terça-feira, 14 de novembro de 2017

JUBILEU DE FREI SIGRIST - 20 ANOS DE FALECIMENTO

Memorial de frei Sigrist
Celebrações do Ano Jubilar de falecimento de Frei Francisco Erasmo Sigrist -20 anos
1998 – 2018


ABERTURA DO ANO JUBILAR (1998 – 2018)
A abertura do ano jubilar de falecimento de Frei Sigrist aconteceu durante missa festiva e solene celebrada pelos freis Mauricio dos Anjos e José Orlando Longarez, frades capuchinhos, em 06 de novembro de 2017, segunda-feira, na Capela São Francisco de Assis e Santa Clara, no Jardim Glória, em Piracicaba/SP. Toda a liturgia foi preparada pelas Irmãs Franciscanas do Coração de Maria, incluindo os cânticos.
Estiveram presentes mais de 150 pessoas, entre moradores, amigos e admiradores de Frei Sigrist. A pequena multidão reuniu-se em frente ao “BARRACO”, antiga residência franciscana que abrigou a Fraternidade Nossa Senhora da Glória por mais de 15 anos e que permanece no local, após ser restaurada pela Prefeitura de Piracicaba. A santa missa foi iniciada neste local de memória e após o ato penitencial formou-se uma bonita procissão até a Capela, tendo á frente à foto de frei Sigrist, suas sandálias e um banner com a foto de Madre Cecília do Coração de Maria. Estes símbolos adentraram a Capela e foram depositados ao pé do altar.
Toda a celebração foi marcada pela emoção dos presentes e, de modo especial, do Frei Longarez, que morou nesta comunidade do Jardim Glória por seis anos e participou ativamente do processo de transformação iniciado e incentivado pelo Frei Sigrist.  A presença do pai de Frei Antônio  Carlos Mendes (Frei Tonhão), falecido em acidente automobilístico em 14 de setembro de 2001, tornou a celebração ainda mais marcante e cheia de significados.
Dentre os momentos emocionantes e fortes da celebração é possível sublinhar três principais:
1.       A homenagem á Dona Joaninha, de 84 anos, amiga dos franciscanos que residiram naquela comunidade e de modo especial de Frei Sigrist; verdadeira guardiã de belas lembranças daquele período; considerada uma mãe por todos os religiosos que por ali passaram.
2.       A partilha dos pães produzidos por Paulo Bonassi, leigo missionário de Mamãe Cecília, á partir de receita manuscrita encontrada no “Barraco”, durante a faxina na semana anterior; Frei Longarez ao aspirar fundo o aroma do pão disse: “este cheiro me faz lembrar de meu irmão Francisco do Glória, o Frei Sigrist...”;
3.       As explicações detalhadas e emocionadas do grandioso mosaico de 40 metros de largura que preenchem todo o presbitério da capela, de autoria da artista americana radicada no Brasil, Virginia Welch.   Frei Longarez, revelou detalhes poéticos da obra, como as figurinhas do cão e da gatinha de estimação de frei Sigrist, ou mesmo o burrinho ao lado de São Francisco de Assis, que Frei Longarez diz ser sua pessoa, arrancando risos;
Após a comunhão a pequena multidão retornou em procissão para o ‘barraco’ e lá receberam a benção final. Em seguida todos foram convidados para uma visita monitorada ao local, onde Frei Longarez pode mostrar detalhes e particularidades daquele espaço sagrado, como o quarto com a cama de Frei Sigrist, suas sandálias e óculos; a cama do saudoso Frei Tonhão e de outros estudantes que ali residiram.
 A visita monitorada terminou na cozinha, onde Frei Longarez reviveu com palavras cheias de emoção aquela fatídica manhã de domingo, 18 de outubro de 1998, quando por volta de sete horas, Frei Sigrist foi vitimado por um enfarto. Contou que os vizinhos foram chamados naquela manhã por que ele não atendia a porta e estava passando a hora combinada para a missa numa capela rural. Estranhando a demora deram a volta no barraco e olhando pela janela dos fundos viram a cena mais franciscana: o cão e a gata ao lado do corpo sem vida do Frei Sigrist, deitados, velando o amigo, morto encostado na velha geladeira. No fogão a água para o café fervia...
A INICIATIVA DAS CELEBRAÇÕES DO ANO JUBILAR
A iniciativa de celebrar este ano jubilar partiu de dois grupos de leigos ligados á espiritualidade franciscana de Madre Cecília do Coração de Maria; “leigos missionários de Mamãe Cecília” e “Grupo de mães que oram pelos filhos, Mamãe Cecília” com o apoio e participação ativa dos Irmãos da Ordem Franciscana Secular, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Igreja dos Frades.
O primeiro ato do grupo, uma semana antes da missa de abertura, foi a faxina feita no “barraco”. Apesar de ser um patrimônio histórico do município, em processo de Tombamento pelo CODEPAC (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba) estava em completo abandono, sem água, com a energia elétrica funcionando parcialmente e rodeado por entulhos. Seu interior, incluindo seu pequeno acervo, tomado por poeira e traças, recebeu um cuidado todo especial. Foi esta faxina que tornou possível a visita monitorada no dia da missa.

ACERVO DO “BARRACO DO FREI SIGRIST”
No “barraco” existe um pequeno acervo de objetos, vestuário, utensílios, móveis, obras de arte, artesanatos e manuscritos, tudo original da época em que ali existia a Fraternidade de Nossa Senhora da Glória, dos frades capuchinhos.
Correspondências, anotações em agendas e manuscritos de frei Sigrist, Frei Longarez, Frei Tonhão e Frei Portuga, antigos moradores, que ficaram esquecidos desde aquela época, foram recolhidos pelo historiador Claudinei Pollesel, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba e estão sendo catalogados, digitalizados e posteriormente serão divulgados dentro das comemorações do jubileu. Haverá um cuidado especial antes de qualquer divulgação, pois são escritos pessoais.
Das obras de arte, duas chamam muito a atenção: quadro á óleo com o retrato de Frei Sigrist e o de Nossa Senhora da Glória, padroeira da comunidade e da antiga fraternidade. São belíssimas, mas estão comprometidas pela poeira e pelo cupim em suas molduras. O quadro de Frei Sigrist foi reconhecido, após ser publicado nas redes sociais, pela mãe do pintor da obra, que prontamente entrou em contato se propondo á restaura-lo. O quadro já esta com esta senhora e assim que for devolvido será reintroduzido no acervo.
As sandálias, óculos e boné trazem as mais belas lembranças para aqueles que conheceram e conviveram com Frei Sigrist. Trazem para os dias atuais um pouco dos hábitos e do dia a dia do frei e dos religiosos que decidiram transformar a realidade dura e pobre daquela favela da periferia de Piracicaba.
Dentre os móveis chama muito a atenção as camas de ferro, sem colchão. Sobre esta particularidade tanto frei Longarez como o “Frei Tito”, Francisco de Assis Pereira de Campos, lembram-se da opção de Frei Sigrist e dos irmãos da comunidade, em abrir mão do conforto do colchão, assemelhando aos mais pobres do bairro que também não possuíam este conforto. Além das camas, existem cadeiras, mesas, escrivaninhas, estantes para livros feitos com madeira de descarte, além da velha geladeira e do surrado fogão, que foram as testemunhas da cena final de Frei Sigrist, no dia de sua morte.
PROGRAMAÇÃO DO ANO JUBILAR – próximos passos
1.       No dia 14 de novembro de 2017 uma equipe de leigos franciscanos entregará ao vereador Dirceu Alves, da Câmara de Piracicaba, uma relação das necessidades do “barraco” para que seja encaminhada á Prefeitura de Piracicaba. Será elencada a necessidade de religar a água, a luz, a retirada do entulho do entorno, o ajardinamento e a presença de um zelador, alguns dias por semana, mantendo assim a limpeza do local;
2.       Todos os meses, na primeira quarta-feira, ás 19 horas será rezado o santo terço no “barraco” com a presença da comunidade e dos leigos franciscanos, sempre com algum convidado que falará sobre a atuação do Frei Sigrist e dos religiosos no grandioso processo de transformação daquela realidade;
3.       Manutenção da página “Memorial de Frei Sigrist” no facebook, com fotos, textos e manifestações de amigos e admiradores do Frei Sigrist;
4.       Acrescentar no acervo do “barraco” álbum com fotos e documentos de todas as ações desenvolvidas neste ano jubilar;
5.       Promover bate-papos com antigos religiosos e outros que possam trazer informações sobre a construção da identidade da comunidade do Jardim Glória;
6.       Redigir um guia com explicações sobre os desenhos do mosaico da Capela, de autoria da artista americana, radicada em Piracicaba, Virginia Welch.
7.       Chamar a atenção da imprensa e dos poderes políticos da cidade para as necessidades do Jardim Glória, exigindo soluções;
8.       Missa solene de encerramento do Ano Jubilar em 18 de outubro de 2018, quinta-feira, ás 19.30 horas na Capela São Francisco de Assis e Santa Clara, no Jardim Glória, presidida por Frei José Orlando Longarez e sacerdotes convidados;


