wednesday, October 27, 2010 9:14 AM
Subject: Madrinha de oração

Prezado Claudinei,
Paz e Bem!

Recebí sua mensagem pedindo para eu ser sua madrinha de oração. Conversei sobre o assunto com uma Irmã; ela aceitou ser sua madrinha; seu nome é: Irmã Maria do Rosário do Coração de Jesus. Eu também serei sua madrinha, é bom que você ganha mais orações, não é melhor?
Pedimos que Deus o abençoe e a toda sua família; que sejam sempre felizes.
Contem sempre com nossas orações.
Abraços fraternos em Jesus e a Mãe Imaculada

Eu: Irmã Maria Rosalina Pereira Fialho e Irmã Maria do Rosário do Coração de Jesus
email n. 03 -
De: gerencia montana steaks pollesel@bol.com.br
Para: irma iracema vieira mosteirorosario@yahoo.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010 10:30:46
Assunto: Re: Madrinha de oração

queridas madrinhas e irmãs,
Irmã Maria Rosalina Pereira Fialho e
Irmã Maria do Rosário do Coração de Jesus

quanta honra e quanta benção saber que duas irmãs concepcionistas pedem á Deus por mim.... sei que não mereço mas sei tambem o quanto preciso destas orações....
muito obrigado mesmo e estarei confiante no poder desta intercessão.
neste momento em especial preciso de orações pelo meu novo trabalho aqui em Piracicaba.... estou voltando após 11 anos em são paulo e a adaptação e o recomeço não tem sido facil.
preciso alugar uma casa e treazer minha familia em dezembro e isto tem me preocupado muito tambem...
pede á São José por estas intenções?
tenho rezado o terço tambem nesta intenção....
peço que me envie sua benção,
seu filho de oração,
Claudinei Pollesel
email n. 04 -
From: gerencia montana steaks
To:
irma iracema vieira
Sent: Wednesday, October 27, 2010 12:34 PM
Subject: Re: Madrinha de oração

minhas irmãs, Rosalina e Rosário,

acabou de acontecer o milagre!!!!
fiquei sem fala quando me ligou um antigo conhecido e praticamente me ofereceu uma ótima casa pra que eu pudesse alugar...
até ja morei nesta casa em outra ocasião e é ao lado do ....MOSTERIRO DAS CONCEPCIONISTAS de Piracicaba.....
alguem pode dizer que é coincidencia mas eu VOU GRITAR QUE NÃO É .... É PROVICENCIA DE DEUS através de minhas madrinhas.... obrigado!
sua benção,

Claudinei Pollesel

terça-feira, 26 de outubro de 2010

AS TRES CRUZES - PADRE GIOVANNI MURAZZO


Estamos aguardando o lançamento em portugues deste importante livro do Padre Giovanni Murazzo, Provincial dos Missionários Xaverianos. O lançamento no Brasil será pela editora Santuário.

PADRE GIUSEPPE CHIARELLI - PADRE ZEZINHO, DA PAULICÉIA

o jovem missionário "Pepino"
padre Zezinho, ao centro, tendo seu irmão Antonino á direita.
10/05/1944 - 12/06/2010


Padre José Chiarelli, Xaveriano nascido em Martina Franca (Taranto), encerrou sua vida terrena, em Parma em 12 de junho de 2010 na idade de 66 anos, consumido pelo câncer, segurando o crucifixo e o rosário missionário.
Esta unido no céu com os outros quatro Xaverianos ordenados em 27 de setembro de 1970: Padre Renzo Vignato, Padre Luigi Palagi, Padre Giovanni Tumino e padre Ivaldo Casula.
Era o terceiro de sete filhos, tinha sido um aluno nas oficinas de Taranto e Molfetta, quando aos 18 anos decidiu pela vida missionária, a entregar-se totalmente aos pobres da terra.
Na Itália, em Salerno trabalhou como formadorde jovens (1971-'76) e em Parma para ajudar os missionários doentes (1993-'99).
Foi missionário no Burundi (1976-'80) e, em seguida, por 24 anos no Brasil, dedicado à formação de jovens aspirantes à vida missionária.
Uma vida séria e alegre, sempre exemplar e a serviço de todos.
fonte:http://www.saverianibrescia.com/missionari_saveriani.php?centro_missionario=archivio_rivista&rivista=2010-07&id_r=83&sezione=profili_saveriani&articolo=padre_giuseppe_chiarelli_il_crocifisso_e_il_rosario&id_a=2866

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PADRE LUIGI MÉDICI (1920 - 2010)

Dom Paulo Evaristo, cardeal Arns, durante homilia na celebração de 60 anos de ordenação sacedotal de Padre Luigi Médici, na capela do Mosteiro da Visitação, em São Paulo/SP. Á direita, Claudinei Pollesel.


DEPOIMENTO DE PADRE GIOVANNI MURAZZO, SUPERIOR REGIONAL DOS XAVERIAN
PADRE LUIGI MÉDICI (1920 - 2010)

Agradeço a Divina Providência que me deu a graça de viver com o Padre Médici em dois períodos: O primeiro, como o seu vice-provincial e o segundo como seu provincial.

Na primeira vez encontrei Padre Médici ativo, dinâmico, decidido, enérgico, determinado, entusiasta e grande organizador.
Ele tinha um temperamento primário, reagia com aquela espontaneidade e imediateza, que às vezes, era interpretado como agressividade.
Por estas suas características excepcionais, alguns colegas o chamavam como o "rolo compressor"

Uma outra caracteristica da personalidade do Padre Médici era o do bom humor.
Sua companhia era muito agradável. Contava piadas, aventuras de suas viagens missionárias dos primeiros anos de vida missionária no Brasil. Evidenciava as características cômicas de alguns confrades. Lembro-me, especialmente quando imitava Padre Giovanni Femminelli e Padre Flavio Cossu com quem tinha vivido juntos por vários anos na paróquia de Santa Mariana.
Contava e dava grossas gargalhadas. Realmente o seu bom humor era contagiante. Se definiia como "um missionário feliz" . Ele costumava dizer: "Esta vida é um vale de lágrimas ... mas eu estou lá tão bem neste vale de lágrimas!".
Era guloso por sorvete. Depois de e ter repetido duas ou três porções rezava : "Senhor Jesus,perdoa meus pecados da gula!"

No segundo período de conivivencia, aqui na casa regional, seu estilo de vida era muito diferente.
O peso dos anos e o condicionamento de várias doenças, principalmente, problemas do coração , fizeram do cidadão de Sassuolo um homem humilde, paciente, às vezes abatido.
Ele foi muito fiel ao seu cargo de arquivista. Dedicava-se de corpo e alma. Se envolvia com paixão e competência. Repetia sempre: "Eu espero que quando eu for embora ... este meu trabalho não se perda... Espero que alguém tome a frente desta importante iniciativa."
Quando passava na Casa Regional um hóspede importante ele convidava para visitar o arquivo.

Depois de mostrar as várias divisões dos vários gabinetes sentava no computador e exibia toda a organização do banco de dados. Nesses momentos sentia-se como criança feliz que tinha tomado uma boa nota na escola.

Nos últimos anos que passou em São Paulo falava muito de sua mãe. Sentia-se criança no conforto de sua mãe.Repetia: "Minha mãe era uma santa.
Ficou viúva muito jovem .... mas foi capaz de educar seus filhos com sua fé em Deus com o Seu espírito de sacrifício. Ia à missa todos os dias.
Quando havia neve, para não escorregar, levava um balde de cinzas. Jogava um punhado de cinzas na neve antes de colocar os pés."
Tenho certeza de que no paraiso fez uma grandefesta abraçando sua "santa Mamma".

(Padre Giovanni Murazzo, Superior Regional dos Missionários Xaverianos)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Conheça o milagre brasileiro de Dom Guido Conforti, fundador dos Xaverianos.


(o garoto Tiago, miraculado por Dom Guido, nos braços do Padre Giovanni Murazzo, provincial dos missionários xaverianos)

O tribunal constituido para a verificação do milagre atribuído ao bem aventurado Guido Maria Conforti finalizou no dia 16 de novembro de 2005, em Belo Horizonte, o processo de avaliação das provas.
O beato italiano, arcebispo e fundador da Congregação dos Missionários Xaverianos, faleceu em 1931. O processo segue agora para Roma e novos estudos serão realizados para que se de inicio ao processo para canonização do beato.
O presumível milagre ocorreu em 2003, na cidade de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, quando o recem nascido, pré maturo de seis meses, TIAGO JOÃO DOS APÓSTOLOS SOUZA (na foto com o Padre Giovanni Murazzo), com menos de 700 gramas, teve uma parada cardíaca na UTI neonatal e, após 30 minutos, foi reanimado.
Segundo sua mãe, Nilda Rodrigues dos Apóstolos Reis, os médicos alertaram que a criança ficaria com sequelas em consequencia do tempo da parada cardíaca. "Mas nada disso aconteceu. Graças a Deus e com a interseção do beato Guido Conforti, meu filho sobreviveu e vive normal. Hoje com dois anos, fala e anda como toda criança desta idade. Foi avaliado por neuropediatras e está tudop bem", afirma.
De acordo com uma das testemunhas do processo, Ivanete Silva Machado, a família de Nilda e toda a comunidade da Paróquia São Raimundo Nonato, com o apoio do Padre João Lucena, rezaram, durante a gestação, o nascimento e a recuperação de Tiago, sempre pedindo a intercessão do bem aventurado Guido Conforti, padroeiro da comunidade.
(fonte: Diocese de Belo Horizonte).

OS FUNERAIS DO PADRE VICENTE



(no plano principal Pe. Mario Tognali, xaveriano)


Terca-feira 21 de setembro às 15h30, na Catedral de San Dona di Piave, foram realizados os funerais do Padre Vincenzo Tonetto, Missionário Xaveriano, morto em 10 de setembro passado, após doença prolongada em consequência de um acidente de carro em Calvecchia.
Presidiu a Eucaristia Pe. Rino, Superior Geral dos Xaverianos, com muitos celebrantes: Pe. Gino e Don Gabriel, pároco de Calvecchia-Fiorentina, vários confrades do Pe. Vicente, bem como outros representantes do clero diocesano local, os Carmelitas Descalços, os salesianos e seu primo Pe. Gino Sorgon do Oratório de São Filipe, entre muitos religiosos presentes.
Na homilia falou Pe. Alfiero Ceresoli, especialmente vindo do Brasil, que recordou alguns traços de caráter e da biografia do confrade, Pe. Tonetto, que conheceu na época de estudante, no início dos anos 50.
Ele recordou a generosidade e bondade, trabalho duro e sobriedade: pobre entre os pobres!
Sua irmã leu uma carta de um brasileiro, que era coroinha de padre Vincenzo e, agora, um missionário em Camarões.
Após a bênção do caixão, um grupo de jovens brasileiros que cantaram um hino em sua própria língua.
Pe. Vincente é enterrado junto com outros sacerdotes de San Doná, na capela do cemitério de San Dona di Piave.
"Deus é amor e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele" .

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A herança do Padre Vicentão




A herança do Padre Vicentão
Claudinei Pollesel

Recebi parte da herança material do Padre Vicente Tonetto, missionário xaveriano morto no mês passado.
Misto de alegria e surpresa pois não sendo da família, apenas amigo e admirador deste velho missionário italiano que tanto fez por Piracicaba, não me imaginava incluído entre os beneficiários de sua herança.

Quem me repassou a minha parte, o meu quinhão, foi o Padre Giovanni Murazzo, Provincial dos Missionários Xaverianos. Como superior cabe á ele a responsabilidade e o dever de elencar e encaminhar os pertences e bens do confrade morto.

Recebi a minha preciosidade, a minha jóia mais rara no caminho entre a matriz da Paulicéia e a capela da Água Branca. Estava ciceroneando o Padre Provincial, de passagem pela cidade. Ouvi dele tambem que eram pouquissimos os pertences que poderiam ser destinados aos amigos e familiares pois Padre Vicente distribuia tudo, exatamente tudo, não guardava nada, não acumulava nada!

A minha parte da herança, a parte que me coube foi um objeto que me emocionou e encantou. Recebi como herança a CRUZ MISSIONÁRIA do padre Vicente! Aquela mesma cruz de madeira e ferro que o jovem Vicente recebeu das mãos de seus superiores há mais de 60 anos atrás, em Parma, na Itália, quando de sua profissão religiosa.

É a mesma cruz que estava no baú quando do embarque no porto de Genova rumo ao Brasil, no distante ano de 1962....
É a mesma cruz que permaneceu pendurada em sua cabeceira por todas as noites de sua longa existência....
É a mesma cruz que consolou o missionário de espírito rebelde, tantas vezes incompreendido e criticado....
É a mesma cruz que ouviu as confissões mais intimas do jovem e do velho padre.....
É a mesma cruz que o acompanhou por tantas cidades paranaenses e paulista, como lembrança da necessidade e da urgência da missão....
É a mesma cruz que o consolou quando da morte de seus entes mais queridos....
É a mesma cruz que o acompanhou em seus retornos forçados á Itália, sem a certeza e o consolo do retorno....
É a mesma cruz que viu as lágrimas escorrerem de seu rosto cansado e sofrido, quando vieram as doenças e acidentes....
É a mesma cruz que o fez recuar e repensar nas ocasiões de exagero sem necessidade.....

É a mesma cruz que ouviu as orações e preces do Padre Vicentão.....
É a mesma cruz que teve que providenciar remédio, dinheiro, roupa, tábua, mantimento e tantas outras coisas para os pobres do Padre Vicente, tão valorizados e amados por ele.....

Padre Vicente esta sua cruz estará comigo para sempre. Será meu refúgio e consolo pelos caminhos da vida.
Fique em paz, grande amigo e pai dos pobres. Eu cuidarei da sua herança, desta jóia tão rara!

(Claudinei Pollesel, do Instituto Histórico e Geográfico de Piraciaba).

Dom Ernesto de Paula, 110 anos - Tribuna de Piracicaba

terça-feira, 28 de setembro de 2010

LAR DOS VELHINHOS DE PIRACICABA


Dom Paulo Panza, Prior do Mosteiro de São Bento de Vinhedo






Querido Claudinei,

Paz!

Imagino que esta mensagem lhe chegue como uma surpresa.
Foi assim que me chegou sua carta, como surpresa, uma boa surpresa.
Obrigado por escrever e perdoe-me por deixar passar tanto tempo sem responder-lhe.
Sua carta e a lembrança do pedido aflito de orações por seu filho ficaram aqui comigo.
O que acontece? Espero que as coisas estejam bem para ele e para toda sua família.
Nossa! Faz tanto tempo desde os anos de filosofia ...
Eu cursei dois anos e meio de teologia na PUC, mas pedi para deixar o curso.
Não encontrava meu lugar naquele meio e também, na época, não pensava em me ordenar.
Alguns anos depois, fui convidado pelo meu abade (Arquiabadia de St. Vincent, nos EUA)
para ir estudar música por 5 meses. Parti para lá em dezembro de 1994.
Como acabei aprendendo bem a língua, o abade me ofereceu um curso em Roma por dois meses,
com a condição de retornar aos EUA e terminar a Teologia.
Foi assim que uma estadia de 5 meses acabou se transformando em quase dois anos de estudos.
Retornei ao Brasil e ao mosteiro. As coisas aqui mudaram muito, a comunidade tomou outros rumos,
no sentido de buscar uma identidade mais monástica e menos pastoral.
Os norte-americanos retornaram aos EUA e tivemos por alguns anos um prior que imprimiu
características próprias ao mosteiro.
No início de 2002 fui de volta a Roma para um curso de formadores beneditinos.
Depois de três meses e já consciente de minha vocação sacerdotal,
retornei aos EUA, onde fiz mais alguns cursos de teologia, sendo ali ordenado diácono.
Em 2003 voltei ao Brasil, onde fui ordenado sacerdote em dezembro.
Assim, no final de 2007 fui nomeado prior, cargo que exerço até hoje.

