terça-feira, 27 de janeiro de 2009

MUSEU HISTÓRICO E GALERIA SACRA DOM ERNESTO DE PAULA




Em 2009 comemorou-se 110 anos de nascimento de Dom Ernesto de Paula 1º. Bispo de Piracicaba.
Paulistano, filho de imigrantes italianos. Ordenado padre e sagrado bispo na cidade de São Paulo.
Como bispo, teve rápida passagem por Jacarezinho/PR, sendo transferido para Piracicaba, tomando posse em 08 de setembro de 1945.
Em Piracicaba criou paróquias, ordenou padres, instalou congregações religiosas, mosteiros e construiu o patrimônio da Diocese recém criada.
Mas a maior e mais polêmica de suas obras foi a construção da Catedral de Santo Antonio. Setores tradicionais e mesmo os contrários á Igreja nunca perdoaram o bispo por ter ordenado a demolição da antiga matriz. Com muita dificuldade e enfrentando resistências, inaugurou a nova matriz em 1950, por ocasião do jubileu de ouro de ordenação sacerdotal de Mons. Rosa, figura mítica da cidade.
Inesperadamente, em 1960 renunciou ao governo da Diocese de Piracicaba. Alegou problemas de saúde e retornou á capital e á casa de seus irmãos. Tornou-se emérito de Piracicaba e titular de Gerocesaréia. Espanto geral pois a idade de aposentadoria de um bispo é aos 75 anos e Dom Ernesto tinha ainda 60 anos. Para seu lugar foi escolhido o padre campineiro, Aniger Francisco Maria Melillo.
Após cinco anos sem atividades foi incumbido pelo cardeal de São Paulo para exercer funções burocráticas na Cúria e tornou-se capelão da Capela Santa Luzia e Menino Jesus, na Rua Tabatinguera, onde permaneceu até sua morte em 31 de dezembro de 1994. Neste período de ociosidade escreveu dois livros de incrível valor histórico: “Reminiscências” e “São Paulo do meu tempo”. Hoje consideradas obras raras pelo seu preciosismo histórico.
Foi sepultado na cripta da Catedral da Sé. O mais natural teria sido seu sepultamento na Cripta da Catedral de Piracicaba, local este idealizado pelo próprio Dom Ernesto como local de sepultamento dos Bispos de Piracicaba. Mas o velho bispo manifestou esta sua última vontade por escrito para que não houvesse dúvidas ou divergências. Existiu um esforço por parte de Dom Eduardo Koaik para que seus restos mortais fossem transladados para Piracicaba, mas sem êxito.
A cidade de Piracicaba prestou algumas homenagens á Dom Ernesto. Colocou seu nome em uma rua e concedeu o título de cidadão piracicabano. A cidade de São Paulo o homenageia em uma praça.
Mas, na cidade de São Roque/SP existe algo maior, o MUSEU HISTÓRICO E GALERIA SACRA DOM ERNESTO DE PAULA. Muitos de seus pertences, fotos, documentos, paramentos e relíquias estão neste museu particular. Localizado na zona rural de São Roque, na divisa com Mairinque/SP, é de difícil acesso, por estrada de terra, íngreme e cheia de curvas.
Sr. Roque de Castro, dono do sítio e da casa centenária que abriga o museu, recebeu dos irmãos de Dom Ernesto e do Padre Avelino, seu fiel secretário e amigo, parte de seus arquivos e idealizou o local. Difícil não ficar intrigado, pois estas coisas deveriam estar em Piracicaba, organizadas com rigor histórico. É parte da história da Diocese e da cidade de Piracicaba que está guardada em São Roque.
Qual seria a razão? Mágoas ou falta de zelo com a história?
Qualquer que seja o motivo, este não diminui o gesto do Sr. Roque de Castro. É digno de louvor e respeito este cuidado e carinho para com os pertences de Dom Ernesto de Paula.
Além de tornar sua própria casa em museu conseguiu que a Câmara Municipal de São Roque colocasse o nome de Dom Ernesto de Paula na estrada que leva até lá.
Anualmente, em julho, reúne centenas de pessoas para um dia todo de festividades em torno da figura do bispo emérito de Piracicaba. O dia começa com a fanfarra de Mairinque executando números sacros e profanos; logo após é celebrada a missa na Capela de São Miguel, anexa ao museu.
Vale a visita!
(Claudinei Pollesel, do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

o centenário da família Pollesel no Brasil

Publiquei este material em homenagem ao centenário da chegada de Fortunato Pollesel, Regina Gobbo e dois filhos, Giovanni e Elisabetta.

"É muito rico, sem dúvida, e detalhado com informações das mais precisas, o relato do Professor Claudinei Pollesel, a respeito da família. Já no início se nota o esmero com que o assunto foi tratado, e mais ainda o cuidado que o autor tem para motivar a exatidão dos seus dados e das suas informações. Fazem parte do livro transcrições de documentos originais da época, encontrados nos cartórios e nas repartições públicas, que atestam a veracidade e a exatidão da busca. Além disso, com riqueza impressionante;
O link direto para o nosso acervo é http://www.bancavitoriaregia.estantevirtual.com.br"

IMIGRANTES ITALIANOS QUE VIERAM NO VAPOR MANILLA EM 30 DE OUTUBRO DE 1897



á direita, imagem do vapor Manilla.


















“RELAÇÃO DOM EMIGRANTES QUE PARTEM HOJE A BORDO DO VAPOR MANILLA NESTE PORTO, EMBARCADOS PELA NAVEGAZIONE GENERALE ITALIANA, COM DESTINO A SANTOS, POR CONTA DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO.

951 passagens inteiras
180 passagens meias
191 passagens quartas
184 passagens grátis
total 1506 cabeças

ALBERTI – ANDRETTO – AMBROSINI – ALFONZINI – ACARI – ARAGONA – ALESSANDRO – ANDREAZZA – ARDENTI

BERTAGNOLI – BRAGAVINI – BISELLO – BUZZI – BELUFFI – BOLZANI – BRIGATTO – BERTAGNOLI BULOLA – BECCATO – BETTA – BICCHI – BASSALI – BERTO – BOTOLUZZI – BALDISSIN – BOTTAZZOLI – BONARDI – BOSCHETTI – BERTAZZA – BORELLI – BORALI – BOLLANI ­– BELLINI – BRAGA –BAZZAGLIO – BONA – BRIGNOLI – BOLZAN – BARADELLA – BANDCERA – BATTISTINI – BANELLA – BERGONI – BIANCHINI – BAGLIONI – BONETTI – BOTTA – BERTON – BENEDETTI – BALDI - BONETTI

CALZOLAR I – CEVOLANI – CAFFARI – CALCIOLARI – CARLESI – CORTI – CAMANI – CAPPELINI – CREOLA – CEGOGNINI – CONSANI – CECCARELLI – CAPPELOZZA – CASTELLINI – CERGOLINA – COIAZET – CARNIEL – CONTARINI – CARMINATTI – CARNEVALLI – CORBELLINI – CORNELLI – CLAUBONI – COLANGELI – COLANGELI – CICCOLANI – CALICCIA – CAPATI – CAPATI – CAPUNTO CALISCI – CLERICI – CORRADI – COLANGELI – CROTTI – CASANOVA – CASTALDI - CASTELUCCIO

DANESE – DIOLI - DELLASERA – DEANTONI – DARELLI – DE SANTRI – D’AGNONE – D’AMÉLIO – D’ESTEFANO – D’ONOFRIS – DONATO – D’AMMICO – DI RIS – D’AMBROSIO – DI MARTINO – DELIBERALI – DAL´LARA

EVANGELISTA – ESPOSITO

FACCHETTI – FRITTOLI – FERRARI – FERRARI – FERRARI – FRANCHINI – FRANZINI – FAMBOLATO – FONTANA – FAGGI – FABBRI – FACCHIA – FAVARO – FRANZOSI – FAVA – FAGGION – FENI – FRATUS – FOGLIENI – FINAZZI – FERRARI – FACCHINETTI – FRANCESCONI – FOGA – FRATI – FOGOLIN – FRESCHI – FRITTOLLI – FASANI – FIORAVANTI – FIORENTINI – FERRI –FROLLINI – FIORI – FASSI – FIGERI – FORMENZOLI – FINOCCHIO – FIORI -