QUEM FOI FREI FRANCISCO ERASMO SIGRIST
Frei Francisco Erasmo Sigrist nasceu em Helvétia, Indaiatuba-SP, em 30 de maio de 1932. Exerceu 15 anos de ministério sacerdotal em Piracicaba. Depois de ordenado, em janeiro de 1984, foi para o convento e paróquia Sagrado Coração de Jesus, como vice mestre de noviços e vigário paroquial.
Em janeiro de 1985 iniciou seu trabalho junto à Fraternidade Nossa Senhora da Glória, uma favela de Piracicaba, onde viveu em busca pela realização social e vida religiosa, até sua morte em 18 de outubro de 1998.
Na época em que Frei Sigrist iniciou sua peregrinação, a comunidade contava com 30 famílias, que atuavam na construção de suas casas por meio de mutirão, com verba que ele conseguiu junto a entidades suíças. Após sua morte, Frei Sigrist foi homenageado pela comunidade, com o seu nome na principal rua do bairro e recebeu outras homenagens que eternizam seu nome: O Pronto Socorro da Vila Cristina, em Piracicaba/SP, tem seu nome; além de ruas e praças.

(Claudinei Pollesel, do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba).


Frei Francisco Erasmo Sigrist nasceu em Helvétia, Indaiatuba-SP, em 30 de maio de 1932. Exerceu 15 anos de ministério sacerdotal em Piracicaba.



Correspondências, anotações em agendas e manuscritos de frei Sigrist, Frei Longarez, Frei Tonhão e Frei Portuga, antigos moradores, que ficaram esquecidos desde aquela época, foram recolhidos pelo historiador Claudinei Pollesel, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba e estão sendo catalogados, digitalizados e posteriormente serão divulgados dentro das comemorações do jubileu. Haverá um cuidado especial antes de qualquer divulgação, pois são escritos pessoais. 




Das obras de arte, duas chamam muito a atenção: quadro á óleo com o retrato de Frei Sigrist e o de Nossa Senhora da Glória, padroeira da comunidade e da antiga fraternidade. São belíssimas, mas estão comprometidas pela poeira e pelo cupim em suas molduras. 




1.       A partilha dos pães produzidos por Paulo Bonassi, leigo missionário de Mamãe Cecília, á partir de receita manuscrita encontrada no “Barraco”, durante a faxina na semana anterior; Frei Longarez ao aspirar fundo o aroma do pão disse: “este cheiro me faz lembrar de meu irmão Francisco do Glória, o Frei Sigrist...”;



A homenagem á Dona Joaninha, de 84 anos, amiga dos franciscanos que residiram naquela comunidade e de modo especial de Frei Sigrist; verdadeira guardiã de belas lembranças daquele período; considerada uma mãe por todos os religiosos que por ali passaram..