Além disso, sou mestre de noviços também.

É uma nova fase na história do mosteiro, com muitos desafios.

Deus tem sido sempre bom em me auxiliar com sua graça e me livrar do mal.
A comunidade começa a reflorescer agora. Tenho esperanças para o futuro.
Esperança totalmente fundada em Deus, uma vez que nossos recursos humanos são débeis.

Bem, perdoe-me o “romance”. Fico feliz em retomar o contato.

Fique com Deus, que ele lhe dê a serenidade e a sabedoria necessárias para ser um bom pai
para seu filho nesta hora em que ele lhe causa tanta preocupação.
Deus o abençoe e guarde, assim com à Dalva, ao Ezequiel e a Victória.

Seu irmão,



Dom Paulo, O.S.B.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

DESENHO DE ERASMO´- JORNAL DE PIRACICBA



Foi assim que o cartunista do JP, Erasmo Spadotto, viu o Pe. Vicentão através do meu texto.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pe. Vicente - artigo publicado em San Doná di Piave - Veneza

P. Vincenzo Tonetto, il “padre dei poveri”
Domenica 12 Settembre 2010 17:33

Il caro padre Vincenzo Tonetto è ritornato alla Casa del Padre, venerdì 10 settembre, alle ore 20.10, a due mesi dall’incidente, avvenuto a Calvecchia il 5 luglio, che gli ha causato l’immobilità degli arti. Avrebbe compiuto 83 anni il prossimo 28 ottobre.

Negli ultimi lunghi giorni d’ospedale, pur completamente immobilizzato, p. Vincenzo cercava di parlare (bisognava leggere le labbra, perché la voce era interrotta dal tubo dell’ossigeno), e nei momenti più vivaci riusciva ad offrire ai visitatori il suo tipico occhiolino e sorriso.

Si è spento progressivamente (ha perso coscienza solo gli ultimi due giorni), il giorno dopo il termine della novena pregata a San Donà e in varie parti del mondo, oltre che dai confratelli Saveriani in Italia.

Era ritornato in Italia ad inizio estate di quest’anno per festeggiare assieme agli altri confratelli il 50° di sacerdozio (era previsto per il 15 luglio a Parma), speso per la quasi totalità tra i poveri del Brasile.

Domenica 18 ottobre dello scorso 2009, con la forza della sua voce, aveva invitato i fedeli riuniti nel Duomo di San Donà a dare aiuto proprio a quei poveri. Pochi giorni dopo p. Vincenzo ripartì per Piracicaba, la missione del sudest del Brasile a 150 km da San Paolo, dove lo avevano destinato i superiori.

Era un po’ restio a rientrare in Italia, poiché il lungo viaggio pesava sempre di più per la sua età: “Non ho molta voglia di viaggiare dopo gli 80; il viaggio è molto lungo e stanca… Preferisco convivere con questi poveri e mi sento bene”, scriveva nel maggio 2009.

Tuttavia, tra i suoi parenti, sempre vicini ed affettuosi, e gli amici di Calvecchia e San Donà (in particolare i membri del Gruppo Missionario P. Sergio Sorgon, per i quali ha sempre avuto un ricordo particolare) si sentiva sempre bene accolto e perciò soggiornava volentieri qui, pur con il desiderio del Brasile.

Nel 2004 era dovuto rientrare dalla missione per curare una gamba fratturata cadendo con la moto in una visita ad una favela di Londrina (Stato del Paranà). A Calvecchia subì un altro incidente in bicicletta che gli procurò una seconda frattura del femore. Ma con la tenacia, la forza di volontà che lo distinguevano, aveva convinto anche i suoi superiori a lasciarlo ritornare in Brasile. Dopo lunga riabilitazione e un secondo rientro nel novembre 2005, ai primi di gennaio del 2007 era ritornato definitivamente in Brasile, ad 80 anni e un femore spezzato in due punti!

P. Vincenzo era un uomo di grande bontà e simpatia, di disarmante semplicità e coraggio, che lo portavano a gesti anche fuori dall’ordinario, come quando convinse gli amici barbieri a chiudere la bottega per celebrare lì dentro l’Eucarestia, con chi era presente…

La vocazione missionaria di p. Tonetto (sono suoi cugini i due missionari p. Gino e Marcello Sorgon) si sviluppò in seguito alla visita di un parente, missionario saveriano in Cina. Vincenzo aveva già diciotto anni e da principio venne scoraggiato dall’allora cappellano di Calvecchia (che non era ancora parrocchia) ad intraprendere la strada delle missioni. Due anni dopo, però, entrò nel seminario saveriano di Vicenza.

Nel 1960 fu ordinato sacerdote a Parma (sede della casa madre di questo ordine religioso) e nei primi giorni del 1962 partì finalmente per il Brasile, dopo la commovente cerimonia della consegna del crocifisso, proprio nella chiesa di Calvecchia.

“Mi trovo al sud di Paranà, in una parrocchia che si estende per tre volte la Diocesi di Treviso.S iamo in 4 Padri tutti uniti per ordine dei Superiori e bisogna andare a trovare i cristiani che sono lontani 80 e 90 chilometri…” scriveva a mons. Dal Bo nei primi mesi di missione.

Un particolare ricordo d’affetto p. Tonetto lo aveva per suo nonno “Cencio”, grazie al quale divenne missionario. Quest’uomo di fede era gran amico di mons. Saretta e faceva parte dei Cappati del Duomo. Tenne a Cresima Vincenzo e diceva che sarebbe stata la sua gioia più grande vedere il nipote sacerdote. Scriveva p. Vincenzo: “Dico sempre alla gente: Posso dimenticare tutto quello che i Padri missionari mi hanno insegnato: ma mai dimenticherò la fede e la vita di preghiera del nonno e dei miei genitori”.

Purtroppo sia il nonno che il papà morirono poco prima dell’Ordinazione sacerdotale, cui partecipò la mamma ancora vestita a lutto…

Dopo la prima esperienza missionaria tra gli indios della foresta dello stato del Paranà, per diciassette anni operò nell’attiguo stato di San Paolo, a Piracicaba (che significa “Dove il pesce muore”), dove pian piano costruì le varie opere parrocchiali. Fu in seguito destinato a varie altre parrocchie.

Dal 2000 fu a Londrina (la città del caffè) gestendo la Parrocchia dei “Cinque congiunti” (quartieri), per ritornare negli ultimi anni a Piracicaba.

Erano sempre frequenti sue lettere o cartoline agli amici (a mano o con la sua Olivetti), al gruppo missionario del Duomo, per un semplice saluto o augurio. Nei primi anni di missione era assai fitta la sua corrispondenza con la Parrocchia e in molti Foglietti Parrocchiali sono pubblicate le sue lettere.

Scriveva nell’aprile 1968 al grande amico, il parroco Dal Bo: “…Speriamo che S. Donà sia una parrocchia benedetta dal Signore, ma già il fatto di avere essa più di 30 sacerdoti e tra questi alcuni Missionari, sta a dire che la benedizione del Signore c’è. Quante anime che desiderano il sacerdote, ma quanto pochi sono ancora i sacerdoti che possono soddisfare tale desiderio!”

E dopo il suo primo periodo di riposo in Italia, al suo rientro in Brasile scriveva dalla sua nuova Parrocchia di duemila chilometri quadrati (aprile 1969): “Si chiama Ortigueira e il patrono è S. Sebastiano (…) La popolazione registrata risulta di 45.000 abitanti, ma supera i 50.000, quasi tutti «caboclo», gente poverissima. Mi trovo solo con una trentina di Cappelle, che ancora non conosco…

La chiesa parrocchiale è un baraccone di legno, senza sacrestia e senza tabernacolo. La casa del Parroco è discreta, ma manca tutto (…) Qui ci vorrebbero i 25 sacerdoti di S. Donà. O mattacchioni di Cappellani, prima di andare parroci, dovreste passare 6 mesi con me, per conoscere la dura realtà di cento altri mondi; e dopo sareste degli ottimi parroci.

Non lasciatemi solo, nei boschi del Paranà! Qui a Ortigueira c’è un vostro figlio che sta trasmettendo la vostra fede «aos pobros des Reino de Ceu»: aiutatemi affinché questa fede sia autentica.”

Un confratello saveriano, che lo ha visitato in ospedale prima di rientrare in Brasile, confidava che in missione padre Vincenzo lavorava sodo, soprattutto con i battesimi, le Eucarestie e le visite, nonostante l’età.

“Se dovessi nascere,” - confidava p. Vincenzo - “sarei ancora missionario, e saveriano. Bisogna pregare perché Dio mandi nuovi missionari: la messe è molta, ma gli operai sono pochi… Senza di Lui non si può fare nulla: la Chiesa è per sua natura missionaria”.

P. Vincenzo richiamava sempre noi ricchi ad aiutare i poveri. Scriveva nel 2007: “Sono pochi che imitano il Cristo: nasce povero, vive povero e finisce sulla croce nudo: non è facile seguirlo”.

Quando nel 1985 il parroco mons. Bruno Gumiero andò a visitarlo nella sua missione di Piracicaba, poté constatare la laboriosità pastorale e la povertà di vita di p. Vincenzo: “Qui la fame c’è sempre, e qualcuno di questi affamati mi ha detto: quando torna in Italia dica che P. Vincenzo è il padre di noi poveri”.



Grazie Signore per padre Vincenzo, per la sua fede, per la capacità di creare rapporti di sana e fedele amicizia, per la sua semplicità, per i suoi ultimi giorni di missione in questa terra, che ti ha offerti nella sofferenza, ma sicuramente con il desiderio di abbracciarti in Cielo, da dove avrà un occhio particolare come sempre per i suoi poveri del Brasile. Che il suo esempio possa suscitare nuove vocazioni sacerdotali e, in particolare, per i missionari saveriani.


Marco Franzoi




I Saveriani

Il carisma saveriano è di portare Cristo ed il suo Vangelo lì dove non è conosciuto. Fu l’arcivescovo di Parma, il beato Guido Maria Conforti, a fondare la congregazione dei Saveriani nel 1898.

Questi religiosi si ispirano a San Francesco Saverio, il quale fu tra i primi compagni gesuiti di Ignazio di Loyola, inviato come Nunzio Apostolico in India. Di qui passò ad evangelizzare le Molucche e quindi il Giappone. Quando Saverio decise di continuare la sua missione in Cina, sopraggiunse la morte, che lo colse nel 1552 nell’isoletta di Sancian, a poca distanza da Canton. San Francesco Saverio è patrono delle missioni, assieme a Santa Teresa di Lisieux.

Con l’intenzione di inviare missionari in Cina, dove Saverio non era riuscito ad entrare, il beato Conforti inviò così i suoi missionari in questa terra d’Oriente.

All’instaurarsi del regime comunista di Mao, i Saveriani e gli altri religiosi furono però espulsi. Fu allora che il Papa li inviò in tutto il mondo, dall’America all’Asia.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Depoimento de Madre Celina sobre Pe. Vicente Tonetto




DEPOIMENTO DAS IRMÃS CONCEPCIONISTAS DE PIRACICABA



Pe. Vicente chegou em Piracicaba em 1981 e foi nomeado nosso capelão. Era um sacerdote exemplar, sempre chegava na hora certa para celebrar a santa missa. Era pároco no bairro bem pobre do Itapuã. La nada estava organizado e ele, como bom administrador, com sacrifício e ajuda do povo construiu a bela igreja dedicada a São Francisco Xavier. Sua congregação, fundada na Itália por Mons. Guido Maria Conforti, já glorificado com a beatificação são os Missionários Xaverianos. Pe. Vicente sempre morou com os seus pobres, partilhando tudo que tinha, para ajudá-los.
Nossa comunidade, principalmente Madre Maria Celina, se prontificou a ajuda-lo e, como nossos generosos benfeitores, conseguimos móveis, telefone, louças, alfaias para a igreja. Sempre foi muito agradecido para com todos que o ajudaram. No natal eram distribuidas mais de 1.000 cestas. Foi contruida uma escola e um salão para as crianças carentes e outras necessidades.
Pe. Vicente foi nosso capelão por 15 anos e sempre guardamos sua memória, pois muito ajudou os pobres e nos edificou com sua alegria e coragem para enfrentar todos os trabalhos de apóstolo e missionário!
Deus o veio buscar no dia 09 de setembro deste ano de 2010 para premiar sua fidelidade e seus amor aos pobres.

Piracicaba, 12 de setembro de 2010

Madre Maria Celina da Imaculada Conceição
Superiora do Mosterio das Irmãs Concepcionistas

domingo, 12 de setembro de 2010

Padre Vicentão foi pro céu de bicicleta


PADRE VICENTÃO FOI PRO CÉU DE BICICLETA


Claudinei Pollesel



Padre Vicente Tonetto, o Padre Vicentão do Itapuã, o "pai dos pobres", morreu no último dia 09 de setembro em sua cidade natal, San Doná di Piave, na Província de Veneza, Itália.

Era missionário Xaveriano e atuou por muitos anos na Diocese de Piracicaba, nas Paróquias de São Francisco Xavier, no Itapuã; Imaculado Coração de Maria, na Paulicéia e Sagrado Coração de Jesus, em Saltinho.

Estava em viagem de férias, comemorando as bodas de ouro, 50 anos, de sua ordenação sacerdotal. Quiz celebrar esta data tão significativa junto de sua família e amigos italianos, mas logo nos primeiros dias de sua chegada á San Doná, em Veneza, foi vítima de uma grave acidente ciclístico, que culminou com sua morte, após longa e sofrida internação.

Vicente Tonetto nasceu em San Doná di Piave, Veneza, em 28 de outubro de 1927, era filho de Luigi e Maria Biason. Teve 12 irmãos, sendo uma de suas irmãs também religiosa.

Sua vocação sacerdotal e missionária surgiu após a visita de um tio que era padre xaveriano na China. Nesta época Vicente estava com 18 anos e passou a ser aconselhado e acompanhado pelo pároco de sua comunidade, em Calvecchia.

Após dois anos ingressou no seminário de Vicenza . Foi ordenado padre em 16 de outubro de 1960, em Parma, na Casa Mãe dos Missionários Xaverianos.

Dois anos após sua ordenação, em 1962, foi destinado ao Brasil. Aceitou com alegria esta missão e integrou-se de tal forma que jamais aceitou ser transferido ou retornar definitivamente á Italia, contrariando até mesmo ordens superiores. Aqui permaneceu por quase 50 anos.

Após breve passagem pelo Rio de Janeiro onde aprendeu um pouco de portugues. atuou em muitas cidades do norte do Paraná, entre elas: Laranjeiras do Sul, Ortigueira, Janiópolis, Goioere, Londrina e Curitiba.
Em 1981 foi destinado á Piracicaba, onde foi o construtor, idealizador e primeiro pároco da Paróquia São Francisco Xavier, no Itapuã, lá permanecendo por 17 anos. Naquele época este bairro não tinha nenhuma estrutura ou condições de acolher a nova paróquia e acomodar o pároco e Padre Vicentão começou do nada. Contruiu a igreja e a casa paroquial operando verdadeiros milagres, driblando a falta de verbas e a total carencia de recursos. Tornou-se um verdadeiro Robin Hood, buscando entre os mais ricos e políticos influentes, as condições que o Itapuã precisava.

