RUA ROSA CAETANO POLEZEL






PROJETO DE LEI Nº 008/14
Dispõe de denominação de via pública no Loteamento Jardim Monte Feliz, Bairro Água Branca, neste Município.


Art. 1o - Fica denominado de “ROSA CAETANO POLEZEL” - cidadã prestante, a Rua “10” do Loteamento Jardim Monte Feliz, Bairro Água Branca, neste Município.

Art. 2o - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.



Justificativa


O referido projeto de lei visa prestar homenagem a Sra. Rosa Caetano Polezel, nascida em Piracicaba no Bairro Campestre, em 16 de agosto de 1936, filha de Adelino Caetano e Sebastiana de Arruda Caetano.

Ainda criança passou a morar no bairro Rolador, pois seus pais eram oleiros (fabricavam tijolos) e o bairro do Rolador possuía muitas olarias. Toda a extensão da Avenida Rio das Pedras, começando no Ipanema e indo até o Taquaral/Cecap chamava-se ROLADOR, nesta época; com o fim das plantações e das olarias começaram a surgir os loteamentos e a chega dos migrantes de outros bairros e de outros estados.

Neste bairro viveu a juventude, pobre e sofrida de uma família humilde e com poucos recursos.  Aí também conheceu o jovem campineiro JOSE ALBERTO POLEZEL que tornou-se seu marido.   A cerimônia foi realizada na Paróquia do Bom Jesus do Monte pelo Mons. Martinho Salgot.

Toda esta região, nesta época, pertencia á esta paróquia do Bom Jesus e os moradores desta zona rural eram muito católicos e ligados á região.  Por ser distante da cidade e da igreja eram muito comuns as reuniões em casas de família para rezarem o terço e novenas aos santos de devoção. Próximo dali existiam duas capelas rurais, a de Nossa senhora do Rosário, na Pompéia e a de São José, na fazenda Taquaral. Esta última, infelizmente, foi derrubada junto com o prédio da escola, pois eram propriedades particulares e a ganância falou mais alto.  

            Rosa sempre acompanhou este movimento religioso dos moradores do bairro.   Oferecia-se sempre para as reuniões do terço e novenas.   Prontificava-se  a visitar e ajudar as famílias mais necessitadas, principalmente com a criação dos loteamentos e a chegada de muitos migrantes da região norte e nordeste.






Na década de 80 passou a exercer a função de MERENDEIRA da Escola Mista da Fazenda Taquaral.   Nesta função pode colocar todo seu amor e carinho pelas crianças á disposição da comunidade. Nesta escola estudavam as crianças do bairro Taquaral, Rolador, Lima e até dos primeiros loteamentos (Sol nascente, Jardim Itabera e Itamaraca) e toda esta geração de crianças tinham na D. Rosa a figura protetora, bondosa, caprichosa, mas ao mesmo tempo exigente e cuidadosa com a comida e com o asseio daquela escola. Haviam aquelas crianças que iam de ônibus escolar, mas haviam também aquelas que iam á pé para a escola, chegando ao destino com fome e cansadas da caminhada. D. Rosa recebia á todos com carinho maternal, providenciando o leite e o pão para o café e depois o almoço, com sopa, arroz, carne e legumes. Aquilo que não era enviado pela Prefeitura ela providenciava entre os moradores e na horta da escola e de sua própria casa.

Homenagear ROSA CAETANO POLEZEL, é homenagear a figura da merendeira, aquela figura tão pouco lembrada mas que marcou a infância, a vida escolar das crianças de outro tempo e de hoje também.    Mais que uma funcionária publica, era a extensão da casa, aquela que fazia o papel mágico da mãe, que fazia a ligação entre a professora e a casa. 

D. Rosa faleceu em 20 de setembro de 2011, em Saltinho/SP, vítima de parada cardíaca. Foi sepultada no cemitério municipal daquela localidade.  

Em Saltinho viveu os últimos anos de sua vida dedicando-se á família e aos cuidados com a comunidade e com os vizinhos do bairro Azaléias.

Era casada com José Alberto Polezel, com quem teve os filhos Ana Aparecida, Claudinei, João Luiz, João Carlos e Maria Cecília.



Sala das Reuniões, 03 de Fevereiro de 2014.


                                              

(a)Laercio Trevisan Jr.


Currículo


A Sra. Rosa Caetano Polezel, nascida em Piracicaba no Bairro Campestre, em 16 de agosto de 1936, filha de Adelino Caetano e Sebastiana de Arruda Caetano.
        
Era casada com José Alberto Polezel, com quem teve os filhos Ana Aparecida, Claudinei, João Luiz, João Carlos e Maria Cecília.

Ainda criança passou a morar no bairro Rolador, pois seus pais eram oleiros (fabricavam tijolos) e o bairro do Rolador possuía muitas olarias. Toda a extensão da Avenida Rio das Pedras, começando no Ipanema e indo até o Taquaral/Cecap chamava-se ROLADOR, nesta época; com o fim das plantações e das olarias começaram a surgir os loteamentos e a chega dos migrantes de outros bairros e de outros estados.

Neste bairro viveu a juventude, pobre e sofrida de uma família humilde e com poucos recursos.  Aí também conheceu o jovem campineiro JOSE ALBERTO POLEZEL que tornou-se seu marido.   A cerimônia foi realizada na Paróquia do Bom Jesus do Monte pelo Mons. Martinho Salgot.

Toda esta região, nesta época, pertencia á esta paróquia do Bom Jesus e os moradores desta zona rural eram muito católicos e ligados á região.  Por ser distante da cidade e da igreja eram muito comuns as reuniões em casas de família para rezarem o terço e novenas aos santos de devoção. Próximo dali existiam duas capelas rurais, a de Nossa senhora do Rosário, na Pompéia e a de São José, na fazenda Taquaral. Esta última, infelizmente, foi derrubada junto com o prédio da escola, pois eram propriedades particulares e a ganância falou mais alto.  

Rosa sempre acompanhou este movimento religioso dos moradores do bairro.   Oferecia-se sempre para as reuniões do terço e novenas.   Prontificava-se  a visitar e ajudar as famílias mais necessitadas, principalmente com a criação dos loteamentos e a chegada de muitos migrantes da região norte e nordeste.

Na década de 80 passou a exercer a função de MERENDEIRA da Escola Mista da Fazenda Taquaral.   Nesta função pode colocar todo seu amor e carinho pelas crianças á disposição da comunidade. Nesta escola estudavam as crianças do bairro Taquaral, Rolador, Lima e até dos primeiros loteamentos (Sol nascente, Jardim Itabera e Itamaraca) e toda esta geração de crianças tinham na D. Rosa a figura protetora, bondosa, caprichosa, mas ao mesmo tempo exigente e cuidadosa com a comida e com o asseio daquela escola. Haviam aquelas crianças que iam de ônibus escolar, mas haviam também aquelas que iam á pé para a escola, chegando ao destino com fome e cansadas da caminhada. D. Rosa recebia á todos com carinho maternal, providenciando o leite e o pão para o café e depois o almoço, com sopa, arroz, carne e legumes. Aquilo que não era enviado pela Prefeitura ela providenciava entre os moradores e na horta da escola e de sua própria casa.



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