............................................
....
.




1.       As explicações detalhadas e emocionadas do grandioso mosaico de 40 metros de largura que preenchem todo o presbitério da capela, de autoria da artista americana radicada no Brasil, Virginia Welch.   Frei Longarez, revelou detalhes poéticos da obra, como as figurinhas do cão e da gatinha de estimação de frei Sigrist, ou mesmo o burrinho ao lado de São Francisco de Assis, que Frei Longarez diz ser sua pessoa, arrancando risos;



A abertura do ano jubilar de falecimento de Frei Sigrist aconteceu durante missa festiva e solene celebrada pelos freis Mauricio dos Anjos e José Orlando Longarez, frades capuchinhos, em 06 de novembro de 2017, segunda-feira, na Capela São Francisco de Assis e Santa Clara, no Jardim Glória, em Piracicaba/SP. Toda a liturgia foi preparada pelas Irmãs Franciscanas do Coração de Maria, incluindo os cânticos. 

A abertura do ano jubilar de falecimento de Frei Sigrist aconteceu durante missa festiva e solene celebrada pelos freis Mauricio dos Anjos e José Orlando Longarez, frades capuchinhos, em 06 de novembro de 2017, segunda-feira, na Capela São Francisco de Assis e Santa Clara, no Jardim Glória, em Piracicaba/SP. Toda a liturgia foi preparada pelas Irmãs Franciscanas do Coração de Maria, incluindo os cânticos. 

A abertura do ano jubilar de falecimento de Frei Sigrist aconteceu durante missa festiva e solene celebrada pelos freis Mauricio dos Anjos e José Orlando Longarez, frades capuchinhos, em 06 de novembro de 2017, segunda-feira, na Capela São Francisco de Assis e Santa Clara, no Jardim Glória, em Piracicaba/SP. Toda a liturgia foi preparada pelas Irmãs Franciscanas do Coração de Maria, incluindo os cânticos. 

A santa missa foi iniciada neste local de memória e após o ato penitencial formou-se uma bonita procissão até a Capela, tendo á frente à foto de frei Sigrist, suas sandálias e um banner com a foto de Madre Cecília do Coração de Maria. Estes símbolos adentraram a Capela e foram depositados ao pé do altar.



Correspondências, anotações em agendas e manuscritos de frei Sigrist, Frei Longarez, Frei Tonhão e Frei Portuga, antigos moradores, que ficaram esquecidos desde aquela época, foram recolhidos pelo historiador Claudinei Pollesel, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba e estão sendo catalogados, digitalizados e posteriormente serão divulgados dentro das comemorações do jubileu. Haverá um cuidado especial antes de qualquer divulgação, pois são escritos pessoais. 


A santa missa foi iniciada neste local de memória e após o ato penitencial formou-se uma bonita procissão até a Capela, tendo á frente à foto de frei Sigrist, suas sandálias e um banner com a foto de Madre Cecília do Coração de Maria. Estes símbolos adentraram a Capela e foram depositados ao pé do altar.


Estiveram presentes mais de 150 pessoas, entre moradores, amigos e admiradores de Frei Sigrist. A pequena multidão reuniu-se em frente ao “BARRACO”, antiga residência franciscana que abrigou a Fraternidade Nossa Senhora da Glória por mais de 15 anos e que permanece no local, após ser restaurada pela Prefeitura de Piracicaba. A santa missa foi iniciada neste local de memória e após o ato penitencial formou-se uma bonita procissão até a Capela, tendo á frente à foto de frei Sigrist, suas sandálias e um banner com a foto de Madre Cecília do Coração de Maria. Estes símbolos adentraram a Capela e foram depositados ao pé do altar.



Estiveram presentes mais de 150 pessoas, entre moradores, amigos e admiradores de Frei Sigrist. A pequena multidão reuniu-se em frente ao “BARRACO”, antiga residência franciscana que abrigou a Fraternidade Nossa Senhora da Glória por mais de 15 anos e que permanece no local, após ser restaurada pela Prefeitura de Piracicaba. A santa missa foi iniciada neste local de memória e após o ato penitencial formou-se uma bonita procissão até a Capela, tendo á frente à foto de frei Sigrist, suas sandálias e um banner com a foto de Madre Cecília do Coração de Maria. Estes símbolos adentraram a Capela e foram depositados ao pé do altar.

1.       A partilha dos pães produzidos por Paulo Bonassi, leigo missionário de Mamãe Cecília, á partir de receita manuscrita encontrada no “Barraco”, durante a faxina na semana anterior; Frei Longarez ao aspirar fundo o aroma do pão disse: “este cheiro me faz lembrar de meu irmão Francisco do Glória, o Frei Sigrist...”;


Após a comunhão a pequena multidão retornou em procissão para o ‘barraco’ e lá receberam a benção final. Em seguida todos foram convidados para uma visita monitorada ao local, onde Frei Longarez pode mostrar detalhes e particularidades daquele espaço sagrado, como o quarto com a cama de Frei Sigrist, suas sandálias e óculos; a cama do saudoso Frei Tonhão e de outros estudantes que ali residiram. 




Toda a celebração foi marcada pela emoção dos presentes e, de modo especial, do Frei Longarez, que morou nesta comunidade do Jardim Glória por seis anos e participou ativamente do processo de transformação iniciado e incentivado pelo Frei Sigrist.  A presença do pai de Frei Antônio  Carlos Mendes (Frei Tonhão), falecido em acidente automobilístico em 14 de setembro de 2001, tornou a celebração ainda mais marcante e cheia de significados.




sábado, 11 de novembro de 2017

O porque da presença da Serva de Deus Mamãe Cecília nos grupos de mães que oram na Diocese de Piracicaba/SP.

O porque da presença da Serva de Deus Mamãe Cecília  nos grupos de mães que oram  na Diocese de Piracicaba/SP.

O Movimento de mães que oram pelos filhos na Diocese de Piracicaba/SP nasceu do desejo de uma mãe que sentia esta necessidade de ser mãe orante, junto de outras mães. Esta fundadora e atual coordenadora diocesana do movimento já havia feita uma experiência forte de grupo de mães orantes, ligada á espiritualidade dos Religiosos de Nossa Senhora de Sion, em São Paulo, capital.

Logo após a criação do primeiro grupo em Piracicaba, já tendo a Serva de Deus Mamãe Cecília, como intercessora do grupo nascente, duas das fundadoras, Dalva Severo Pollesel e Nelis Bonassi, foram falar com Dom Frei Fernando Mason, Bispo da Diocese de Piracicaba. Explicaram ao bispo sobre o movimento e o grupo de Piracicaba, pediram sua benção e autorização para continuarem com os encontros e expandirem os grupos na Diocese, seguindo orientação da Coordenação Nacional do Movimento de mães que oram pelos filhos.  Após ouvir atentamente tudo o que diziam as duas fundadoras, Dom Fernando assim se expressou:

" Aprovo e incentivo a existência do Movimento das Mães que oram pelos filhos na Diocese de Piracicaba. Confirmo como válida a inspiração de ter a Serva de Deus Mamãe Cecília como intercessora dos grupos na Diocese, pois assim colaboram com a Diocese e com a Congregação das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria na divulgação da causa de canonização desta serva de Deus".

Neste mesmo encontro Dom Fernando Mason nomeou o Revmo. Padre Paulo Roberto Saraiva de Brito como diretor espiritual do movimento na Diocese de Piracicaba.

Assim , fiéis ao Movimento Nacional e ao Bispo da Diocese, foram criados os grupos:
1. Paróquia Imaculada Conceição, Vila Rezende, Piracicaba/SP
2. Paróquia São Francisco de Assis, Jupiá, Piracicaba/SP
3. Capela do Lar Escola Coração de Maria, Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Piracicaba/SP
4. Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Saltinho/SP
5. Paróquia São Joaquim, Santa Gertrudes/SP
6- Paróquia Nossa Senhora  Aparecida, Rio das Pedras/SP

Todos os grupos nasceram sob a intercessão da Serva de Deus Mamãe Cecília, conforme pedido e desejo do próprio bispo.  Nas reuniões de inicio dos grupos esteve presente a religiosa Irmã Irma Madalena Calgaroto, da Congregação fundada por Mamãe Cecília, as Franciscanas do Coração de Maria, á convite da coordenadora diocesana.  Além de levar informações sobre Mamãe Cecília,  Irmã Irma Madalena, leva palavras de incentivo e apoio espiritual ao grupo, colocando-se á disposição para acompanhar e orientar as mães em suas necessidades espirituais.


quem foi Mamãe Cecilia?

A Serva de Deus Madre Cecília do Coração de Maria é carinhosamente chamada de Mamãe Cecília por ter sido casada e mãe de três filhos, antes de tornar-se religiosa e fundadora da Congregação das irmãs Franciscanas do Coração de Maria.  Sua filha mais velha, Rosa, era excepcional e foi cuidada pela mãe durante toda sua existência, mesmo quando já havia se consagrado como religiosa e fundadora da congregação.  Assim, Mamãe Cecília, foi filha, esposa, viúva, mãe, religiosa e fundadora. Nasceu e faleceu em Piracicaba com 98 anos de idade, com fama de santidade. Seu processo de canonização encontra-se em Roma.
(Claudinei Pollesel, do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba, IHGP).

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O BARRACO DO FREI SIGRIST

Missão no Barraco do Frei Sigrist -

Na tarde de hoje, todos os santos de 2017, reunimos um grupo de amigos missionários para uma pequena missão no Jardim Glória, na casa/barraco do Frei Sigrist. Levamos vassouras, rodos, sabão e fizemos uma boa faxina na casa, com água emprestada da vizinhança; tiramos todo o pó acumulado, limpamos e organizamos os livros, ajeitamos os quadros e fotos, organizamos as imagens sacras; conversamos e rimos muito com Dona Joana, antiga moradora, "síndica" do barraco, fiel guardião das chaves e da história daquele lugar histórico e sagrado! Teve espaço para o cafezinho e para um momento de oração e reflexão sobre o belo trabalho deste franciscano que optou por ser outro Francisco de Assis, no Jardim Glória, periferia de Piracicaba/SP. Assim que estiver tudo limpo e organizado daremos o passo seguinte: levar VIDA ao barraco, com a reza do terço, palestras, orações, sarais literários culturais... Foi inspirado por Deus esta mini missão, assim creio que será bonita e fará bem á nós todos!...


quem foi FREI ERASMO SIGRIST -
Frei Francisco Erasmo Sigrist nasceu em Helvétia, Indaiatuba-SP, em 30 de maio de 1932. Exerceu 15 anos de ministério sacerdotal em Piracicaba. Depois de ordenado, em janeiro de 1984, foi para o convento e paróquia Sagrado Coração de Jesus, como vice-mestre de noviços e vigário paroquial.

Em janeiro de 1985 iniciou seu trabalho junto à Fraternidade Nossa Senhora da Glória, uma favela de Piracicaba, onde viveu em busca pela realização social e vida religiosa, até sua morte em 18 de outubro de 1998. Morreu no interior do barraco vitimado por um infarto.
Na época em que Frei Sigrist iniciou sua vivencia no barraco, esta comunidade contava com 30 famílias, que atuavam na construção de suas casas por meio de mutirão, com verba que ele conseguiu junto a entidades suíças. Após sua morte, Frei Sigrist foi homenageado pela comunidade, com o seu nome na principal rua do

 com o amigo Valdir Mutti, admirador e amigo pessoal de Frei Sigrist, que nos levou seu apoio moral e a promessa de estar conosco nos projetos do barraco.



" O sentimento das pessoas das favelas é de quem está á margem da sociedade. Sem auto-estima. Ás vezes o único espaço que encontram é na marginalidade. Eu participei de mutirão rebocando casa. A nossa presença ali era de extrema importância para eles. Aprendi a fazer muitas coisas com eles. Montamos uma fábrica de blocos lá dentro. Compramos um caminhão Mercedes-Bens e eu dirigindo o caminhão ia buscar areia na Codistil. Ganhamos do Colégio Dom Bosco a antiga estrutura, eu e Frei Sigrist em cima de andaimes, vigotas, com a criançada, mulherada, todos juntos derrubamos aquilo tudo. Isso os animava e mudava a vida deles. Foi um trabalho de muita integração, viver a vida deles" Frei Tito.






Shirley e Nelis



Claudinei e Paulo Bonassi



com  Dona Joana, antiga moradora e guardiã do barraco


 “E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas”. Rm 10.15



Dalva, Sandra Moura e Nelis Bonassi

"Na manhã do dia 18 de outubro de 1998 às 7h00 fulminado por infarto agudo do miocárdio Frei Francisco Erasmo Sigrist morreu no seu barraco no Jardim Glória, onde era guardião da Fraternidade .Como diz o Evangelho para ele a morte chegou mesmo "como um ladrão" . Foi encontrado morto no chão sendo velado pelo cachorro e por uma gata de estimação num velório bem franciscano.

A notícia da morte de frei Sigrist abalou a comunidade do Jardim Glória e provocou uma dor muito profunda em todo povo cristão de Piracicaba, pois era muito conhecido estimado pelo seu testemunho de vida, pelo seu trabalho que transformou uma favela, pelas aulas no curso de teologia da diocese e no curso de vida religiosa da província. Frei Francisco Erasmo Sigrist exerceu seu ministério sacerdotal durante quase 15 anos, somente em Piracicaba". Paulistense, Vol. I, João Umberto Joao Umberto Nassif


 "Desistimos de ter colchão nas duas camas, tanto na minha como na do Frei Sigrist. Um dia chegando em casa, chovendo, o Sigrist me disse: “- Tito, você me desculpe, mas chegou uma mãe com o filho deitado no chão, no barro, eu disse a ela que só tinha o meu colchão e o seu para dar á ela. Ela aceitou. Não fique bravo, Tito, amanhã eu compro outro colchão”. Eu respondi: “-Vamos ficar sem colchão! Se comprar você vai doar de novo!”. Ficamos por vários anos sem colchão. O barraco está lá, do jeito que deixamos, aberto á visitação". Frei Tito



Nossa Senhora da Glória



 "Frei Sigrist tinha acabado de voltar da Alemanha onde tinha feito teologia. Ele era uma pessoa muito especial, de grande espiritualidade, grande senso de humor. Alguns estudantes tinham construído um barraco na favela e foram morar lá". Frei Tito


 " O sentimento das pessoas das favelas é de quem está á margem da sociedade. Sem auto-estima. Ás vezes o único espaço que encontram é na marginalidade. Eu participei de mutirão rebocando casa. A nossa presença ali era de extrema importância para eles. Aprendi a fazer muitas coisas com eles. Montamos uma fábrica de blocos lá dentro. Compramos um caminhão Mercedes-Bens e eu dirigindo o caminhão ia buscar areia na Codistil. Ganhamos do Colégio Dom Bosco a antiga estrutura, eu e Frei Sigrist em cima de andaimes, vigotas, com a criançada, mulherada, todos juntos derrubamos aquilo tudo. Isso os animava e mudava a vida deles. Foi um trabalho de muita integração, viver a vida deles" Frei Tito.
bairro.