Além da matriz fundou outras 18 comunidades/capélas. Foi capelão das Monjas Concepcionistas, na Vila Rezende por 15 anos. Estas irmãs de clausura contribuiram muito com as obras sociais do Pe. Vicente. Madre Maria Celina, atravéz de sua rede de benfeitores, socorria as necessidades urgentes de seu capelão e confessor.

Em 2007 foi pároco, por alguns meses, em Saltinho. Nesta cidade, ele e sua bicicleta, companheira de suas inúmeras visitas pastorais. marcaram profundamente a vida dos paroquianos, com seu trabalho humilde e dedicado aos mais pobres. Sua figura esguia, sua barba branca e seu inseparável boné, pilotando uma bicicleta, acompanhado por alguns moleques, ficará na mem´ria dos saltinhenses por muito tempo. Seu trabalho humilde e dedicado aos mais pobres marcou profundamente a cidade tanto que a Camara Municipal de Saltinho outorgou-lhe o título de "Cidadão Saltinhense" em 2008.

Atualmente era vigário na Paulicéia, na Paróquia Imaculado Coração de Maria, onde continuou seus apostolado até á vespera de sua viagem de férias que o levaria á morte.

Em todos os locais em que atuou foi chamado de "pai dos pobres", devido á sua opção clara e inequívoca por esta parcela do povo sofrido. Não media esforços pessoais, sacrificando seu tempo e seus parcos recursos para socorrer quem o procurasse. Fosse para comprar comida, remédio, pagar a luz ou a água, ou tábuas para fazer um barraco na favéla. Não questionava, atendia e pronto. Se o pobre tivesse frio dava a própria blusa.

Quando não tinha o valor recorria á amigos e benfeitores que o socorriam. Nunca teve pudor em pedir, até por que nunca pediu nada para si . Foi vítima de aproveitadores em muitas ocasiões que percebiam sua inocencia e total falta de malícia e tiravam proveito disso.

Não era fã de automóveis, mas apaixonado por motos e nem sempre tomava os cuidados necessários ou mesmo utilizava capacete. Preferia seu velho "boné".

Acidentou-se várias vezes, sofrendo várias escoriações e quebraduras.Em 2000 sofreu um assalto em Londrina e levou um tiro por que não quiz entregar a moto ao ladrão. Em outras ocasiões teve a moto roubada e devolvida , quando o ladrão descobria que a moto era do Padre Vicente. Recebia a moto e um pedido de desculpas. Perdoava e aconselhava o ladrão.

Padre Vicentão era polêmico e nem sempre bem compreendido por seus confrades e amigos. Mas mesmo seus críticos são unanimes em reconhecer seu amor incondicional aos mais pobres e necessitados, sua fé inabalável e sua dedicação á Igreja. Quando falava de Nosse Senhora dava a impressão de falar da própria mãe. Sua devoção mariana contagiava e emocionava.

Um padre humilde, sem grandes pretensões academicas. Suas homílias eram simples, pareciam conselhos de pai ou de um amigo mais velho. Falava de coisas do dia-a-dia, dava exemplos rurais, enfim, pregava de forma que todos compreendiam, apesar de seu sotque italiano forte e de misturar portugues com italiano. Era exigente com as coisas de Deus e tinha fama de "bravo".

Disse certa vez: "Precisamos rezar para que Deus mande novos missionários; a messe é grande, mas os operários são poucos. Sem Deus não se pode fazer nada. A igreja, por sua natureza, é missionária.Passar dos 80 anos na vida missionaria não é facil. Agradeço ao Senhor por me dar forças para continuar. Prefiro conviver com os pobres e me sinto muito bem assim."

Tinha pressa sempre. Era afobado e parecia estar sempre perdendo a hora. Talvez por isso Deus quiz levá-lo ao céu de bicicleta e padre Vicentão foi pedalando ao encontro do Senhor. Pra chegar mais depressa.

Claudinei Pollesel é membro do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

MORREU O PADRE VICENTÃO - PAI DOS POBRES


PADRE VICENTE TONETTO
1927 - 2010

Saudades e Gratidão ! Piracicaba deve muito á este santo dos dias atuais...


Secretaria Geral CAMARA MUNICIPAL DE SALTINHO/SP

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO No. 004/2008
(CONCEDE TÍTULO DE CIDADÃO SALTINHENSE AO SENHOR PADRE VINCENZO TONETTO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS)



Artigo 1o. - Fica outorgado, através da Câmara Municipal de Saltinho, o título de "Cidadão Saltinhense" ao Sr. Padre Vincenzo Tonetto, natural da cidade de Veneza - Itália.


Artigo 2o. - A honraria concedida por este Decreto Legislativo, será entregue em Reunião Solene a se realizar no Dia 19 de Maio, nas dependências da Câmara Municipal de Saltinho.


Artigo 3o. - As despesas com a confecção do pergaminho honorífico, correrão por conta de dotação orçamentária própria da Câmara Municipal de Saltinho, suplementada se necessário.


