quinta-feira, 3 de março de 2011

CARMELO DE PIRACICABA - 60 ANOS DE FUNDAÇÃO


CARMELO DE PIRACICABA – 60 ANOS DE FUNDAÇÃO

Claudinei Pollesel

As irmãs carmelitas de Piracicaba estão em festa pelo jubileu de 60 anos de fundação do mosteiro.

As celebrações em ação de graças por este jubileu serão no dia 30 de abril de 2011, ás 10 horas da manhã e ás 17 horas, na capela do mosteiro. A celebração da manhã será presidida por D. Fernando Mason, bispo da diocese de Piracicaba e abrilhantada pela apresentação do GRUPO SCHOLA CANTORUM SANCTE MICHAEL ARCHANGELE, além do coral das irmãs sob a regência da Profa. Cidinha Mahle. A celebração da tarde será presidida pelos monges beneditinos, Dom Paulo Henrique G. Coelho e Dom Guilherme Pinto.

HISTÓRIA:

As primeiras carmelitas chegaram em Piracicaba em 11 de abril de 1951, sob a liderança de Madre Leopoldina de Santa Teresa. Este grupo inicial acabou se dissolvendo e um segundo grupo chegou em 13 de julho de 1952, assumindo com coragem e alegria as dificuldades próprias de uma fundação.

Este grupo era formado por quatro religiosas do Mosteiro de Santa Teresa, de São Paulo e concretizaram o projeto de Dom Ernesto de Paula, de fundar um Carmelo na recém criada diocese de Piracicaba. Sob a liderança de Madre Ana de Jesus (Irene David Medeiros), vieram Ir. Teresa do Menino Jesus (Maria do Carmo Nogueira Garcez), Ir. Teresa Cristina de São José (Maria Teresa Nogueira Garcez) e Ir. Luisa Inês de Jesus (Hermínia dos Santos).

Instalaram-se provisoriamente no casa do bispo, que ficava na rua 13 de maio, até que fosse construído o mosteiro definitivo, o que foi possível graças aos esforços de Dom Ernesto de Paula e a generosidade da família de D. Elvira Boyes, que doou o terreno na Rua José Ferraz de Camargo, 72 – São Dimas. O mosteiro recebeu o nome de Carmelo Imaculado Coração de Maria e São José e é uma bela construção em estilo colonial brasileiro, com silhueta elegante, porem modesta, recolhida e aconchegante.

Hoje, após 60 anos de fundação, o Carmelo conta com 18 religiosas, sendo 14 professas de votos solenes, três professas temporárias e uma noviça. Curiosamente, pela primeira vez, uma das irmãs de voto solene, é piracicabana.

Das pioneiras, três já faleceram. Ir. Teresa do Menino Jesus, ou Madre Teresinha como é carinhosamente chamada, continua na ativa, no alto de seus 85 anos. É testemunha viva da grande luta que foi a instalação e consolidação do Carmelo de Piracicaba e de seu dia a dia nestes 60 anos. Ouvir seus relatos é um privilégio, pois possui memória fantástica e narrativa elegante e agradável.

O CARMELO HOJE

O dia da carmelita inicia-se com o despertar às 4,30 horas e é harmonicamente distribuído entre horas de oração e trabalho, refeições e momentos de convivência comunitária. Encerra-se ás 22 horas após o Ofício das Leituras (Matinas).

As irmãs são responsáveis por todos os serviços domésticos do Convento: varrer, lavar, cozinhar, jardinagem e horta. Cuidam dos ofícios da casa: rouparia (roupas das Irmãs), sacristia, conservação da igreja, enfermaria (cuidado e tratamento das Irmãs enfermas). Todas se revezam e se ajudam nas diversas ocupações diárias. São encarregadas da confecção das alfaias para as igrejas e tudo o que concerne a Celebração Eucarística e aos ministros. Realizam também quase todo tipo de artesanato e aceitam encomendas de trabalhos.

Depois de fazer os votos perpétuos as religiosas não saem da clausura, a não ser para cumprir obrigações civis, como votar durante as eleições e para consultas médicas. As tarefas externas da casa e o serviço de portaria e atendimento aos visitantes são feitas por uma das irmãs que é chamada de irmã veleira e tem autorização para permanecer fora do claustro.

A priora, isto é, a superiora do Carmelo, eleita pelas irmãs através de votação a cada três anos, é a Madre Maria Constantina do Coração de Jesus.


Os mosteiros de clausura e mesmo outras ordens religiosas mantém o antigo costume da troca de nome, significando um renascimento, uma vida nova, após emitir os votos religiosos de pobreza, castidade e obediência. Depois de fazer os votos perpétuos as religiosas não saem da clausura, a não ser para cumprir obrigações civis, como votar durante as eleições e para consultas médicas. As tarefas externas da casa e o serviço de portaria e atendimento aos visitantes são feitas por uma das irmãs que é chamada de irmã veleira e tem autorização para permanecer fora do claustro.

(Claudinei Pollesel, do I.H.G.P.)

Nenhum comentário: