terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dom Paulo Panza, Prior do Mosteiro de São Bento de Vinhedo






Querido Claudinei,

Paz!

Imagino que esta mensagem lhe chegue como uma surpresa.
Foi assim que me chegou sua carta, como surpresa, uma boa surpresa.
Obrigado por escrever e perdoe-me por deixar passar tanto tempo sem responder-lhe.
Sua carta e a lembrança do pedido aflito de orações por seu filho ficaram aqui comigo.
O que acontece? Espero que as coisas estejam bem para ele e para toda sua família.
Nossa! Faz tanto tempo desde os anos de filosofia ...
Eu cursei dois anos e meio de teologia na PUC, mas pedi para deixar o curso.
Não encontrava meu lugar naquele meio e também, na época, não pensava em me ordenar.
Alguns anos depois, fui convidado pelo meu abade (Arquiabadia de St. Vincent, nos EUA)
para ir estudar música por 5 meses. Parti para lá em dezembro de 1994.
Como acabei aprendendo bem a língua, o abade me ofereceu um curso em Roma por dois meses,
com a condição de retornar aos EUA e terminar a Teologia.
Foi assim que uma estadia de 5 meses acabou se transformando em quase dois anos de estudos.
Retornei ao Brasil e ao mosteiro. As coisas aqui mudaram muito, a comunidade tomou outros rumos,
no sentido de buscar uma identidade mais monástica e menos pastoral.
Os norte-americanos retornaram aos EUA e tivemos por alguns anos um prior que imprimiu
características próprias ao mosteiro.
No início de 2002 fui de volta a Roma para um curso de formadores beneditinos.
Depois de três meses e já consciente de minha vocação sacerdotal,
retornei aos EUA, onde fiz mais alguns cursos de teologia, sendo ali ordenado diácono.
Em 2003 voltei ao Brasil, onde fui ordenado sacerdote em dezembro.
Assim, no final de 2007 fui nomeado prior, cargo que exerço até hoje.

Além disso, sou mestre de noviços também.

É uma nova fase na história do mosteiro, com muitos desafios.

Deus tem sido sempre bom em me auxiliar com sua graça e me livrar do mal.
A comunidade começa a reflorescer agora. Tenho esperanças para o futuro.
Esperança totalmente fundada em Deus, uma vez que nossos recursos humanos são débeis.

Bem, perdoe-me o “romance”. Fico feliz em retomar o contato.

Fique com Deus, que ele lhe dê a serenidade e a sabedoria necessárias para ser um bom pai
para seu filho nesta hora em que ele lhe causa tanta preocupação.
Deus o abençoe e guarde, assim com à Dalva, ao Ezequiel e a Victória.

Seu irmão,



Dom Paulo, O.S.B.

Um comentário:

Anônimo disse...

Gostei muito de saber um pouco sobre esse monge tão cheio da Graça de Deus!
Quase não tenho tempo para conversar com ele, e geralmente eu mais falo que escuto.
Parabéns pela pesquisa!