GORLAGHETTI – GIUSTI – GEREVINI – GENNARI – GARBERIO – GANDOLFINI – GABOARDI (5) – GINI – GARBINI – GARBIM – GATTI – GUARNIERI – GIULIANI – GIAMORIO – GRINALDI – GRISCIOLI

IPIGAI – IPURIO – IVES – IPPOLITO

LEREGNI –LAVEZZI – LUI – LONARDI –LOMMAGGIO – LUI – LORENZI – LOCATELLI – LORENZI – LORANDI – LUCCINI – LORENZONI – LEONE – LUCIATORA - LUCCARINI

MANFREDI – MALVESTIA – MANFRINATO – MANFREDINI – MERLIM – MISSON – MARCHESI – MARTINELLI – MALPELI – MEZZOLI – MONTRANI – MANDELLI – MARCELLINI – MARIOTTI – MILANESI – MARINARI – MASIERO – MIOTTO – MEINESCHMEDT – MADELLA – MOSCIATTI – MODENA – MONTANARI – MASSOLA – MASSOLA – MARINI – MOLINARI – MENEGATTI – MICHELETTI – MARON – MARON – MARON – MASSINI – MANELLI – MARSELLINO – MANTONI – MACCHIONE – MORAIA – MASTROCINQUE – MACHIARERMO – MILANO – MENEA – MANCINI - MECHIELINI

NERI – NOCERINO – NOCERINO – NOCERINO –

OLDRIGHI – ONETA – OGNELI – ONAGLIA – OIELI - OSCISETTI

PINFARI – PICHETTI – PEGORINI – PEDRIZZI –PASTR0 – PRAVATO – PASTRE – POLLESEL (5) – PIRON – POLETTI – POLI – POZZAGLIA – POLLASTRINI – PIM – PASQUALINI – PETTORI – PETTORI – PAOLUZZI – PASSACANTILI – PALOCCI – PRONI – PORATI – PERUZZI – PADUANO – PIPOLA – PELEGRINI

RAPHARELA – RUFFONI – ROMAGNOLI – ROBECCHI – ROSSATO – RAMUCCIOTTI – ROSSI – RAFFAINI – ROSSETO – RODOLFI – ROSSI – RADDESTRA – REA – RUGGIERO

SPOLTI – SALVESTRINI – SCANDOLARA – SANDRESCHI – STEFANON – SPAGNA – SPARAGRAN – SERUGHETTI – SCALARI – SIGNINI – SACCHI – SANTINI – SCACCIA – SCULIO – SANTINI – SUPERTI SCACCHI

TORI - TEODORI – TROMBINI – TORI – TURCHI – TORI – TEODORI – TROMBINI – TORI – TRAMBAIOLO – TOSETTO – TRUCCI – TRAVISAN – TACCARELLI – TOSSI – TRENTA – TEBALLI – TORO – TERRENZI – TORALDO – TORIO - TONCIN

UBERTI - UGGERI

VERSETTI – VERZOTTO – VALERANI – VIVIANI – VESSOLA – VENTURINI - VIGNOLI – VALENTINO – VETTORI

ZANARDI – ZACCAGNINI – ZACCARIOTTO – ZACCNI – ZAMBELLI – ZUCHELLI – ZILIANI –ZANGARINI – ZACCARINI – ZUCCHINI

“CERTIFICO SER VERDADEIRA A PRESENTE RELAÇÃO EM ORIGINAL CONSTANTE DE MIL QUINHENTOS E SEIS (1506) EMIGRANTES QUE COMO SSAGEIROS DO VAPOR "MANILLA” PARTEM HOJE COM DESTINO AO ESTADO DE SÃO PAULO POR CONTA DO CONTRATO DE 07 DE MARÇO DE 1896 CELEBRADO ENTRE O GOVERNO DO REFERIDO ESTADO E OS SRS. A. FIORITA & CIA. E QUE TAES EMIGRADOS DESEMBARCARIAM SEM NADA HAVEREM PAGO PELAS PRÓPRIAS PASSAGENS E NEM SOB QUALQUER OUTRO PRETEXTO.
E PARA CONSTAR ONDE CONVIER, A PEDIDO DA COMPANHIA DE NAVEGAÇÃO GERAL ITALIANA MANDEI PASSAR O PRESENTE CERTIFICADO QUE ASSGNEI E FIZ SELLAR COM O SELLO DESTE CONSULADO GERAL DA REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL EM GENOVA.
Genova, 10 de outubro de 1897”

POLESEL, POLLESEL, POLEZEL, POLIZEL, POLEZER, POLEZELLI, POLESELLO


POLESEL, POLLESEL, POLEZEL, POLIZEL, POLEZER, POLIZELLI, POLESELLO

As diferentes formas de grafia do nosso sobrenome estão presentes desde os primeiros registros religiosos e civis de nossos antepassados.

A escrita POLESEL é a mais antiga e aparece desde o século XVI na certidão de batismo de Marco, que nasceu em 1595 e na de seus descendentes : Mattio (1633 -1698), Giuseppe (1674), Ângelo (1709 – 1782) e Andréa (1734 – 1820).

Com Giácomo , filho de Andréa, aparece pela primeira vez a forma POLLESEL, que passa aos seus descendentes: Giuseppe (1793), Pietro (1831) e Fortunato (1870 – 1930).

Com um único exemplo é possível mostrar a confusão que a Igreja e depois os cartórios de registro civil, faziam (e fazem!), com relação á grafia do nosso sobrenome:
Gio Batta nasceu em 1775 e é batizada como POLESELLO, mas seu avo Angelo (1709) é POLESEL, seu filho Sebastiano (1739) é POLESEL e seu neto VINCENZO (1827) é POLLESEL.
Fica evidente neste exemplo que a falta de consenso sobre a foram correta de escrita remonta ás mais distantes origens e perdura até hoje. Podemos ir além e afirmar que nunca existiu uma forma única do nosso sobrenome, que pudesse ser tomada como referencia.

No Brasil, com os descendentes de Fortunato e Regina, aconteceu uma verdadeira “babel” de variações de grafia. Vejamos:
Catarina (Catineta) foi registrada como POLIZZEL; foi batizada como POLIGER e no casamento e óbito consta POLEZEL.
Benedita Bárbara ( Dita) foi registrada como POLEZEL e batizada como POLIZEL.
Romão Domingos foi registrado como POLESEL; batizado como POLESELLI e no óbito consta POLISELLI.
Jose (Bepin) foi registrado como POLESEL; batizado como PELIFEL;no casamento civil é POLESEL e no religioso POLIZER; no óbito é POLISEL.
Victorio foi registrado como POLESEL, batizado como PELIZER e no óbito, POLISEL.
Romão ( Romano) foi registrado como POLISEL e batizado como POLLESEL.
JORGE
IRINEU foi registrado como POLESEL e no casamento consta POLEZEL.
NELLO, na certidão de óbito consta POLEZELLI.

É curioso notar que verificando as várias assinaturas de Fortunato, colhidas em situações e épocas diferentes, em nenhuma ele escreve POLLESEL e sim POLEZEL. O mesmo acontece com Giovanni (joanin) e Elisabetta (Elisa).
Este fato aconteceu por que a pronúncia, independente da escrita, é idêntica e a escrita com a letra “Z” e um único “L” é mais próxima da realidade brasileira e da língua portuguesa.

Nossos “primos” que estão em outros países (Argentina, Venezuela, EUA, Canadá, França, Suissa e Austrália) mantiveram as grafias POLLESEL e POLESEL. Também na Itália permanecem somente estas duas formas.

Em 1997, para me adaptar ás exigências italianas para reconhecimento de cidadania, pedi a retificação do meu sobrenome de POLEZEL para POLLESEL. Meus filhos foram registrados com a versão corrigida.
Outros primos pediram a correção pelos mesmos motivos.
Assim, 100 anos após a chegada de nossa família ao Brasil a grafia POLLESEL volta á ser utilizada.

Quanto a localização geográfica nossos antepassados viveram sempre em Treviso, província do Veneto, região norte da Itália. Viviam no distrito de Bibano, município de Godega di Sant’Urbano, mas no final do século XVIII houve a migração de Andréa (1734 – 1820) para o distrito de Francenigo, município de Gaiarine.
Os livros paroquiais atestam que Andréa nasceu em Bibano em 1734, mas quando morreu, em 1820, residia em Francenigo:

“ 7 agosto 1820
Andréa di Ângelo Pollesel e Maria Rosada, di anni 88, cattolico, villico, nato in Biban e domiciliato in Francenigo, in casa sua .... munito di Santissimi Sacramenti di Confessione, comune, Oglio Santo, Benedizione Papale e Raccomandazione dell’anima, jer mori e in quest’oggi fu sepellito nel cimitero di quest’oggi fu sepellito nel cemitero di questa Parrochiale, a cui furono fatte lê solite esequie da me Francesco Chies, Arcipretee da miei Sacerdoti.”
(Dal libri dei Morti della Parrochia di San Tiziano in Francenigo di Gaiarine – TV)

As gerações seguintes: Giacomo (1674), Giuseppe (1793), Pietro (1831) e Fortunato (1870 – 1930) são todas naturais de Francenigo e, com exceção de Fortunato, todos também morreram e foram sepultados neste pequeno distrito.

Dom Ernesto de Paula, primeiro Bispo de Piracicaba e o clero




foto de retiro de agosto de 1953
sentados: esquerda p/direita
Mons. Manoel Rosa -1º paróco da Catedral
Dom ernesto de PAula - 1º bispo da Diocese de Piracicaba
Pe. Cursino de Moura - Jesuíta - pregador do retiro
logo acima da esquerda p/direita:
Mons.Francisco Mustchele/Mons.Cecilio Cury/Mons.martinho Salgot/Cônego Alécio Adami/Côn. Luiz Perroni/
Pe. João de Echebarria/ Mons. Romário Pazzinotto.
depois:
Pe.Oscar Ferraz do Amaral/Pe. Antonio Anacheto Brandão/Mons.José Conceição Paixão/Pe.Floriano Colombi/Côn.Luiz Talassi/
Pe.Ivo Figoretto/Mons.Luiz Coelho Mendes/
e os 2 no alto
Pe.Victório Freguglia e Mons. Luiz Gonzaga Juliani

DA INFANCIA NO CHICÓ AO TERÇO NA ACLIMAÇÃO


Da infância no Chicó ao terço na Aclimação.
- pequeno histórico da minha amizade com os missionários Xaverianos –
claudinei,Pe. Luigi Médici e Federica Ferro.






Conheci os padres xaverianos em 1982. Eu tinha 14 anos quando minha família mudou-se para o bairro do Campestre em Piracicaba/SP. Tanto o campestre como o chicó são comunidades rurais e suas respectivas capelas (Nossa Senhora Aparecida e São José) pertencem á Paróquia Imaculado Coração de Maria, na Paulicéia, dirigida há muitos anos pelos missionários xaverianos.
Na paróquia anterior já freqüentava grupos de jovens e tinha uma vivência na igreja. Fui coroinha dos Frades Capuchinhos na Fazenda Taquaral e do Padre Joaquim de Paula Correa, no Piracicamirim.
Apesar de morar no campestre acabamos por freqüentar o chicó, meus pais, eu e meus irmãos solteiros, a Ana e o João.
Conhecemos nossos novos vigários: Pe. Zezinho (Giuseppe Chiarelli) e Pe. Zelão (Jose Ibanes Serna) e retomamos nossa vida de comunidade. Desde o inicio relatei ao Pe. Zezinho meu desejo de tornar-me padre e ele me convidou á freqüentar a Casa Paroquial da Rua Antonio Bacchi, 1065, onde funcionava o Seminário Xaveriano. A partir daí todos os meus finais de semana passei na rotina do seminário ou dentro do fusquinha dos padres, indo com eles nas visitas de todo o tipo.
Com a chegada do Pe. José Eugenio entrei neste seminário e ai permaneci durante todo o colegial. Estudava á noite e trabalhava como secretário paroquial durante o dia. Já em dúvida quanto a minha vocação sacerdotal pedi para ingressar no seminário da Diocese de Piracicaba em Santa Bárbara d'Oeste, quando então cursei o primeiro ano de filosofia na PUC de Campinas.
Sai do seminário e retornei ao Campestre. A admiração e a amizade pelos xaverianos nunca terminaram, pelo contrário, aumentaram cada vez mais.
Casei-me com a Dalva em 1992 re temos o Ezequiel e a Victória.
Mudamos para São Paulo, capital, e meu trabalho fica próximo da casa regiona dos missionários xaverianos, na Vila Mariana e mantenho contato freqüente com os padres que ai residem: Pe. Luiz Médici, Pe. Giovanni Murazzo, Pe. Jorge Villagomes Reyes e Pe. Diego Pelizzari.
Alguns dias por semana, eu e o Pe. Giovanni Murazzo, vamos ao Parque da Aclimação, de manha, onde caminhamos alguns quilômetros e rezamos o terço. Foi durante estes encontros matinais que lhe expus a idéia deste livro , e recebi sua aprovação com entusiasmo. Afinal meu argumento era forte: 60 ANOS DE VIDA SACERDOTAL NÃO PODERIA PASSAR EM BRANCO. Além do mais, não foi difícil convencê-lo, pois o Pe. Murazzo nutre carinho filial pelo Pe. Luiz Médici, pioneiro dos Xaverianos no Brasil e homenageá-lo nesta data festiva estava em seus planos como superior regional.
Mesmo ciente dos meus limites encarei com muito amor a tarefa de realizar este livro de homenagem, pois o Pe. Luiz Médici é um grande amigo e padre exemplar, por quem tenho imensa admiração e ilimitado respeito.
Partilhar de sua amizade é um privilégio e este livro pretende ser uma pequenina homenagem de gratidão a este padre italiano que se tornou entusiasta desta terra de Santa Cruz!
Obrigado Padre Luiz Médici! Só Deus poderá recompensá-lo por todos os benefícios físicos e espirituais que o senhor proporcionou nos locais por onde passou. Deus lhe pague e lhe conceda saúde e vida longa!
_______________________________________________________________
Claudinei Pollesel é historiador. Membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba e titular da Academia Paulistana de História e do Conselho Acadêmico do Clube dos Escritores de Piracicaba.

sábado, 24 de janeiro de 2009

JOSE ALBERTO POLEZEL - MEU PAI E HERÓI


2008
75 anos ! PARABENS!
FELICIDADES! SAÚDE!






Uma vida rica de números:
75 anos
900 meses
32.850 dias
788.400 horas
47304000 minutos
28582400000 segundos

5 filhos
12 netos
05 bisnetos

02 apelidos
nenê
desde que nasceu e até hoje
maidana
á partir da década de 70, em alusão ao goleiro do time uruguaio Peñarol,que ficou mundialmente conhecido como “homem-gato”

1933
25 de dezembro
nasce em Campinas/SP, na Fazenda da Serra, José Alberto Polezel, terceiro filho de José Polesel (Bepin) e Ana Citron. Seus pais são filhos de imigrantes italianos e trabalham duro na lavoura de café. Seus irmãos, Pedro com cinco anos e Fortunato com três anos, passam a chamá-lo de “nenê” e desde então este será seu apelido.

1934
03 de junho
Batismo de José Alberto (nenê) na Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Santa Cruz) em Campinas/SP.

“Aos três de junho de mil novecentos e trinta e quatro, nesta Matriz, o revdo. Pe. Aniger Francisco Melillo baptisou solennemente a José Alberto, nascido nesta parochia a vinte e cinco de dezembro de mil novecentos e trinta e três, filho de José Polezel e Anna Citron, elle natural de Cabras, ella natural de Campinas, residentes no bairro do Taquaral, casados na egreja do Carmo, Diocese de Campinas. Foram padrinhos Antonio Polezel e Maria Apparecida Pires. O vigário, Cônego Francisco Borja do Amaral”.

1936
16 de agosto
Nasce em Piracicaba/SP, aquela que se tornará sua esposa: Rosa Eleotéreo Caetano. É a segunda filha de Adelino Caetano e Sebastiana de Arruda.

16 de outubro
Batismo de Rosa, na Paróquia Santo Antonio, em Piracicaba/SP.

"Aos 16 de outubro de 1936 nesta Paróquia de Santo Antonio em Piracicaba/SP, o Revmo. Padre. Antonio Martins batizou solenemente a Rosa nascida a 16 de agosto de 1936, filha de Adelino Caetano e Sebastiana Arruda, ele natural desta, ela natural desta, casados na igreja da Diocese de Campinas. Foram padrinhos: Silvino Leite e Vitalina Rita de Jesus." (folha 277, livro de 1936)

1939
30 de setembro
Morre em Campinas/SP o seu bisavô, Giuseppe Citron, com 84 anos. Ele imigrou para o Brasil em 04 de novembro de 1891, a bordo do vapor Mentana, com a esposa Itália Belezze e os filhos Umberto, Livio, Maria e Ida. Ele residia e faleceu no Bairro Betel.

1941
É matriculado no Grupo Escolar da Fazenda da Serra, onde permanece por menos de um ano; tempo suficiente para aprender á ler, escrever e fazer contas.

1942
22 de junho
Nascimento de sua irmã, Anna Therezinha e morte de sua mãe, com apenas 35 anos, por complicações no parto. Suas três irmãs, Ana, Marinez e Anna Therezinha, são adotadas pelas tias paternas, respectivamente, Catineta, Dita e Elisa. Os três meninos Pedro, Nato e Nenê permanecem com o pai na Fazenda da Serra, em Campinas/SP
1947
Seu pai casa-se com Maria Eloísa Torbollo. À convite de Victorio, irmão de Bepin, mudam-se para Piracicaba/SP, no Bairro do Pinga, onde trabalham como lenheiros. Nato permanece em Campinas/SP.

1950
Mudam-se para o Bairro do Rolador, ainda em Piracicaba, onde trabalham como oleiros na olaria de Antonio Casagande.

1951
Bepin decide retornar para Campinas/SP. Pedro volta com o pai e a madrasta, mas Nenê prefere ficar, pois está namorando Rosa. Passa á morar com seus futuros sogros, Adelino e Sebastiana e permanece no Rolador.

1953
11 de abril
Casa-se com Rosa, na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus do Monte, em Piracicaba/SP.

"Aos onze de abril de 1953 na presença do Revmo. Pe. Martinho Salgot e das testemunhas José Galesi e Abilio Rocatto Tomazella receberam-se em matrimonio José Alberto Polezel e Rosa Caetano Polezel, ele com 19 anos de idade, filho legítimo de José Polezel e Ana Polezel, natural de Campinas/SP, freguez desta paróquia, ela com 16 anos de idade, filha legítima de Adelino Caetano e de Sebastiana Caetano, natural de Piracicaba/SP, fregueza de Bom Jesus do Monte."
(livro 1953 , pag. 265, n. 28 - Paróquia do Bom Jesus - Piracicaba/SP)


Neste mesmo ano, o jovem casal muda-se para Campinas/SP. Moram no bairro do Taquaral no porão da casa do tio Romano e tia Mariquinha. Nenê trabalha como servente de pedreiro e depois como frentista no posto de gasolina de seu tio e padrinho, Toninho Polezel.

1954
26 de abril
Nasce em Campinas/SP, Maria Cecília (Cila) , a primeira filha do casal.

16 de novembro
Batismo de Cila
“....no livro 14 (ano 1954) á folha 191, no. 930, de assentamentos de BATIZADOS da paróquia de Senhor Bom Jesus do Monte _ Piracicaba/SP lê-se que Maria Cecília , foi batizada no dia 16 de novembro de 1954 pelo Pe. Martinho Salgot. Foram padrinhos: Adelino Caetano e Sebastiana Caetano. ....”

1956
Retornam para Piracicaba/SP e passam á residir no Rolador, na chácara de Dona Adelina.

1957
21 de novembro
Uma grande tragédia: a morte violenta e acidental de Antonio Bento Caetano, irmão de Rosa, no olaria que trabalhavam, no Rolador, em Piracicaba/SP.

"Doloroso acidente - ontem por volta das 8.30 hs. no bairro do Rolador, em taquaral, o menor Antonio Caetano, de 10 anos de idade, filho do Sr. Adelino Caetano e de D. Sebastiana Eleotéreo Caetano, foi encontrado morto, com a cabeça prensada em uma manjora de olaria. A polícia tomou conhecimento da triste ocorrência, tendo sido instaurado inquérito em torno da mesma." (Jornal de Piracicaba, 22/11/1957).

Menos de um mês depois, em 19 de dezembro, nasce o segundo filho, José Carlos.

1958
02 de fevereiro
“....no livro 17 (ano 1958), á folha 120 , de assentamentos de BATIZADOS da paróquia de Senhor Bom Jesus do Monte _ Piracicaba/SP lê-se que José Carlos , foi batizado no dia 02 de fevereiro de 1958 pelo Mons. Martinho Salgot. Foram padrinhos: Rizzi Casagrande e Georgina M. Casagrande...”

1959
23 de março
Morre sua avó materna, Teresa Carnielli Citron, com 77 anos. Foi uma grande perda pois nenê tinha muito carinho pela sua avó “Iéia”, como era carinhosamente chamada. Além de uma grande surpresa pois ele só ficou sabendo numa das viagens á Campinas, quando bateu á porta da Rua Buarque de Macedo, 855, onde residiam seus avós.

1960
01 de setembro
Mais uma perda: morre seu avô materno, Umberto Citron, o “tchotcho”, como era chamado. Ele tinha 78 anos e faleceu na Santa Casa de Campinas.

1961
– 23 de setembro -
nasce Ana Aparecida, ainda no Rolador, na chácara de Dona Adelina.

05 de novembro
“....no livro 19 (ano 1961), á folha 151 v. , de assentamentos de BATIZADOS da paróquia de Senhor Bom Jesus do Monte _ Piracicaba/SP lê-se que Ana Aparecida, foi batizada no dia 05 de novembro de 1961 pelo Mons. Martinho Salgot. Foram padrinhos: José Galesi e Eudoxia Tomazella Galesi...”

1964
– 01 de outubro –
nasce João Luiz. A família está residindo no bairro de Dois Córregos.

25 de outubro
“....no livro 21 (ano 1964), á folha 57 , no. 610, de assentamentos de BATIZADOS da paróquia de Senhor Bom Jesus do Monte _ Piracicaba/SP lê-se que João Luiz , foi batizado no dia 25 de outubro de 1964 pelo Mons. Martinho Salgot. Foram padrinhos: Antonio Osvaldo Andreoli e Adelina Caetano Andreoli....

1968
– 30 de setembro –
nasce Claudinei, na Maternidade Amália Dedini, em Piracicaba/SP. A família está residindo na olaria de Aristides Altafin, no Rolador.

Claudinei foi batizado no dia 20 de outubro, na Paróquia Bom Jesus do Monte em Piracicaba/SP pelo Mons. Martinho Salgot e seus padrinhos foram, Jair Gobbo e Elza Penatti Gobbo.

1970
Mudam-se para a olaria de Antonio Casagrande, no Rolador.

1972
12 de maio
Morre seu pai, Bepim. Ele faleceu na Casa de Saúde de Campinas/SP á 01 hora da manhã do dia 12 de maio de 1972.

1973
17 de junho
Celebração da Primeira Comunhão de Ana Aparecida e João Luiz, na Capela São José, na Fazenda Taquaral, Piracicaba/SP. A cerimônia foi presidida pelo Frei Frederico Souza. Estão morando na Chácara Fillipini.

1974
19 de setembro
Casamento de Maria Cecília (Cila) com Daniel Fernandes do Nascimento, na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus do Monte, em Piracicaba/SP. Nenê já não é mais oleiro mas agricultor, cultivando cereais, em especial, arroz, feijão e vassoura.

1975
29 de junho
Nascimento de seu primeiro neto, Daniel Fernandes do Nascimento Junior.


1977
26 de setembro
Nascimento de sua neta Patrícia Maria do Nascimento.

1978
04 de março
Celebração do Crisma de Ana Aparecida e João Luiz, na Igreja de Nossa Senhora Aparecida, da Paróquia Bom Jesus, em Piracicaba/SP. A cerimônia foi presidida por Dom Aniger Francisco Maria Melillo, bispo diocesano.

1980
30 de janeiro
Morre Sebastiana de Arruda Caetano, sua sogra, aos 65 anos, no Hospital Piracicaba.
Em 14 de dezembro nasce sua neta Rosa Regina do Nascimento.

1981
01 de março
Começa trabalhar como encarregado na Cerâmica Paineiras, em Saltinho/SP. Mudança para a Fazenda Canadá, no Bairro Campestre. Esta fazenda está localizada próximo á Saltinho/SP e é de propriedade da família Filippini.

1984
31 de julho
Morre seu sogro, Adelino Caetano, aos 80 anos.




1986
26 de abril
Casamento de João Luiz com Elisabete Conceição Gastardello, na Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Piracicaba/SP. A cerimônia foi celebrada pelo Padre Jose Eugenio de Oliveira Menezes.
Neste mesmo ano, em 14 de maio, nasce sua neta Carina Aparecida do Nascimento.

1987
Morre seu irmão Pedro,com 58 anos, em Campinas/SP.

1988
26 de setembro
Nasce sua neta Ana Claudia Polezel.
26 de novembro
Casamento de Ana com João Arnaldo Fabiano Rodrigues, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Frades).

1990
02 de março
Nasce seu neto João Umberto Fabiano Rodrigues.

1991
09 de setembro
Nasce sua neta Luciana Fabiano Rodrigues.

1992
08 de fevereiro
Casamento de Claudinei com Dalva Severo, na Catedral de Santo Antonio, em Piracicaba/SP.

1993
10 de maio
Seu pai, JOSE POLESEL, é homenageado. Torna-se nome de rua em Piracicaba/SP, através de projeto do vereador João Manoel dos Santos, sancionado pelo Prefeito Municipal, Antonio Carlos de Mendes Thame.

11 de abril

"os filhos e filhas Maria Cecilia. José Carlos, Ana Aparecida, João Luiz e Claudinei; os genros e noras Daniel, Fátima, João, Elisabete e Dalva; os netos e netas, Junior, Patricia Maria, Rosa Regina, Carina Aparecida, Denilson, Edson, João Umberto, Luciana, Ana Claudia e Luiz Gustavo, convidam V.Sa. e Ilma. família para a celebração Eucarística em ação de graças pelo 40o. aniversário de casamento de JOSÉ ALBERTO e ROSA á realizar-se ás dezesseis horas do dia onze de abril de um mil novescentos e noventa e tres, Domingo de Páscoa, na Igreja Matriz do Imaculado Coração de Maria, em Piracicaba/SP. A cerimônia será presidida pelo Revmo. Padre Mons. José Nardin.
"Assim já não são mais dois, mas uma só carne. portanto o que Deus uniu, o homem não separe." (mt, 19,6)





1994
27 de abril
Nasce seu neto, Ezequiel Henrique Severo Pollesel. Neste mesmo ano muda-se do Campestre para a cidade vizinha de Saltinho/SP. É a primeira vez que moram em casa própria.

1997
17 de janeiro
Nasce sua neta, Victória Maria Severo Pollesel, em Piracicaba/SP.

11 de novembro
Missa em ação de graças pelos 100 anos de chegada da Família Pollesel no Brasil, na Capela do externato São João Batista, em Campinas/SP.

27 de novembro
Lançamento do livro “O CENTENÁRIO DA FAMÍLIA POLLESEL NO BRASIL” de autoria de Claudinei Pollesel, no SESC de Piracicaba/SP.


1998
21 de fevereiro
Casamento de sua neta Patrícia Maria do Nascimento com Alceu Castro Silva. Em 19 de março (dia de São José) nenê sofre grave acidente de trabalho, sendo prensado entre o chassi e a caçamba do caminhão. Sua recuperação foi lenta mas total.

1999
03 de fevereiro
Nasce sua primeira bisneta, Juliana Castro Silva. Neste mesmo ano consegue aposentar-se como motorista.

2000
02 de fevereiro
Casamento de seu neto Daniel Fernandes do Nascimento Junior com Elaine Aparecida Candiotto, em Limeira/SP.

2002
02 de fevereiro
Casamento de sua neta Rosa Regina do Nascimento com André Luciano Leme Souza, em Piracicaba/SP.

2003
06 de abril
Missa de 50 anos de casado, Bodas de Ouro, celebrada na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Saltinho/SP, pelo Padre Tobias Negri.

"os filhos e filhas: Maria Cecília, José Carlos, Ana Aparecida, João Luiz e Claudinei; os genros e noras: Daniel, Fátima, João Arnaldo, Elisabete e Dalva; os netos e netas: Junior/Elaine, Patrícia Maria/Alceu, Rosa Regina/André, Carina, Denílson, Édson, João Umberto, Luciana, Ana Claudia, Luiz Gustavo, Ezequiel Henrique e Victória Maria; a bisneta: Juliana, convidam para a Celebração Eucarística em ação de graças pelas BODAS DE OURO, 50 anos de feliz união conjugal de José Alberto (nenê) e Rosa.
data: 06 de abril de 2003
Horário: 08h30min hs.
Local: Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Saltinho/SP
Celebrante: Padre Tobias Negri"

25 de dezembro
Festa dos 70 anos com a presença de muitos amigos e parentes.

2004
20 de abril
Nascimento de sua bisneta, Larissa Aparecida Souza, falecida precocemente em 29 de abril deste mesmo ano.

2005
19 de fevereiro
Nasce sua bisneta Julia Maria Castro Silva.

17 de julho
Acontece em sua residência, em Saltinho/SP, o 2º. Encontro da Família Pollesel, que reuniu quase uma centena de parentes e amigos.

2008
25 de dezembro
75 anos – Parabéns! Muitos anos de vida!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

AVE MARIA - 07 idiomas


Latim
Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum:Benedicta tu in mulieribus et benedictus fructus ventris tui Jesu.Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus,nunc et in hora mortis nostrae.Amen.

Português
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,E bendita sois vós entre as mulheres ebendito é o fruto de vosso ventre, Jesus.Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte.Amém.

Italiano
Ave Maria piena di grazia, il Signore è con te.Tu sei benedetta tra le donne ebenedetto è il frutto del tuo seno Gesù.Santa Maria, Madre di Dio, prega per noi peccatori,adesso e nell'ora della nostra morte.Amen

Espanhol
Dios te salve María llena eres de Gracia, el Señor es contigo.Bendita eres entre todas las mujeresy bendito es el fruto de tu vientre Jesús.Santa María, Madre de Dios, ruega por nosotros los pecadoresahora y en la hora de nuestra muerte.Amén.

Francês
Je vous salue, Marie pleine de grâce, le Seigneur est avec toi.Tu es bénie entre toutes les femmes et Jésus, le fruit de tes entrailles, est béni.Sainte Marie, Mère de Dieu, prie pour nous, pauvres pécheurs, maintenant et à l'heure de notre mort.Amen.
Inglês
Hail Mary, full of grace, The Lord is with thee;Blessed art thou among women andblessed is the fruit of thy womb, Jesus.Holy Mary, Mother of God, pray for us sinners now and
at the hour of our death.Amen.

Alemão
Gegrüßet seist du, Maria, voll der Gnade, der Herr ist mit dir.Du bist gebenedeit unter den Frauen,und gebenedeit ist die Frucht deines Leibes, Jesus.Heilige Maria, Mutter Gottes, bitte für uns Sünder jetz tund in derStunde unseres Todes.
Amen.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Padre Vicente Melillo - Herói da caridade






A figura ímpar de Vicente Melillo, imigrante italiano que tornou-se advogado, escritor, comendador, vicentino, esposo, pai de onze filhos e padre aos 80 anos, sempre intrigou-me e serviu-me de inspiração em muitos momentos de minha vida. Foi exemplo de amor á Igreja e ás coisas de Deus.
Seus pais imigraram da Itália para o Brasil em 1883 quando o pequeno Vicente tinha apenas 03 meses. Fixaram residência em Campinas.
Nesta cidade Vicente estudou e formou sua família, casando-se com Regina Morato do Canto. Foi bastante atuante na vida cultural, social e religiosa de Campinas , tanto que foi redator-chefe da revista “A verdade”, redator do jornal “Comércio de Campinas” e do semanário “O mensageiro”.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela faculdade de direito de São Paulo e diplomou-se em Filosofia e Pedagogia pela Faculdade de Filosofia do Mosteiro de São Bento.
Por volta de 1920 transferiu-se para São Paulo, Capital onde atingiu altos escalões jurídicos.
Foi pai carinhoso de onze filhos, dos quais 03 faleceram na primeira idade e os outros assumiram as mais diversas funções na sociedade: Vicente de Paulo, médico e professor; Aniger, 2º Bispo Diocesano de Piracicaba; Santa, poetisa; Regina, escritora; Irene, assistente social; Zuleika, religiosa da Ordem da Visitação de Santa Maria; Auta, filósofa; Pérola, professora e historiadora.
Apóstolo ardoroso do trabalho de assistência social de Frederico Ozanan, seu trabalho como vicentino foi dos mais admiráveis e produziu frutos sólidos que testemunham ainda hoje a caridade deste imigrante italiano que fez de Campinas e São Paulo seu campo maior de ação.

ASSISTENCIA VICENTINA AOS MENDIGOS
Foi o fundador e presidente desta associação paulistana por mais de 30 anos. Mantinha atendimento médico, ambulatorial e de Serviço Social dirigido principalmente ás famílias necessitadas do bairro de Santa Cecília e adjacências em São Paulo.

ASILO DE VILA MASCOTE
Construída em área doada pelo próprio Dr. Vicente Melillo, que foi seu fundador, em 1931. Abrigou inicialmente os idosos, homens e mulheres. Depois passou a acolher doentes e crianças deficientes e abandonadas. Este asilo chegou a ter 50 pavilhões, mantendo atendimento também aos tuberculosos.
COLONIA AGRICOLA DE BUSSOCABA
Fundado em 1935 com o intuito de atender os homens, enquanto a Vila Mascote ficaria atendendo mulheres e crianças.
Hoje com o nome de Lar Bussocaba “presta assistência a idosos de ambos os sexos, raça e cor, condição social, credo político ou religião. É uma entidade filantrópica, caritativa, sem fins lucrativos.” Em plena atividade é um referencial no campo assistencial, que perpetua o nome de seu fundador e presidente.
Foi na intenção de prover esta instituição com a presença de um sacerdote que Dr. Vicente Melillo recebeu o convite de Dom Agnelo Rossi, cardeal de São Paulo, para que ele mesmo fosse o padre, tão necessário neste lugar carente da presença de Deus e de seu conforto.
Aceitou prontamente pois sua condição de viúvo permitia a ordenação sacerdotal e o exercício deste ministério, abraçado por seu filho Aniger.
Assim, aos 80 anos, em 1966, foi ordenado padre pelo próprio filho, Dom Aniger Francisco de Maria Melillo, Bispo de Piracicaba, com regalias especiais concedidas pelo próprio Papa Paulo VI: não precisou de estudos complementares, não precisava rezar o breviário, além do que foi-lhe permitido celebrar a missa totalmente em português, sendo assim o primeiro padre a receber esta licença no Brasil.
Celebrou mais de 1.000 missas em três anos de sacerdócio, falecendo santamente no entardecer do dia 03 de outubro de 1969. Recebeu a unção dos enfermos das mãos do próprio filho, Dom Aniger, as mesmas mãos que o havia ordenado padre.
A Prefeitura de Osasco prestou significativa homenagem póstuma dando-lhe o nome de AVENIDA PADRE VICENTE MELILLO, em 1970. Nesta mesma avenida está localizado o Lar Bussocaba.
Um resumo de sua vida nas palavras de sua filha Pérola Melillo de Magalhães:
“ Tua missão não terminou. Tu és grande demais para desapareceres. Continuarás neste mundo através de teus feitos, nas pessoas de teus pobres, na vibração de teus escritos, no éco de tuas palavras mas, principalmente, no reflexo de tua Fé! De tua grande e inquebrantável fé!”.

Claudinei Pollesel, piracicabano e historiador.
Pastor Salvador Puccio
missionário do Vale do Ribeira


Filho de imigrantes italianos, nascido em Mococa/SP em 1913, conheceu desde cedo a crueza da vida. A morte prematura do pai, vitimado pela febre amarela, trouxe ainda mais sofrimento e desencanto á jovem Maria Graccia, sua mãe, que não poupou sacrifícios para criar seus quatro filhos pequenos.
Casou-se com Laurinda da Costa, já falecida, e teve quatro filhos: Luiz, Lourdes, Inez e Roberto e é avô e bisavô.
De formação católica, onde era assíduo freqüentador de movimentos de leigos, conheceu o protestantismo aos 50 anos através do pastor Cassiano Rodrigues dos Santos, diácono do Igreja Presbiteriana Independente, que havia recém fundado a 1ª Igreja Evangélica do Cambuci, motivado pelo avivamento bíblico pregado por pastores americanos em 1953.
O apostolado no Vale do Ribeira coube á ele após a desistência do Pastor Mário Bovi. Aceitou a missão, não resignado, mas com entusiasmo, pois sabia o quanto suas sementes poderiam germinar naquele chão de almas sedentas de Deus. Ungido pastor arregaçou as mangas para anunciar a Palavra, sem medir esforços ou conseqüências.
GUARAÚ, CAJATI E PARIQUERA-AÇU foram o palco e o púlpito deste grande missionário. Foram mais de 500 viagens pela “rodovia da morte” , numa época em que o título se fazia jus; mais de 1000 cultos celebrados com paixão contagiante em 16 anos de trabalho sem Ter tido um único final de semana de descanso junto com a família. Milhares de quilômetros que consumiram cinco veículos e muito combustível custeados pelo próprio pastor, sem nunca reclamar a quantia desembolsada ou o tempo gasto. Quase sempre só na ida e quase sempre acompanhado na volta: irmãos que necessitavam de tratamento médico, irmãs á procura de trabalho, jovens que queriam simplesmente passear em São Paulo... A casa do pastor na Rua Estéfano, 233 – Cambuci, foi o verdadeiro porto seguro onde uma única “senha” abria suas portas: “ Sou do Vale do Ribeira”.
Nunca foi indiferente á qualquer necessidade de suas “ovelhinhas” do Vale.
Diante da situação de pobreza e de necessidades que encontrou muitas famílias, arregaçou as mangas e supriu á todos com o que podia: roupas, cobertores, brinquedos e alimentos.
O pão da alma e do corpo distribuídos abundantemente, usando de todos os meios para arrecadar e para distribuir!
Quantas famílias do Guaraú tiveram um natal mais feliz graças a estas doações! Quantas crianças sorriram graças ás bonequinhas e carrinhos distribuídos pelas mãos caridosas do Pastor Salvador e sua equipe!



Bondoso, caridoso mas rígido na doutrina evangélica. Conquistou corações de pedra sem abrir mão de preceitos bíblicos que nortearam seu ofício de pastor. Distribuiu abundantemente o perdão, insistindo carinhosamente para que suas “ ovelhinhas” não pecassem mais. Diante das calúnias que lançaram contra ele respondeu com silêncio, mas de cabeça erguida pois sabia que seu ofício era sagrado e baixar a cabeça era tirar a dignidade de seu ofício.
Foi um grande evangelizador quen aliou-se á modernidades tecnológicas para alcançar seus meios (fotos e slydes que ainda hoje guardam boa parte da história do Vale do Ribeira), mas no final suas pregações tinham poucos ouvintes: somente aqueles que tiveram o privilégio de visitá-lo em sua casa. Seu sofá transformava-se em púlpito, sua pequena sala em igreja, seus olhos brilhavam e as mãos tremulas abençoavam á todos.
Faleceu santamente em 06 de dezembro de 2002, após sofrer uma queda acidental em sua residencia. Foi sepultado em São Paulo/SP no cemitério dos protestantes. Seus restos mortais repousam ao lado de sua esposa, onde aguardam a ressurreição.
Sua benção Pastor Salvador! Obrigado por tudo!

Perpetuar seu nome em uma das ruas de Cajati/SP é uma justa homenagem
á quem tem tanto amor por essa região e tornou-se um verdadeiro embaixador do Vale do Ribeira na Capital Paulista.

[Claudinei Pollesel é historiador e genealogista, membro titular do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba/SP]


Rua José Polizel (Cidadão prestante)

Ex-rua Um, localizada no Jardim Itaberá. Projeto de lei 23/1993, do vereador João Manoel dos Santos. Polizel nasceu no dia 04 de julho de 1903 na cidade de Itatiba (SP), filho de Fortunato e Regina. Os pais eram italianos, naturais de Gaiarine (região Vêneto). Ainda criança mudou-se para Campinas. Em 1926, casou-se com Anna Citron, com quem teve seis filhos: Pedro, Fortunato, José Alberto, Anna, Maria Inês e Anna Therezinha. Em 1945 veio para Piracicaba, em companhia da segunda esposa, Maria Eloíza Torbollo e dos filhos Pedro e José Alberto. Viveu no bairro Rolador, onde foi oleiro e lavrador. Faleceu em Campinas no dia 12 de maio de 1972. (Lei Municipal 3.572/93)

Os primos ´Della Valentina’


(da esquerda para a direita: Luiz, José, Antonio, João Nazareno e Joaquim, filhos de Luigi e Antonia).

Uma das grandes descobertas quando iniciei esta pesquisa, em 1989, foi saber da existência de ANTONINA , irmã de Regina. Poucos sabiam ou lembravam desta tia que imigrou para o Brasil em 1894. Ela estava presente na memória de tio Romano e tia Conceição e foram eles que me deram as pistas que resgataram este pedaço de nossa história:

“Antonina” vivia em Francenigo com os pais, Giovanni Gobbo e Teresa Maria Biasotto. Era noiva de um oficial da Cavalaria Italiana, á exemplo de sua irmã Regina, noiva do oficial Fortunato Pollesel.
O casamento estava marcado para o sábado seguinte, tudo parecia normal, mas seu noivo é acometido por uma forte pneumonia e morre na quinta anterior ao enlace. Todos os sonhos de Antonina vão por terra; seu dia-a-dia é só tristeza, ainda mais que da janela de seu quarto avista o túmulo de seu amado. Consumia-se na dor e melancolia e somente uma mudança brusca poderia fazê-la reviver.
E foi esta certeza que a fez aceitar a proposta de casamento de Luigi Della Valentina, jovem viúvo com 2 filhos pequenos. A promessa de emigrarem para a América era a única possibilidade para que aquela “ragazza” voltasse á sorrir. E assim aconteceu.
Casaram-se em 27 de maio de 1894 e em 01 de agosto de 1894, chegaram no Brasil, trazidos pelo vapor “Caffaro”. O primeiro endereço do casal foi a cidade de Itatiba/SP. Após três anos foram para a região de Pitangueiras/SP.
(Seguindo o exemplo de Antonia e Luigi, Fortunato e Regina emigraram para o Brasil e também se instalaram em Itatiba, na fazenda do Barão de Ibitinga).

Desta união nasceram 8 filhos:
- Nazareno em 1895, em Itatiba/SP;
- Joaquim em 1896, em Itatiba/SP;
- João
- Tereza, em 1900, em Sertãozinho/SP
- Giuseppe, em 1902, em Sertãozinho/SP;
- Antonio, em 1904, em Sertãozinho/SP;
- Maria, em 1907, em Sertãozinho/SP;
- Luiz, em 1909, em Sertãozinho/SP.

Luigi Della Valentina faleceu em 24 de abril de 1921, com 59 anos, em Ibitiuva/SP, na fazenda “Dona Rita Prudêncio”. Por volta de 1950, Antonina e os filhos mudaram-se para o Paraná, região de Maringá. Em Ibitiuva/SP permaneceu a filha Maria, que por lá deixou numerosa descendência.
Antonina faleceu em 20 de junho de 1958 em Terra Boa/PR com 92 anos.




“.... tenho 39 anos e possuo um mercado de pequeno porte e para não perder as origens, nossa família continua com o cultivo de café; estamos há mais de 100 anos neste ramo!
Há alguns anos venho fazendo pesquisa da minha árvore genealógica e como você deve saber, alguns ajudam e outros não tem interesse, mas tenho certeza que irei terminar...”
“... Caro Claudinei, minha felicidade é igual a sua. Você é responsável por eu localizar os documentos dos “Della Valentina” na Itália, através do seu livro (1), falando que Antonia e Luigi casaram-se na cidade de Francenigo. Quero lhe agradecer por isso. Há alguns anos meu pai foi visitar a tia Maria em Pitangueiras e trouxe esta informação. (...) Estou também fazendo um livro sobre a história da nossa família no Brasil ....”

Correspondências com Luiz Carlos Della Valentina, bisneto de Antonina e Luigi.
Luiz Carlos vive em Umuarama/PR e realiza pesquisas sobre a família “Della Valentina”.

Padre Luigi Médici, Xaveriano

capa do livro do Padre Médici que fiz junto com o Pe. Giovanni Murazzo.


Na noite de domingo, 06 de junho de 2010, recebo a notícia de que o querido Padre Luigi Médici voltou á casa do Pai. Foi através do Padre Giovanni Murazzo, Superior Regional dos Missionários Xaverianos, que soube da morte deste grande missionário, ocorrida em Parma, Itália, na casa mãe da congregação.Pe. Médici tinha completado 90 anos em 13 de janeiro de 1920 e, apesar de algumas dificuldades próprias da idade, gozava de boa saúde. Ultimamente surgiu um câncer que acabou levando-o á morte.Será sepultado em Parma, onde repousará ao lado de seus confrades Xaverianos, enquanto aguarda a ressurreição.Não é coincidência e sim propósito de Deus que sua partida tenha ocorrido no limiar deste Ano Sacerdotal. Foi um padre apaixonado pelo seu ministério e esta paixão contagiava e nos levava á Deus.Nascido em Modena, norte da Itália, de família católica e atuante na Igreja. Uma de suas irmãs tornou-se religiosa na Congregação das Missionárias Franciscanas com o nome de Irmã Michelangela.Iniciou sua formação no seminário diocesano, mas quis tornar-se missionário xaveriano após contagiar-se com o testemunho do Pe. Luigi Grazzi.Foi ordenado em 29 de junho de 1945 e após alguns poucos anos na Itália, foi destinado ao Brasil e por aqui chegou em 21 de novembro de 1954.Foi no Brasil que desenvolveu todo seu ministério sacerdotal, seja como formador, pároco no norte do Paraná, em Santa Mariana, Jaguapitã, Laranjeiras do Sul e Curitiba, ou mesmo como Superior Regional.Idealizador de grandes obras materiais e espirituais. Introduziu a devoção ao Terço Missionário no Brasil. Dedicou-se á construção dos seminários xaverianos em Jaguapitã e Santa Mariana e também da atual sede da Direção Regional.Seu primeiro trabalho no Brasil foi em São Paulo, capital, como auxiliar na Paróquia Nossa Senhora de Sião, no Ipiranga.Em 1957 promoveu a vinda das Irmãs Xaverianas para o Brasil. Nutria carinho especial pelas Xaverianas, tendo sido seu confessor nos primórdios, á convite do próprio fundador, Pe. Giacomo Spagnolo.
Nos últimos anos organizou o arquivo da congregação, anexo á casa regional, na Vila Mariana. Transformou o arquivo uma referencia á memória dos missionários xaverianos que atuaram no Brasil nestes 50 anos.Em 2005 comemorou 60 anos de sacerdócio e 50 anos de Brasil. Junto com o Pe. Giovanni Murazzo tive o privilégio de organizar uma belíssima homenagem á estas datas tão significativas.Foi celebrada missa de ação de graças pelo Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns e concelebrada por dezenas de padres xaverianos, no Mosteiro da Visitação, em São Paulo. Na mesma ocasião lançamos o livro “Memórias do Padre Luigi Médici”, em edição bilíngüe, português/italiano.Retornou á Itália em 2007, para a casa Mãe dos Xaverianos, onde faleceu..x.x.x.x.x.x.“A mensagem que deixo é que a vida é um dom de Deus. Fomos criados para a felicidade. Porém nunca alcançamos a felicidade sozinhos. Depois de 60 anos de serviço ao próximo, posso afirmar tranquilamente que VALEU A PENA. Ainda sinto ecoar no meu coração as palavras de São Pio de Pietralcina. Antes de sair para o Brasil fui pedir a sua benção. Ele colocou as duas mãos na minha cabeça e disse: “Vai, vai meu filho. Você vai fazer um mundo de bem.” Nunca duvidei de minha vocação!”(Pe. Médici, por ocasião da celebração de seus 60 anos de sacerdócio -2005).x.x.x.x.x.x“Padre Médici, acredito que, á partir de sua longa existência, você possa testemunhar aos mais jovens que tudo aquilo que acontece na vida, na medida em que a pessoa se entrega inteiramente á Deus, tudo, alegrias e dores, sucessos e fracassos, as nossas capacidades e os nossos limites, tudo é Graça.”(Pe. Rino Benzoni, Superior Geral dos Missionários Xaverianos – 2005)“Padre Médci, com o coração em festa, eu e todos os confrades da nossa região, partilhamos das bênçãos de sua vida longa e de seu fecundo sacerdócio e um fantástico serviço missionário.”(Pe. Giovani Murazzo, Superior Regional dos Missionários Xaverianos – 2005)“Somos muito gratos ao Pe. Médici por ter-nos acompanhado ao longo destes 50 anos como carinho de irmão e de pai. Se nós, Missionárias de Maria, Xaverianas, chegamos ao Brasil, em 1957, foi porque a nossa fundadora, Madre Celestina Bottego, escrevendo ao Pe. Médici, manifestou-lhe o desejo de que as irmãs viessem ao Brasil....”(Irmã Elena Loi, Superiora Regional das Irmãs Xaverianas – 2005)“Este trabalho de homenagem e resgate que corre ao longo dos 60 anos de sacerdócio e dos 50 anos brasileiros do Pe. Médici está plenamente em harmonia com o pensamento, a espiritualidade e a metodologia da animação missionária de São Francisco Xavier e de Dom Guido Maria Conforti”.(Pe. Alfiero Ceresoli, vice postulador da causa da canonização de Dom Guido M. Conforti).“Ao bondoso Pe. Luigi Médici que foi ordenado no mesmo ano que eu, os meus votos de feliz sacerdócio até o fim da vida e minha gratidão pelo seu bom exemplo e por todos os benefícios causados aos que mais sofrem e são mais queridos de Deus!Pe. Luigi Médici somos irmãos na data e na vida.”(Dom Paulo Evaristo, cardeal Arns – 2005)“O verdadeiro missionário é santo.”(Papa João Paulo II)“Querido Gigi, um dia antes de você nascer, eu estava na Igreja de San Giorgio. Enquanto rezava ao Senhor para que abençoasse a criancinha que levava no meu seio, tive a inspiração de te oferecer ao Senhor para que fosse todo seu. Hoje me dou conta que o Senhor me escutou.”(D. Ida Incerti, mãe do Pe. Médici, em carta de 18 de junho de 1941).Sua benção, querido amigo Pe. Luigi Médici! Até o céu!Claudinei Pollesel, amigo dos Xaverianos.

Irmã Maria Felicissima Moschini - Franciscana do Coração de Maria


IRMÄ MARIA FELICISSIMA MOSCHINI
Uma santa enfermeira na terra

A Franciscana do Coração de Maria Irmã Maria Felicíssima Moschini foi realmente aquela italiana que se doou para o engrandecimento desse Pais, que necessita de corações generosos, que ajude os pobres, os necessitados, os doentes, foi o que fez como enfermeira e farmacêutica.
(Irmã Maria Luigia Moschini, durante a I Semana de Cultura Italiana realizada em Piracicaba\SP em 1999).

Vivo agora em São Paulo, capital, por forca do meu trabalho e encontrei-me há poucos dias com o querido amigo Dr. João Orlando Pavão. Encontro agradável, convite irrecusável: escrever no jornal da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba!!! Da Santa Casa que me viu nascer e onde nasceu minha filha Victoria Maria!
Aproveito então a oportunidade para escrever sobre o privilegio de Ter convivido e privado da amizade com a religiosa Franciscana Irmã Felicíssima. Italiana nascida na Província de Trento, (a mesma região do norte da Itália que deu ao Brasil sua primeira Santa: Madre Paulina), veio para Piracicaba com apenas 10 anos acompanhando seus pais e irmãos que emigraram na esperança de dias melhores. Nascida no seio de uma família cristã que deu à Igreja outros três grandes religiosos franciscanos: Frei Felicíssimo Maria de Prada (1884-1960), Frei Mário Moschini (1924-1987) e a Irmã Maria Luigia Moschini, abnegada e atuante religiosa da comunidade Franciscana da Santa Casa de Piracicaba. Atuou muitos anos em Jundiaì/SP, mais precisamente 38 anos, sendo 25 na área de enfermagem do Hospital S. Vicente de Paula e 13 na Cidade Vicentina Frederico Ozanan. Transferida depois para Piracicaba permaneceu como responsável pela farmácia do Lar dos Velhinhos de Piracicaba pôr quase 6 anos, onde faleceu em 23 de outubro de 1993, após suportar terríveis males de saúde causados pelo câncer.
Em vida recebeu varias homenagens e tive a honra de organizar duas homenagens póstumas:
· Inauguração da Avenida Irmã Maria Felicíssima Moschini em Piracicaba/SP, em 1996.
· Outorga do Diploma Irmã Maria Felicíssima Moschini, durante a Semana de Cultura Italiana, realizada anualmente em Piracicaba durante o mês de novembro para “reunir, saudar, resgatar e homenagear pessoas ligadas às comunidades italianas de Piracicaba. Este diploma foi artisticamente criada e concebido pelo artista plástico Marco Antônio Cavallari e tornou-se objeto de grande admiração entre os felizes contemplados, como por exemplo, Dona Otìlia Dedini, Prof. Humberto de Campos, Dr. Narciso Gobbin, Vereador João Manoel dos Santos, entre tantos outros).
Exemplos como o desta irmazinha só nos fazem bem e perpetuar sua lembrança è assegurar para as gerações futuras o privilégio que tivemos de Ter conhecido e convivido com esta enfermeira que foi uma verdadeira santa na terra.

(Claudinei Pollesel – Conselho Acadêmico do Clube dos Escritores e Membro Titular do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba)

QUEM É GUIDO MARIA CONFORTI

Nasce em Parma na Itália, aos 3 de março de 1865. Entra no seminário com 10 anos de idade. Logo se apaixona pela vida e pela obra de São Francisco Xavier e planeja continuar-lhe a missão; ir para a China. Sua saúde muito frágil, porém, não permite realizar seu sonho. Então, em 1895, já padre, decide fundar os Missionários Xaverianos. Em 1902, é nomeado arcebispo de Ravena e, em seguida, bispo de Parma. Conforti torna-se pastor de dois rebanhos: a diocese e a congregação xaveriana. Ele é um guia exemplar e incansável de sua igreja, mas nunca esquece de ser bispo também para o mundo todo. Dedica-se com todas as forças á formação de seus missionários, a envio deles para a China e ao crescimento da cosnciência missionária além fronteiras no clero de toda Itália. Depois de uma vida dedicada inteiramente á missão, Conforti é chamado á casa do Pai em 5 de novembro de 1931. Aos 17 de março de 1996, o Papa João Paulo II o proclama bem-aventurado

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

FORTUNATO POLLESEL em 1894, quando servia o exército italiano


vapor Manilla


O navio “Manilla” foi construído na Inglaterra, em 1873 , e recebeu o nome de “Whampoa”. Foi rebatizado como Manilla em 1878. Em 1881 foi transferido para a “Navegazione Generale Italiana” . Fez sua última viagem em 28 de junho de 1903 e foi sucateado em 1907.

Suas dimensões:

- 3.910 toneladas brutas
- 399,5 pés de comprimento com viga mestra de 42,2 pés
- movido á vapor e velas
- um chaminé, três mastros, uma única hélice
- construído em ferro
- velocidade de 12 nós (22 km por hora)