Artigo 4o . - Este Decreto Legislativo entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Sala das Reuniões, 22 de Abril de 2008

MARIA DE LURDES PANDOLFO TORINA
- Vereadora -



CÂMARA MUNICIPAL DE SALTINHO

Estado de São Paulo



VINCENZO TONETTO

Nascido em 20/10/1927

Cidade: São Dona de Piá – Itália
Em missão no Brasil, após curta permanência da adaptação foi apresentado a Diocese de Piracicaba atuando com Pároco da Igreja São Francisco no Bairro Itapuã de Piracicaba por mais de oito anos.
No dia 26 de Maio de 2.007 foi apresentado em Saltinho as pastorais e movimentos Religiosos, e na noite do dia 30 de Maio tomou posse como Vigário da Paróquia Sagrado Coração de Jesus através de decreto do Ver. Bispo Diocesano Dom Fernando Mason.
Pe. Vincenzo (Vicente) como era chamado durante esse curto prazo conquistou o coração dos Saltinhenses, com trabalho humilde e dedicado aos serviços de nossa Igreja viva, levou avante a missão confiada.
Reativou as pastorais, movimentos religiosos, e atraiu voluntários a serviço da Igreja.
Ampliou a Igreja templo com diversos locais de atendimento a serviço da comunidade, conseguiu através de campanha a compra dos bancos da Igreja Matriz.
Organizou algumas Capelas com a formação de comissão administrativas.
Pe. Vincenzo (Vicente) em poucos meses conseguiu com seus ensinamentos elevar nossa Igreja junto as famílias de nossa cidade.







"Padre Vincenzo Tonetto (missionario Saveriano)
P. Vincenzo Tonetto è originario di Calvecchia, dove è nato nel 1927 (erano 13 fratelli!). È rientrato in Italia per curarsi la frattura di un femore, provocata da una caduta in moto durante la visita ad una favela di Londrina (il giorno delle Ceneri 2004), città dello stato del Paranà, in cui è parroco da quattro anni, assieme ad un altro confratello saveriano italiano.

Il germe della vocazione missionaria di p. Tonetto si è sviluppato in seguito alla visita di un parente, missionario saveriano in Cina. Vincenzo ha già diciotto anni e da principio viene scoraggiato dall’allora cappellano di Calvecchia (non era ancora parrocchia) ad intraprendere la strada delle missioni. Due anni dopo, però, entra nel seminario saveriano di Vicenza; nel 1960 viene ordinato sacerdote a Parma (sede della casa madre di questo ordine religioso) e nel 1962 parte per il Brasile.
Dopo la prima esperienza missionaria tra gli indios della foresta dello stato del Paranà, per diciassette anni opera nell’attiguo stato di San Paolo, a Piracicaba (che significa “Dove il pesce muore”), dove pian piano costruisce le varie opere parrocchiali. Viene poi destinato a varie altre parrocchie.
Dal 2000, a Londrina (la città del caffè) gestisce la Parrocchia dei “Cinque congiunti” (quartieri). La città di circa 300.000 abitanti è abitata da gente povera. Molti sono i disoccupati e quelli che vivono alla giornata, con lavori nelle aziende locali. P. Vincenzo viene chiamato dalla sua gente “il papà dei poveri”, che incontra numerosi nelle sue continue visite.
Le attività parrocchiali sono le più diverse: sacramenti, pastorale vocazionale e sociale, corsi di preparazione ai battesimi, aiuto ai poveri, visite agli ammalati; c’è inoltre la guida alle comunità di base, cioè gruppi di famiglie che si incontrano per la gestione di problemi sociali e la meditazione del Vangelo…
Un grave problema che stanno vivendo è quello delle numerose sette, che riescono ad accalappiare le persone con le basi di fede meno solide, allontanandole dalla chiesa cattolica con promesse vane. Capita allora che su circa 50.000 abitanti facenti parte di questa parrocchia, l’80 % sono cattolici “ufficiali”, ma molto meno sono i praticanti…
“Se dovessi nascere,” - conclude p. Vincenzo - “sarei ancora missionario, e saveriano. Bisogna pregare perché Dio mandi nuovi missionari: la messe è molta, ma gli operai sono pochi… Senza di Lui non si può fare nulla: la Chiesa è per sua natura missionaria”.


"Ricordiamo nella preghiera e con affetto il nostro missionario p. Vincenzo Tonetto, saveriano, nato a Calvecchia il 28 ottobre 1927 e partito per le missioni del Brasile nel 1962.Ha celebrato la S. Messa in Duomo, in occasione della Giornata Missionaria, il 18 ottobre 2009, prima di ripartire per Piracicaba (Brasile).Recentemente è rientrato in Italia per festeggiare il suo 50° di sacerdozio (fu ordinato sacerdote a Parma, nella sede della casa madre dei Saveriani, nel 1960), ma ha subito un grave incidente stradale. Si trova ora nel reparto di rianimazione nell’Ospedale di San Donà.
Così ha scritto l’anno scorso a maggio, prima di rientrare a San Donà:“Passati gli 80 la vita missionaria non è facile. Ringrazio il Signore che ci dà la forza di continuare… Vedrò se posso venire in Italia… il viaggio è molto lungo e stanca… Preferisco convivere con questi poveri e mi sento bene.”